Plástico

24 de janeiro de 2010

Perspectivas 2010 – PLASTIVIDA – Educação ambiental promete ganhar novo fôlego neste ano

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Publicado por: Francisco de Assis Esmeraldo
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    As dramáticas mudanças climáticas pelas quais o Brasil passou em 2009 trouxeram, junto com as tragédias das sucessivas enchentes, a consciência de que a preservação ambiental é uma prioridade nacional.

    Plástico Moderno, Perspectivas 2010 - PLASTIVIDA - Educação ambiental promete ganhar novo fôlego neste ano

    Francisco de Assis Esmeraldo é engenheiro químico, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, membro do Conselho
    Superior de Meio Ambiente da Fiesp, do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Firjan (RJ) e do Conselho Executivo da Associação Brasileira de Embalagens (Abre).

    Este fato reforçou as ações da Plastivida, em sua missão de divulgar a importância dos plásticos na vida moderna e promover sua utilização ambientalmente correta, ao mesmo tempo em que prioriza iniciativas de responsabilidade social.

    Em uma de suas frentes de atuação, a entidade colheu importantes frutos do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, realizado em conjunto com o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).

    Como se recorda, este programa visa a, de um lado, reduzir o consumo de sacolas plásticas, fabricando-as com mais resistência, de acordo com o disposto na Norma Técnica 14.937 da ABNT. Assim, não há mais necessidade de colocar uma sacolinha dentro da outra para o transporte de produtos mais pesados. De outro lado, o programa objetiva conscientizar os supermercados e consumidores a utilizarem a plena capacidade das sacolinhas, reutilizando-as sempre que possível e descartando-as corretamente após o uso sem causar danos à natureza.

    Esta ação alcançou resultados impressionantes, ao receber apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas filiadas em cinco estados altamente representativos e importantes do país. E espalhou-se pelo país, com resultados excelentes e bastante promissores.

    Em 2008, primeiro ano de implementação do Programa, houve uma redução de 10,5% no número de sacolas fabricadas. No primeiro semestre de 2009, a redução subiu para 16,2%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Isto significa que, de 17,9 bilhões de sacolinhas fabricadas em 2007, o Brasil passou para 16,4 bilhões em 2008. Para 2009, a previsão é de 15 bilhões. Nova redução, ainda não estimada, está prevista para 2010.

    Em 2009, o Programa compreendeu algumas das maiores cadeias de supermercados do país, em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia e Brasília. O Pão de Açúcar, por exemplo, anunciou uma redução de 35% no consumo das sacolas.

    Para 2010, está prevista a expansão do programa nestas capitais e também no Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis.

    Junto com a redução das sacolinhas, a Plastivida reforçou a divulgação da alternativa representada pelo consumo de ecobags de plástico. Elas são sustentáveis por combinarem leveza, resistência, durabilidade, segurança, praticidade e versatilidade, além de serem econômicas, pois podem ser utilizadas várias vezes. E são ecologicamente corretas por serem retornáveis e 100% recicláveis. O polietileno, o vinil (PVC), a ráfia e o não-tecido – TNT (polipropileno), bem como o PET reciclado, são plásticos muito utilizados na confecção dessas sacolas. Por essas razões, as grandes redes do varejo já as adotaram. Elas apresentam vantagens ambientais, quando comparadas com as ecobags concorrentes.

    Em 2009, o ponto alto do Programa foi o lançamento de uma campanha nacional de mídia, com inserções nos grandes veículos de comunicação como a Rede Globo. A campanha estimula o consumo responsável das sacolas por meio da prática dos três Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar – e convida o consumidor a consultar no site as dezenas de possibilidades de reúso, calcular quantas sacolas pode economizar e obter outras informações úteis. Tudo isso amparado pelo hotsitewww.sacolinhasplasticas.com.br.

    Junto com o site, a Plastivida ingressou nas mídias sociais, criando perfis, twittando, ganhando milhares de seguidores, postando DVDs que recomendam o consumo responsável e interagindo com blogs preocupados com a questão ecológica. Definitivamente, nossa comunicação está no século 21.

    Para o período 2010-2011, a previsão de investimento na campanha de mídia, junto com uma pesquisa sobre a imagem dos plásticos, é de cerca de R$ 14 milhões.

    Paralelamente, a entidade prosseguiu em sua tarefa de conscientizar formadores de opinião e legisladores sobre a importância de não banir nem restringir e sim consumir responsavelmente as sacolas plásticas, o que equivale a dizer: reduzir o desperdício, reutilizar e praticar a coleta seletiva. Nossas posições foram levadas a diversas instâncias, tendo recebido o apoio do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. E uma grande vitória foi alcançada com a promulgação, pela governadora Yeda Crusius, da Lei Estadual que proíbe a disponibilização de sacolas plásticas por supermercados e outras casas de comércio fora dos padrões estabelecidos pela Norma 14.937. Isso significa: sacolas plásticas mais resistentes, o que permite ao consumidor levar mais compras em cada sacolinha e não usá-la em duplicidade.

    Na ponta da coleta seletiva e reciclagem, também obtivemos expressivos avanços. Aquele que teve mais visibilidade e impacto foi a confecção dos troféus do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 com plásticos reciclados obtidos de uma coleta seletiva organizada pela Plastivida no autódromo de Interlagos.

    Mas o que fazer com as sacolinhas de supermercado reutilizadas para acondicionar lixo e que não se prestam à coleta seletiva e consequentemente à reciclagem mecânica? Como esse problema está associado ao esgotamento da capacidade dos aterros sanitários nas grandes capitais, a saída está na reciclagem energética dos resíduos, transformando-os em energia. As sacolinhas ajudam no processo de combustão, economizando óleo diesel, em processos comprovadamente limpos.


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