Plástico

20 de janeiro de 2013

Perspectivas 2013 – Plastivida – Educação ambiental é sinônimo de sustentabilidade

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Publicado por: Miguel Bahiense Neto
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    Plástico, Perspectivas 2013 - Plastivida - Educação ambiental é sinônimo de sustentabilidade

    O mundo mudou em diversos sentidos. A população aumentou, cresceu o consumo, a perspectiva de vida nunca foi tão alta, claro que em virtude do desenvolvimento da ciência, com inovação, tecnologias e novos produtos. Tudo isso, em grande parte, aconteceu por conta das possibilidades que o plástico oferece no campo da tecnologia. Neste novo cenário, paralelamente, o meio ambiente e a sustentabilidade ganharam destaque, e isso agora exige que todos nós façamos reflexões.

    Acompanhando as mudanças, os plásticos estão cada dia mais presentes na vida das pessoas. Seja por seu benefício econômico, seja pela comodidade, praticidade, durabilidade, higiene e qualidade de vida que oferece, lá está ele, em funções desde as mais simples até as mais tecnológicas, mas também pelo aspecto ambiental. Parece remar contra a maré, mas nos cabe afirmar que todos esses benefícios dos plásticos só são percebidos porque há clara vantagem ambiental em sua utilização e produção. O que nos falta é encontrar a forma de dizer e mostrar isso à sociedade. Ou alguém utilizaria em tão larga escala um produto que não tivesse desempenho sustentável adequado? O plástico permite desenvolvimento social, com preservação ambiental, geração de renda e precisa ser percebido assim.

    Encontramos os plásticos na proteção do alimento, desde sua produção, passando pela estocagem, até a chegada à nossa mesa, nas embalagens. Sem essa proteção, os alimentos não teriam longa vida útil, e todos os impactos ambientais gerados durante a fabricação/produção de alimentos seriam muito maiores, pois são processos que consomem água, energia e emitem gases até mesmo no transporte. Se hoje se questiona a capacidade da Terra de gerar alimentos para sua população, sem os plásticos protegendo e conservando os alimentos por mais tempo, estaríamos com seríssimos problemas, sociais inclusive. Também são os plásticos que protegem a água que bebemos, já que estão presentes nas tubulações e, com isso, evitam a proliferação de doenças, como cólera, diarreia, esquistossomose etc.

    Os plásticos também despontam na medicina. Estão presentes, tanto em um simples curativo, passando pelos utensílios descartáveis (seringas e bolsas de sangue), como nos cateteres e nos modernos corações artificiais. Eles garantem higiene, proteção e o aumento da expectativa de vida da população. E é o termo descartável, tão criticado por ambientalistas, que permite que tenhamos hospitais cada vez mais seguros, pois são esses produtos que evitam a necessidade de uso maciço de esterilização de produtos médicos hospitalares, sempre sujeitos a falhas e, portanto, colocando pacientes em riscos de infecções hospitalares.

    O meio ambiente também é beneficiado pelos plásticos, na produção e também na aplicação. Produtos plásticos impedem, por exemplo, contaminações do solo e lençóis freáticos e evitam erosões quando usados em forma de mantas e revestimentos. Também a redução do peso dos produtos e das embalagens, obtida pelo uso dos plásticos, fez com que a necessidade de combustível para transporte de produtos ficasse menor, gerando menos emissões. Os próprios veículos se tornaram mais leves com os plásticos e, assim, passaram a consumir menos combustíveis e a gerar menos emissões.

    Com presença de extrema relevância em nosso cotidiano, torna-se necessário um convívio harmonioso entre o consumo de produtos plásticos e o seu descarte adequado, contribuição definitiva para a preservação do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável. E o plástico tem todas as características para isso, pois pode ser amplamente inserido no que se definiu como os 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

    Porém, a grande presença dos plásticos no nosso dia a dia tem sido criticada. O setor está empenhado em mostrar que tais críticas são infundadas. Por exemplo, o caso das sacolas plásticas, para o qual a cadeia produtiva dos plásticos tem um programa que discute e promove os conceitos do consumo responsável, descarte adequado e reciclagem, tudo isso para promover a proteção ao meio ambiente. E esse tem sido o trabalho da Plastivida. Temos defendido o direito da população à informação correta sobre sustentabilidade para acabarmos com o preconceito aos plásticos. E isso se chama transparência.

    Pesquisa realizada em 2011 mostra que, dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 443, ou seja, 8%, contam com algum tipo de coleta seletiva – e, invariavelmente, deficiente. É muito pouco. Ainda assim, a reciclagem de plásticos no Brasil é uma realidade e gera empregos e renda, e estamos empenhados em ser parte da solução, na medida em que integramos o grupo de associações de classe que discutem a logística reversa de embalagem com o Ministério do Meio Ambiente, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS.

    A mesma pesquisa, realizada pela Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, desenvolvida com base em 2011, aponta que, no período, foram reciclados no Brasil 21,7% dos plásticos pós-consumo. Ou seja, 736 mil toneladas de plástico que se destinariam ao lixo foram transformadas em novos produtos.


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