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13 de março de 2015

Perspectivas 2015 – Plástico: Autopeças passam por aperto

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    As previsões não se mostram favoráveis para os fabricantes de autopeças. Não existem estatísticas específicas para as empresas especializadas em transformação do plástico, que representam importante fatia do segmento. Para 2015, a expectativa do setor como um todo é de faturamento de R$ 75,9 bilhões, com crescimento de 0,6% em relação ao ano passado, quando o faturamento estimado foi de R$ 75,4 bilhões.

    Apesar da evolução, os números não são animadores. Em 2013, o setor havia faturado R$ 85,6 bilhões, 12% a mais do que em 2014. Outro dado preocupante se concentra nos investimentos estimados para 2015, na casa dos US$ 759 bilhões. Em 2014, eles foram da ordem de US$ 754 milhões, contra US$ 1,9 bilhão em 2013.

    Até o mês de outubro, as vendas de veículos novos apresentaram queda de 8,7%. As vendas para as montadoras, que representam quase 70% do mercado do setor de autopeças, caíram 16,7% no período de janeiro a outubro, comparado com o mesmo período de 2013. Em contrapartida, o mercado de veículos usados obteve crescimento de 6,5%. Apesar desse movimento, as vendas para a reposição no acumulado de janeiro a setembro foram inferiores às do igual período de 2013, com queda de 3,7%.

    “No ano passado houve redução de mais de R$ 10 bilhões em nosso faturamento. Os dois principais motivos para a queda são a diminuição na produção das montadoras no mercado local e as dificuldades enfrentadas pela Argentina, o principal destino de nossas exportações”, analisa Paulo Butori, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

    Os desafios a serem enfrentados em 2015 continuam os mesmos. Vale lembrar que a redução do IPI, arma usada nos últimos anos para incentivar a venda de automóveis, foi suspensa no início do ano. Com a medida, os preços finais dos novos sobem e podem influenciar de forma negativa nas vendas das montadoras. Outros problemas a serem enfrentados são o crescimento das importações e a dificuldade para exportar. “Produzir em nosso país é muito caro. Somos pouco competitivos se comparados a nossos concorrentes externos”, avalia.

    De acordo com Butori, as dificuldades prognosticadas para 2015 têm algumas atenuantes. “Entendemos que a obrigação de aquisição de peças no Brasil por parte das montadoras que querem o benefício da redução do IPI pode trazer bons resultados”. Para o dirigente, embora esse efeito ainda não seja claramente observado, a rastreabilidade implantada pelo programa Inovar-Auto e a desvalorização do real podem diminuir a importação de autopeças e favorecer as compras locais.



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