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24 de janeiro de 2010

Perspectivas 2010 – ABIMAQ – Aquecimento da indústria plástica alavanca os moldes

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Publicado por: Alexandre Fix
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    A recuperação econômica da indústria brasileira, em particular a indústria de moldes para plásticos, iniciou-se, ainda que timidamente, no último trimestre de 2009, depois de um período bastante difícil. As perspectivas agora são animadoras e diversos são os lançamentos previstos para 2010, notadamente nas linhas automotiva, branca e de embalagens.

    Plástico Moderno, Perspectivas 2010 - ABIMAQ - Aquecimento da indústria plástica alavanca os moldes

    Alexandre Fix é presidente da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelações(CSFM), da Abimaq.

    Acreditamos que o Brasil é a bola da vez, devendo atrair muitos investimentos e, com eles, o lançamento de diversos produtos. O crescimento do mercado interno, principalmente nas camadas de menor poder econômico, deverá gerar uma grande quantidade de  novos produtos, até então não consumidos pelos mercados das classes C e D, propiciando a necessidade de uma grande quantidade de novos moldes.

    A indústria do plástico e, por consequência, da ferramentaria, em termos mundiais, normalmente cresce  20% a 30% a mais do que o PIB médio. Os economistas prevêem um crescimento de PIB para  algo entre 4% e 5% para 2010. Esperamos superar em muito os índices de crescimento mundial, dadas as circunstâncias favoráveis aqui no Brasil, o que trará um desenvolvimento significativo ao nosso segmento.

    Pretendemos fortalecer a nossa Câmara aumentando muito o quadro associativo. O número de empresas associadas hoje é muito pequeno. Precisamos atrair novos associados para termos uma presença mais significativa e representativa do setor para, juntos, podermos pleitear melhores condições em diversos pontos que vêm prejudicando em muito o nosso desempenho.

    Sabemos que diversos problemas de difícil solução prejudicam o desenvolvimento da indústria brasileira, tais como a carga tributária, custo financeiro, burocracia etc. Nossos esforços se concentrarão notadamente em assuntos inerentes ao setor.

    Um dos grandes problemas enfrentados pelas ferramentarias independentes no ano passado foi a inadimplência, notadamente das montadoras automotivas, que se aproveitaram de seu poder econômico e não honraram seus compromissos econômicos com seus fornecedores, ocasionando em cadeia grandes problemas.

    Pretendemos atuar firmemente na análise dos pleitos de importação de ferramental com isenção tributária, evitando as distorções que hoje ocorrem de forma predatória, prejudicando muito os nossos associados.

    Buscaremos o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) no sentido de apoiar nossos associados a participarem de feiras e exposições no exterior, promovendo as ferramentarias brasileiras e buscando, assim, novos mercados.

    Acesso ao crédito, principalmente do BNDES, é também, sem dúvida, uma necessidade extremamente relevante.

    O custo do aço prejudica a nossa capacidade competitiva aqui e no exterior, pois ele é um dos mais caros do mundo.

    Produtores asiáticos estão penetrando rapidamente no nosso mercado, oferecendo produtos a preços extremamente baixos.

    Temos que nos mobilizar e nos organizarmos melhor como setor produtivo. Caso contrário, enfrentaremos grandes problemas no futuro.

    Somente com uma Câmara que represente um grande número de associados é que seremos ouvidos.

     

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