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25 de outubro de 2011

Periféricos – Fabricantes priorizam mais proximidade com o cliente

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico Moderno, Periféricos - Fabricantes priorizam mais proximidade com o cliente

    Tecnos destaca sistema centralizado com silos externos

    Cultivar o hábito de ouvir os clientes e conhecer a fundo suas necessidades para desenvolver periféricos mais eficientes pode fazer toda a diferença nos negócios. Em tempos de concorrência acirrada, valorizar a engenharia de produto e estreitar parcerias são condutas primordiais para dar maior competitividade à produção dos usuários, não faltando bons exemplos em várias áreas de aplicação.

    Graças aos aprimoramentos recentes realizados em desumidificadores, que resultaram na redução do tempo de cristalização de flakes e de grãos de PET (polietileno tereftalato), a Ineal conseguiu, em agosto último, bater recorde no volume de vendas de toda a sua história.

    “Atendendo aos pedidos de transformadores do setor de PET, implementamos melhorias e conseguimos reduzir em 50% o tempo de cristalização das resinas, aumentando a capacidade de aquecimento do silo de secagem e a vazão de ar, tornando o escoamento do material automatizado”, informou Marcel Brito, gerente de vendas da Ineal, fabricante de periféricos para a indústria plástica.

    Plástico Moderno, Marcel Brito, Gerente de vendas da Ineal, Periféricos - Fabricantes priorizam mais proximidade com o cliente

    Brito: pesquisa de satisfação do cliente norteia os desenvolvimentos

    “As necessidades de nossos clientes se transformam em metas e as opiniões dos usuários, levantadas em pesquisas de satisfação que costumamos realizar, dão base aos nossos novos desenvolvimentos”, acrescentou Brito.

    Com isso, a empresa tem alcançado resultados significativos, conseguindo até triplicar as vendas, como ocorreu em agosto último, no comparativo com o mesmo período de 2010.

    Na área de dosadores, melhorias recentes também estão redundando em maior sucesso na comercialização dos equipamentos. Os gravimétricos, por exemplo, por contarem com nova gaveta modular, também entraram para a lista dos periféricos que vêm conquistando forte demanda. Muito utilizados no sopro de frascos, garrafas, coifas, reservatórios e dutos automotivos, bem como nas composições de blendas e aditivações, esses periféricos remodelados se tornaram flexíveis, podendo ser trocados, a depender das dosagens programadas para as diferentes receitas e massas.

    “O sistema de gaveta modular permite total liberdade nas dosagens. Se numa operação, era necessário dosar 100 gramas de matérias-primas, noutra, posso dosar um quilo, com a simples troca do módulo da gaveta”, explicou o gerente Brito.

    Outra evolução se deu na substituição do painel microprocessado para um painel com CLP. De fácil programação, o novo comando torna as dosagens mais confiáveis e precisas, conferindo maior tranquilidade para a atuação em bases mais criteriosas da produção.

    “O melhor para as indústrias é contar com sistema com ciclo fechado, composto por dosadores gravimétricos, alimentadores, moinhos de baixa rotação e esteiras, mas temos opções mais simples para automação, fazendo uso de dosadores volumétricos para as dosagens de masterbatches, por exemplo, utilizados no sopro, e de válvulas proporcionais de mistura instaladas nos alimentadores, que possibilitam trabalhar simultaneamente com materiais virgens e moídos”, informou Brito.

    Adaptáveis a quaisquer alimentadores individuais ou centrais de alimentação, as válvulas permitem a mistura de dois materiais, bem como o reaproveitamento de todos os refugos das injeções e dos sopros, reduzindo perdas e custos.

    Porém, caso a produção lide com poucos set-ups e poucas trocas de materiais, aliados a grandes consumos de resinas, o recomendável é instalar centrais de alimentação, compostas de alimentadores posicionados sobre máquinas ou silos e que irão contar com uma única unidade/bomba de vácuo, além de filtro central, tubulações rígidas especiais para vácuo, painel de comando central microprocessado para controle de todo o sistema, e também central de distribuição.

    Além de oferecer todos os benefícios de um sistema de alimentação individual, as centrais de alimentação permitem melhorar a produtividade, reduzir custos e o consumo de energia, por compartilharem de uma única unidade de vácuo, dimensionada para atender a todos os alimentadores.

    Ao optar pela instalação de uma central de alimentação, o transformador também evita as movimentações de materiais pela fábrica, podendo concentrar as matérias-primas distantes mais de cem metros das injetoras e sopradoras.

    Fabricantes comprometidos – “Posso afirmar que 90% das melhorias implementadas em nossos equipamentos tiveram como origem sugestões dos clientes”, avaliou Alexandre Nalini, gerente comercial da Plast-Equip.

    Na prática, antes de finalizar um novo desenvolvimento em periféricos, a empresa costuma avaliar sua performance nas instalações do cliente e assim vão surgindo os comentários que darão margem às inovações.

    Na opinião de Nalini, as vendas de periféricos estão, hoje, muito mais complexas, pois os clientes buscam encontrar nesses equipamentos as mais diversas soluções, abrangendo desde o melhor controle dos processos, a estabilidade na produção, a redução dos custos operacionais e a obrigatoriedade de evitar o desperdício de matérias-primas. Todas essas competências são mandatórias para as indústrias que querem se manter competitivas e enfrentar a concorrência não só interna como também externamente.

    “Hoje, os fabricantes precisam se comprometer com o retorno dos investimentos realizados na compra de periféricos e, por isso, os nossos equipamentos são concebidos para consumir menos energia elétrica e automatizar áreas de trabalho”, acrescentou Nalini.


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