Petróleo & Energia

25 de março de 2014

Perspectivas 2014 – Petrobras: Refino e setor naval devem avançar

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Plástico Moderno, Perspectivas 2014 - Petrobras: Refino e setor naval devem avançar
    Os resultados da Petrobras nos próximos anos também dependerão da capacidade instalada da indústria naval e do parque de refino do país. Não será possível à petroleira atingir as metas se não forem equacionadas essas questões.

    A propalada retomada da indústria naval já está entrando na terceira onda, que é a da revisão das prioridades da Petrobras e do país. No caso, a necessidade de agilizar a construção das unidades de produção offshore em um mercado superaquecido. Há mais de 500 embarcações de apoio em carteira e o Plano de Renovação da Frota de Embarcações de Apoio Marítimo já está na quarta edição. Sem falar nas sondas de perfuração.

    Em outubro, Graça Foster lembrava que além das 17 unidades estacionárias de produção em obras no país, havia ainda 28 sondas e 41 navios de transporte em construção nos estaleiros. “Para cumprir essa curva (de produção), temos mais 12 contratações a fazer”, frisou a executiva, afirmando que o bom desempenho dos estaleiros brasileiros se deve também à associação com empresas estrangeiras experientes (critério que passou a ser exigido pela Petrobras para firmar contratos).

    No entanto, no final do ano, tanto a Petrobras como o governo já admitiam a necessidade de rever o índice de conteúdo nacional em relação à cessão onerosa (cujo contrato prevê essa revisão).

    E isso tem que ser discutido o mais rápido possível, uma vez que a estatal tem até setembro para declarar a comercialidade dos outros blocos de cessão onerosa – Florim, Sul de Guará, Entorno de Iara e Nordeste de Tupi –, uma vez que já fez isso com Franco (denominado agora de campo de Búzios) e Sul de Tupi (atual Sul de Lula). Apenas em Franco, serão necessárias de quatro a cinco unidades até 2020.

    Na outra ponta dessa cadeia está o refino. No início de janeiro, a Petrobras anunciou que o parque de refino processou 8% a mais que em 2012 (de janeiro a novembro). O que significou processar a média de 2.034 mil barris por dia de petróleo (em 2012, a média era de 1.897 mil barris).

    Com isso, o Fator de Utilização do parque de refino (FUT, carga fresca processada) foi de 91,9%, em relação à carga autorizada nesse período, de 2.228 mil bpd. Um índice comparável ao alcançado pelas refinarias americanas de melhor performance, de 92,2%, entre 2011 e 2012, segundo dados da Solomon Associates, em janeiro de 2013.

    A despeito do bom desempenho, esses números mostram que a capacidade do parque de refino terá de dobrar até 2020 para acabar com a importação de derivados. Para tanto, a estatal tem de concluir, sem mais delongas e aumentos de custos, os projetos que navegam em um mar de atrasos.

    Em outubro, a Petrobras anunciou a incorporação da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Suape-PE, formalizando a extinção da parceria com a venezuelana PDVSA. A incorporação da RNEST agilizará a execução das obras em andamento (com 83% concluídas em outubro), possibilitando gerenciar melhor o refino e a distribuição de derivados produzidos. A conclusão do primeiro trem de refino dessa unidade está marcada para o final de 2014; e o segundo, para maio de 2015, agregando 230 mil bpd ao parque instalado nacional.

    Cabe agora à Petrobras acelerar a conclusão daquele que foi aclamado como o maior projeto da área na história da companhia: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O empreendimento, que já consumiu mais de R$ 12,9 bilhões em seis anos e sofreu alterações substanciais em seu projeto original, ainda não tem sequer a metade das obras construídas.

    Quando o primeiro trem de refino entrar em operação, em 2016 (último adiamento), vai acrescentar 165 mil barris/dia de petróleo à capacidade instalada da Petrobras. Ou seja: até 2016, a Petrobras vai ganhar condições para processar mais 365 mil bpd até 2016, volume insuficiente para atender à crescente demanda nacional.

    A empresa vai ter que se empenhar na implantação do segundo trem do Comperj (300 mil barris/dia) e das refinarias Premium I (Maranhão), prevista para processar 600 mil bpd de óleo, a maior do país, e a Premium II (Ceará), de 300 mil bpd. Nos planos, elas devem começar a gerar combustíveis e outros derivados a partir do final de 2017, entrando por 2018, se não houver atrasos.



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