Plástico

24 de janeiro de 2010

Perspectivas 2010 – ABRE – Inovação e produtividade sustentam alta do setor

Mais artigos por »
Publicado por: Plastico Moderno
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Espera-se com grande entusiasmo o ano de 2010. Desde o cenário político, com as eleições presidenciais, o econômico, com forte recuperação da economia nacional, bem como do ponto de vista do setor produtivo, no qual já acontece uma retomada do crescimento.

    Plástico Moderno, Perspectivas 2010 - ABRE - Inovação e produtividade sustentam alta do setor

    Luciana Pellegrino É Diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre).

    A indústria de embalagens é um termômetro do setor de bens de consumo, setor este que vem crescendo gradativamente ano a ano. Mas, mais do que crescer, a indústria de bens de consumo vem se desenvolvendo e aprimorando o serviço que presta à sociedade.

    A qualidade de vida de uma nação pode ser medida por meio das embalagens. Isso porque elas refletem de forma bastante fidedigna o poder aquisitivo, a demografia e os hábitos de consumo desta.

    No Brasil percebemos uma grande evolução nos últimos anos em termos de conveniência, qualidade, informações, manuseio facilitado e ocasiões de consumo por meio das alternativas de embalagens.

    Este desdobramento somente foi possível com o crescimento econômico do país. O volume de consumo passou a justificar e embasar tanto os lançamentos como as alternativas de produtos oferecidos.

    Mas, além desses fatores, a indústria de embalagens nacional veio se adaptando a outras tendências como, por exemplo, a interatividade. A comunicação em nossa sociedade passou a ser uma via de mão dupla, e a tecnologia em embalagem passou a trazer ferramentas para se proporcionar essa interatividade entre consumidores e marca/empresa. Como alguns exemplos: promoções, jogos, indicações para o site da marca, ou mesmo personagens criados com a embalagem e, por fim, embalagens criadas por comunidades das redes sociais da internet.

    Neste cenário, a embalagem consolidou-se como ponto de referência entre a empresa e o consumidor, abrindo um canal de comunicação mais amplo e divertido.

    A aproximação vem acontecendo também por meio da personalização dos produtos, adequando-os ao seu público-alvo, seja pelo design, seja pela conveniência no preparo e consumo.

    Uma dona de casa que passava, há quinze anos, uma hora e quinze minutos preparando a refeição de sua família, hoje passou a fazê-la, em média, em 15 minutos. E essa necessidade vem recaindo sobre diferentes classes sociais, uma vez que o público feminino se consolidou no mercado de trabalho.

    E para atender a esta demanda a tecnologia de embalagem focou nas alternativas de produtos prontos para o consumo shelf stable, que garantem durabilidade sem a necessidade de resfriamento.

    Pode-se dizer que duas palavras são chave hoje para o setor: a produtividade e a inovação. E justamente esses dois fatores ajudaram a indústria de embalagens a sobressair em um ano com tantas dificuldades conjunturais.

    Em outubro, a economia do país passou a se defrontar com os efeitos da crise internacional e, com esta, a desaceleração do setor produtivo. A utilização da capacidade produtiva caiu para 82%, perante os 90% registrados em julho de 2008.

    A retomada exigiu muita flexibilidade comercial do setor, o que se refletiu em resultados práticos. A recuperação do setor, se comparada mês a mês, acumulou um crescimento do volume de produção em torno de 15% entre janeiro e outubro de 2009, alcançando o patamar de 88,2% da utilização da sua capacidade. Neste mesmo mês de outubro, pela primeira vez no ano, o desempenho do volume de produção, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, passou a ser positivo em 1,5%.

    Estima-se que já no segundo trimestre de 2010 o setor alcance os patamares produtivos de julho de 2008, ou seja, antes da crise. Para tal, precisamos crescer ainda pouco mais de 5%. Cenário este bastante factível.

    Por fim, novos desafios serão apresentados ao setor. Em especial, o posicionamento pró-ativo ante as discussões ambientais. Este tema já está em nossa sociedade e será pauta política em 2010. A indústria de embalagens já tem muitas conquistas nesta área, e deverá apresentá-las à sociedade como forma de contribuição e engajamento.

    Para embasar esta discussão, a Associação Brasileira de Embalagem (Abre) lançou campanha de comunicação intitulada “A Embalagem Construindo Sustentabilidade”, e focará seus esforços no fechamento do ciclo de vida da embalagem.

    O cenário é positivo, tanto pelo crescimento da demanda como pela necessidade de novos investimentos, maior capacidade produtiva, competitividade e sustentabilidade. De uma forma geral, a indústria de embalagem se aproxima cada vez mais da sociedade e, ao mesmo tempo em que oferece soluções, se alimenta desta para as suas inovações.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *