Embalagens

20 de janeiro de 2013

Perspectivas 2013 – Abre – Muito a fazer!

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Publicado por: Mauricio Groke
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    Com 300 associados e à frente do setor propiciando conhecimento, educação e diferenciação, a Abre – Associação Brasileira de Embalagem entra em 2013 renovada e pronta para mais um ano de trabalho.

    Plástico, Perspectivas 2013 - ABRE - Muito a fazer!

    Maurício Groke é presidente da Associação Brasileira de Embalagens(ABRE)

    Se antes as principais preocupações da entidade estavam ligadas à melhoria dos aspectos tecnológicos, incluindo o design das embalagens e a necessidade de integração da cadeia produtiva para uma atuação conjunta, hoje a associação, com o desenvolvimento do setor de embalagens no país, promove por meio de seus encontros, reuniões e eventos a troca de informações, trazendo tendências e discussões relevantes do mercado mundial de embalagens, incentivando principalmente o debate de ideias entre os diferentes elos da cadeia produtiva de embalagem.

    Parte desse trabalho passa pela divulgação do Balanço Setorial da Embalagem: o Estudo Macroeconômico da Embalagem Abre-FGV. Trata-se de um estudo exclusivo da Associação que é fundamental para as empresas nortearem suas ações, estimulando o desenvolvimento econômico do país.

    De acordo com os últimos dados do estudo, a produção física de embalagens teve redução de 3,49%, no primeiro semestre de 2012, comparativamente ao mesmo período de 2011, mas apresentou um desempenho melhor do que a produção industrial total, que caiu 3,81% no mesmo período.

    Esses números devem ser observados levando-se em conta a crise da indústria. O crescimento mundial se reduziu a partir de 2011, quando a economia brasileira já estava em desaceleração. Houve a diminuição da demanda por produtos industriais brasileiros, e para revigorar a economia o governo adotou várias medidas, como a diminuição dos juros básicos, crédito de bancos oficiais, desonerações tributárias seletivas de bens de consumo e mão de obra, entre outros. Com estas medidas, o consumo se manteve e as vendas no varejo cresceram 9,1% no primeiro semestre, enquanto a produção de bens de consumo caiu 2,5%. Esta diferença foi atendida por importações favorecidas pelo câmbio apreciado, excesso de oferta de produtos em outros países e perda de competitividade da indústria.

    Plástico, Perspectivas 2013 - ABRE - Muito a fazer!

     

    Nos próximos meses, a produção industrial deve começar a reagir às medidas de estímulo, entre as quais o câmbio a R$2. A inadimplência do consumidor tende a recuar, abrindo espaço para um novo ciclo de crédito.

    De acordo com as projeções realizadas para este ano, o setor de embalagens deverá apresentar retração de 1% em 2012. Porém o nível de emprego na indústria de embalagens deverá prosseguir em expansão, aproximando-se de 230 mil ocupações em dezembro; e os fabricantes nacionais de embalagem deverão obter receitas próximas a 47 bilhões de reais em 2012, superando os 43,7 bilhões gerados em 2011, comprovando a estabilidade e a força do setor.

    O plástico representa 29,7% do total da produção física de embalagem e teve no 1º semestre uma retração de 3,77%, como mostram os números do gráfico.

    Desse total, 36,18% corresponde a garrafões, garrafas, frascos e artigos semelhantes, em seguida vêm as embalagens para produtos alimentícios e bebidas com 25,08%, e sacos ou sacolas com 22,45%.

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    Além de nortear a indústria com os resultados setoriais da indústria de embalagens, uma das mais importantes ações realizadas este ano pela Abre – e que ganhará muita força em 2013 – é a implementação do Pacto Setorial, assinado com o Ministério do Meio Ambiente no âmbito do Plano de Produção e Consumo Sustentáveis, que promove o emprego da simbologia técnica de descarte seletivo e de identificação de materiais nas embalagens. O pacto é baseado na Cartilha de Diretrizes de Rotulagem Ambiental desenvolvida pelo Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Abre.


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