Máquinas e Equipamentos

9 de abril de 2012

Periféricos para sopro – Vendas disparam e animam os fabricantes nacionais a fazer projeções otimistas

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A indústria do sopro de peças plásticas no Brasil é bastante competitiva. Num cenário em que a concorrência é dura, investir em automação a cada dia se transforma em iniciativa essencial. Uma linha industrial dotada com equipamentos voltados para as mais distintas operações ajuda a empresa a se diferenciar e pode significar a sobrevivência. Some-se a essa necessidade o bom momento vivido pela economia, em especial pela indústria de bens não duráveis, impulsionada nos últimos anos pelo aumento do poder aquisitivo do brasileiro. Esse nicho consome grandes quantidades de peças sopradas, muito usadas, por exemplo, para embalar alimentos ou produtos de higiene e limpeza, entre outras aplicações.

    Plástico, Periféricos para sopro - Vendas disparam e animam os fabricantes nacionais a fazer projeções otimistas

    Esteira interliga as diversas etapas do processo de sopro

    O cenário explica o bom momento vivido pela indústria de periféricos. Entre os fornecedores, não há queixas por falta de encomendas e as perspectivas para 2012 são otimistas. Estão inclusos nessa atividade os fabricantes de equipamentos específicos para o sopro, como as degoladoras de frascos e testadores de microfuros. São os casos da Blufer Tecnoplast e da Precision Blow. O quadro também ajuda os fornecedores de máquinas úteis para os transformadores de injeção ou extrusão, entre as quais secadoras, alimentadoras, moinhos e chillers. Nesse segmento, podemos citar importantes nomes do mercado, como Piovan, Seibt e Rone.

    Outro aspecto colabora com a fase favorável do setor. Os periféricos made in Brasil sofrem bem menos com a concorrência dos importados que outros representantes da indústria de base. Um bom motivo para isso se encontra no fato de muitas vezes o cliente pedir modelo feito por encomenda de acordo com suas necessidades, fora das linhas standard oferecidas. Além disso, de acordo com os fabricantes nacionais, os produtos asiáticos, em especial os chineses, não têm qualidade suficiente para agradar aos compradores.

     

    Plástico, Douglas da Rocha, diretor comercial, Periféricos para sopro - Vendas disparam e animam os fabricantes nacionais a fazer projeções otimistas

    Douglas da Rocha apresenta ao mercado linha de degoladoras

    Carteira recheada – A Precision Blow é nacional e tem sede em Guarulhos-SP. Nasceu em 1990, como fabricante de moldes de sopro e, a partir de 1995, especializou-se na área de automação. O momento atual não podia ser melhor. “Estamos com a carteira de pedidos cheia, nossas vendas estão maiores do que nossa capacidade de produção”, diz o diretor comercial Douglas da Rocha. Os clientes estão esperando em torno de sessenta dias para receber as encomendas.

    Rocha cita alguns fatores para explicar a façanha. Ele aponta, sem qualquer falsa modéstia, a boa imagem da marca como fator essencial. Outro diferencial: a empresa procura sempre desenvolver o que o mercado necessita. “Nós não estamos limitados a oferecer os equipamentos que temos na nossa linha; quando necessário, projetamos as máquinas de acordo com a necessidade do cliente”, explica. Por último, o diretor afirma que os importados não atrapalham os negócios. “Máquinas com qualidade similar chegam ao Brasil com preços bem maiores do que as nacionais”, diz. Para ele, na categoria “de qualidade similar”, não se incluem os modelos chineses, de preços baixos e desempenho duvidoso.

    A linha de produtos para sopro da Precision Blow é formada por testadores de microfuros, degoladores, esteiras e paletizadores. “O nosso testador de microfuros confere 100% dos frascos soprados. Se qualquer peça apresentar algum defeito, ela é retirada da linha de produção de forma automática”, informa Rocha. O equipamento é bastante procurado nos casos de peças usadas em aplicações nas quais se exige rigor, como as embalagens de óleo ou iogurte, entre inúmeras outras. “Nessas aplicações, se houver vazamento, o prejuízo é grande tanto para o transformador quanto para o envasador”, ressalta.

    O testador funciona junto à esteira por onde são conduzidos os frascos soprados. A verificação é feita por meio de cabeçote acoplado, que fornece pressão positiva ou negativa nas peças. Um sensor detecta a presença de algum problema. “Cada cabeçote verifica até 1,8 mil unidades por hora. Podemos usar quatro cabeçotes de forma simultânea e testar até quatro mil unidades por hora”, explica. O sistema detecta orifícios de até 0,1 mm e as peças verificadas podem ter volume até 200 litros.

    Instalar degoladores requer uma série de cuidados. Um deles ocorre durante a construção do molde, cujo design das cavidades deve prever o uso do equipamento. A Precision Blow oferece quatro diferentes linhas de degoladores. Uma delas é a


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