Plástico

15 de março de 2008

Periféricos – Uso crescente de moinhos e dosadores deslancha novos projetos de nacionalização e expansão dos fabricantes

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Publicado por: Rose de Moraes
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    O aquecimento da economia em 2007 e as perspectivas traçadas daqui por diante estão mais propícios aos investimentos no mercado de periféricos. A lei da oferta e da procura mais equilibrada permitiu a vários setores da transformação pôr em prática o lema de que nada se perde no setor plástico e tudo pode ser transformado, basta conhecer um pouco mais as eficientes tecnologias disponíveis para moagem, dosagem e trituração.

    As vendas de moinhos dedicados a injetoras e sopradoras, principalmente os modelos de baixa rotação, ajudaram a manter em boa forma a saúde financeira das empresas e acaloraram o ânimo dos fabricantes de equipamentos para prosseguirem rumo à concretização de novos projetos em máquinas, além de investimentos em fábricas e nacionalizações.

    Plástico Moderno, Ricardo Prado, diretor-comercial da Piovan do Brasil, Periféricos - Uso crescente de moinhos e dosadores deslancha novos projetos de nacionalização e expansão dos fabricantes

    Prado planeja cortar custos e prazos com nacionalização

    A Piovan do Brasil, filial da matriz com sede na Itália, anunciou a continuidade dos investimentos em nacionalizações, uma de suas prioridades no país, e sua intenção de dar início, em breve, a uma nova etapa de fabricação local de várias linhas de periféricos, incluindo dosadores, sistemas para refrigeração, extrusão e sistemas para processamento do PET.

    Além de aumentar a oferta local com tecnologias européias mais avançadas, a nacionalização gradualmente irá propiciar, segundo observou Ricardo Prado, diretor-comercial da Piovan do Brasil, custos mais acessíveis e menores prazos de entrega às encomendas feitas na região.

    Atualmente, não são apenas as taxas de importação, em torno de 14%, que oneram a compra de equipamentos vindos do exterior. Custos relativos ao transporte, seguro e locação de contêineres podem elevar em até 30% o preço dos equipamentos, sem contar com as despesas obrigatórias de ICMS e IPI.

    A indústria nacional de periféricos também se prepara para colher no futuro o que vem semeando ano após ano. Um dos melhores exemplos vem da Rone. A empresa acaba de concluir um investimento no valor de R$ 2 milhões, destinado à compra de terreno e à construção já concluída da nova fábrica de 4mil m², em Carapicuíba-SP, totalmente voltada à produção de moinhos, especialidade que abraçou há 26 anos. “A capacidade de produção na nova unidade pode chegar a setenta unidades/mês, ou seja, o dobro da demanda atual atendida pela Rone, mas estamos nos preparando para alcançar níveis mais elevados de crescimento não só no mercado interno, como também planejando aumentar nossas exportações”, informou o diretor Ronaldo Cerri.

    Outra empresa que revela a preocupação de ampliar a oferta com tecnologias avançadas e a custos mais acessíveis ao mercado local é a Automaq, de Diadema-SP. Além de parceira nas vendas de moinhos de baixa rotação fabricados pela alemã Zerma em território chinês, a Automaq atualmente busca novas parcerias com fornecedores internacionais para trazer ao país centrais de moagem de alta rotação (entre 550 r.p.m. até 1.300 r.p.m.), a preços bem mais convidativos.

    Unanimidade – O desempenho alcançado nas vendas no último ano, segundo todos os executivos e empresários ouvidos, foi realmente muito positivo e surgiu de todas as frentes de comercialização de periféricos. “As vendas de moinhos e dosadores foram muito boas em 2007, 35% maiores em comparação com o ano anterior, principalmente após a Brasilplast, onde pudemos fazer muitos contatos, cotações e atender a inúmeros pedidos”, comemorou Caio Prado, diretor-comercial da Automaq.

    Os maiores volumes de vendas se concretizaram entre os transformadores do setor automotivo, principalmente para atender às necessidades do setor de injeção de peças técnicas. “A instalação de moinhos ao lado das máquinas em circuito fechado no setor de injeção de peças técnicas para a indústria automotiva está se consagrando por gerar significativa economia, pois muitos materiais empregados são higroscópicos, como é o caso de náilons, policarbonatos, ABS, poliacetais e PMMA, que necessitariam de secagem caso não pudessem contar com as funcionalidades dos moinhos. Além disso, os transformadores também conseguem evitar perdas e desperdícios gerados pelas pilhas de galhos formadas no chão das fábricas, sem contar com a provável contaminação desses materiais antes do seu reaproveitamento”, considerou Caio Prado.

    “Em 2007, contamos com um mercado aquecido e com muita procura por moinhos para injeção e sopro, especialmente envolvendo modelos de baixa rotação, dispostos ao lado das máquinas, e que operam em ciclo fechado, sem gerar desperdícios ou contaminações”, observou Ricardo Prado, da Piovan do Brasil.

    Um dos equipamentos mais bem-sucedidos em vendas no ano passado em todos os países da América Latina, considerado o carro-chefe em seu segmento, foi o moinho de baixa rotação (424 r.p.m.), com rotor aberto e sistema de corte em tesoura. Nacionalizado desde 2005 pela Piovan do Brasil, esse equipamento possui bocal de alimentação com largura de 20 cm e comprimento de 30 cm, e oferece como diferencial um volante de inércia de 48 quilos, o que permite aplicações ao lado das máquinas de transformação, sem gerar picos de amperagem, apresentando, portanto, reduzido consumo de energia. “Vale lembrar que o volante de inércia já vem acoplado ao moinho e não se trata de sistema opcional”, explicou o diretor.

    Mas não foram apenas os moinhos de baixa rotação as grandes vedetes de 2007, que adentraram em 2008 encontrando à frente um novo ano de mercado provavelmente dos mais aquecidos, a considerar pelos volumes de vendas dos dois primeiros meses. Isso porque também aumenta a procura por moinhos de alto desempenho, principalmente para a moagem de peças de grandes dimensões e borras. Só a Piovan nesse setor dispõe de mais de dez diferentes séries especiais de moinhos para chapas, filmes e filamentos de extrusão, acompanhando a velocidade das extrusoras.


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