Plástico

13 de janeiro de 2007

Perspectivas 2007 – Siresp – Consumo mundial aponta crescimento e anima o setor

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A indústria petroquímica brasileira respirou mais aliviada em 2006, fechado com demanda em crescimento e margens recuperadas, e inicia 2007 embalada nesse ritmo positivo. Além de chegar ao final do ano passado em bases bem melhores do que foi o seu início, os fabricantes de resinas ainda contam com outros aspectos favoráveis neste ano que principia, prenunciando tempos de vacas gordas.

    Plástico Moderno, José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), Perspectivas 2007 - Siresp - Consumo mundial aponta crescimento e anima o setor

    Roriz prevê este ano expansão de 8 % no consumo aparente brasileiro de resinas termoplásticas

    Os sinais de que a colheita será farta começam pelos preços do petróleo em declínio em plena época típica de picos de alta, por conta do inverno nos Estados Unidos e na Europa, que empregam o óleo como fonte de aquecimento.

    Os preços caíram influenciados pelo inverno fraco, comemora José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp).

    No início do ano, os preços estavam cotados na faixa de US$ 61 e não param de cair desde então, situando-se atualmente em torno de US$ 53. O petróleo em queda afrouxa a pressão exercida sobre os custos dos insumos petroquímicos básicos, que representam mais de 70% dos custos na cadeia de produção. A notícia traz alento à indústria do plástico, castigada, em todos os seus elos, com as sucessivas altas nas cotações do óleo ao longo do ano passado.

    Não é de hoje que a indústria brasileira em todos os seus segmentos clama por ações governamentais que rompam com o marasmo econômico e gerem crescimento ao País. O movimento de reivindicações persiste neste ano com ânimo redobrado. “O Brasil precisa crescer mais. Acreditamos que em 2007 teremos ações governamentais para acelerar o ritmo de crescimento e, como conseqüência, aumentar o consumo de plástico”, vaticina.

    As condições básicas para que isso aconteça foram estampadas em todos os veículos de comunicação ao longo do ano passado. O País ainda mantém um custo de capital elevado, convive com taxas de câmbio que tiram a competitividade da indústria nacional e tornam inviáveis as exportações, e carrega o peso de uma sobrecarga tributária. Por conseqüência, o nível de investimento no País no ano passado rastejou pelo chão sem conseguir decolar e resultou em um crescimento pífio.

    “Olhando para 2007, o lado positivo é a identificação de que o Brasil precisa crescer mais. O mundo está crescendo e os países que concorrem com o Brasil avançam a taxas muito maiores e estamos ficando para trás. Dificilmente vamos conseguir acelerar nosso ritmo se os problemas não forem atacados”, pondera Roriz.

    Olhando para fora, o contexto internacional de oferta e demanda deve favorecer os negócios da indústria petroquímica em 2007. O consumo mundial prenuncia aquecimento, sem a contrapartida de novos investimentos para aumentar a capacidade instalada de produção. Os projetos previstos para o Oriente Médio foram postergados e não há programação de que outras expansões significativas entrem em operação neste ano. Resultado: abastecimento no gargalo, caso as projeções de alto consumo se concretizem. “Pelo lado da balança oferta/demanda vai ser muito positivo para nós”, prevê Roriz.

    Voltando o foco de investimentos para o mercado brasileiro, o transformador poderá contar com novas expansões neste e nos próximos anos. Projetos da Suzano contemplam a adição de 100 mil toneladas à capacidade de produção de polipropileno ainda neste ano, e mais 90 mil t previstas para o segundo semestre de 2008 (em 2006, concluiu expansão de 60 mil t), totalizando expansão de 250 mil t.

    Em parceria com a Petrobrás, a Braskem empreende nova fábrica de R$ 750 milhões e capacidade de 300 mil t, também de polipropileno, com operação inicial prevista para o começo de 2008. Além disso, a Braskem toca projeto de internacionalização, com meta de construir fábrica, igualmente de polipropileno, na Venezuela, considerada estratégica pela empresa, para abastecimento de todo o mercado sul-americano e ainda pelo fácil acesso ao México e Estados Unidos.

    A Petrobrás também colocou à mesa de discussão um projeto de US$ 6,5 bilhões, envolvendo a construção de um novo megacomplexo petroquímico no Rio de Janeiro, batizado de Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), para produção de polietileno e polipropileno. Com modelo verticalizado (como da Braskem e da Rio Polímeros), o empreendimento começará a operar gradativamente, a partir de 2012, com conclusão prevista para 2013. Os estudos apontam como localização do Comperj os municípios de Itaboraí e São Gonçalo. O complexo promete atrair cerca de 200 indústrias de transformação em seu entorno.

    Os planos de expansão também contemplam o PVC. A Solvay anunciou investimentos da ordem de US$ 150 milhões para ampliar a capacidade produtiva e modernizar as unidades produtoras de resina e de cloro-soda em Santo André-SP. Com conclusão prevista para 2008, o projeto eleva para 300 mil t/ano a capacidade instalada de PVC e 170 mil t/ano de soda cáustica.

    Resinas em alta – O polietileno linear de baixa densidade promete segurar o fôlego e conservar a posição privilegiada de crescimento em 2007, até por conta da maior capacidade produtiva propiciada pela entrada em operação da Rio Polímeros em 2006. “Só o fato de haver mais oferta já cria muito consumo”, avalia Roriz. A resina mantém crescimento acentuado na substituição do polietileno de baixa densidade e nos mercados de embalagens de alimentos (cesta básica, entre outros). Embora seja usado na forma de mistura com o PEBD, o PEBDL tem a maior proporção na blenda.


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