Máquinas e Equipamentos

10 de junho de 2009

Periféricos – Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

    Novo dosador beneficia extrusão

    Tirar proveito da dificuldade. Esse lema foi o ponto de partida para o bom desempenho apontado pela maioria dos fabricantes de máquinas periféricas presentes na exposição. No final das contas, ao optar por instalar em sua fábrica sistemas de dosagem, alimentação, manipuladores e outros equipamentos, o transformador reverte o investimento em redução de custos e ganho de produtividade. Essa relação vantajosa justifica a situação mais confortável alegada pelo setor perante outros segmentos de máquinas direcionadas à indústria do plástico, em momento financeiro de rédeas curtas. Também pesou a favor o fato de o mês de março ter marcado a retomada das vendas, conforme atestaram em coro os expositores da área. A feira teve o condão de acelerar o processo de reaquecimento da demanda.

    Plástico Moderno, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip/Rax, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

    Dosador gravimétrico é sinônimo de repetibilidade de processo, disse Ebel

    Veterano no ramo, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip/Rax, realçou e comemorou o fato de seu setor sentir menos os efeitos de tempos críticos. “Somos menos afetados porque o empresário prefere investir em automação, para baixar seus custos.” Segundo ele, as dificuldades nos negócios foram brandas e o mercado reagiu rapidamente.

    Plástico Moderno, Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

    Prado considera seu setor menos suscetível a crises econômicas

    O gerente-geral da Star Seiki Brasil, Roberto Eiji Kimura, compartilha da mesma opinião. Ele detecta nos empresários de pequeno e médio porte uma necessidade assumida de investir em automação, motivo que os tem impulsionado na direção desse benefício, sinônimo de repetibilidade de processo e melhor qualidade. Como Ebel, Kimura também sentiu poucos reflexos negativos em seus negócios e se mostrou muito satisfeito com o movimento em seu estande. “Espero bom retorno.”

    Um dos mais animados, Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan, classificou a feira como “superboa”, enfatizou a presença maciça de visitantes estrangeiros, revelou perspectivas de gerar muitos bons negócios baseados nos contatos da exposição, em comum acordo com seus colegas da área. “É verdade, nosso mercado sofre menos em momentos de crise, em razão de o transformador buscar melhoria de processos, de qualidade e de redução de custos. A queda no setor de periféricos certamente é inferior à de máquinas processadoras”, concordou em gênero, grau e número.

    Era apenas o segundo dia da exposição e o diretor-comercial da Dal Maschio, José Luiz Galvão Gomes, já festejava a venda de quatro equipamentos, três dos quais para novos clientes. Além de levar em conta o desempenho considerado por ele acima das expectativas, o diretor também exultava com o bom elenco de novos contatos e as perspectivas futuras de negócios a caminho.

    Muitas consultas técnicas e cotações, além de pelo menos três vendas fechadas justificaram o bom humor de Dante Casarotti, diretor da Primotécnica, e a sua opinião a respeito da feira, definida em poucas palavras: “Muito boa.” Na avaliação dele, o mercado superou a crise e a tendência é de manter constantes os negócios.

    Tudo voltou ao normal também na avaliação de Breno Seibt, diretor da empresa que carrega seu sobrenome. “O faturamento de abril superou os dois meses anteriores somados e os negócios alinhavados na feira foram muito bons, sobretudo para equipamentos de grande porte”, celebrou.

    Plástico Moderno, Renato Moretto, presidente italiano da Moretto, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

    Moretto assegura
    70% menos consumo de energia na nova série XD de desumidificação

    Outro adjetivo empregado para definir a feira procedeu de uma figura estrangeira, o presidente italiano da Moretto, Renato

    Plástico Moderno, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

    Desumidificador possui rotor especial a peneira molecular

    Moretto, presente no estande de seu parceiro, o grupo Tecnos: “Muito especializada, superou as expectativas”, expressou animado. A presença na exposição rendeu à empresa o fechamento de um negócio voltado ao mercado de PET, constituído de um sistema de desumidificação para alimentação e dosagem gravimétrica. “Trata-se de um novo desenvolvimento, de uma blenda de PET com poliamida”, revelou.

    Moretto aproveitou para anunciar mudanças na rota de atuação no país: de exportador para fabricante local. A fábrica, de 8 mil m² em Limeira-SP, com início de operação previsto para o próximo semestre, abrigará a marca Moretto/Tecnos. A linha abrange sistemas de desumidificação, dosagem, alimentação monofásica e trifásica, além de moinhos granuladores. A atuação da empresa ainda engloba sistemas de desumidificação e alimentação centralizados.

    Para os modelos a ser produzidos no país, Moretto planeja incorporar uma novidade: a tecnologia HoneyComb, traduzida em equipamentos com dupla torre de secagem a peneira molecular na qual a regeneração, explicou o presidente da empresa, ocorre por sistema rotativo. “Trata-se de um projeto novo, mais competitivo, que será lançado no Brasil.”

    Na Moretto italiana, 45% da produção diz respeito a sistemas de desumidificação e a nova série brasileira chega para completar o leque de produtos. “A ideia é produzir no Brasil e exportar para toda a América Latina”, informou o presidente italiano. Na linha de moinhos, a fábrica verde-amarela produzirá equipamentos desde 1,5 até 11 kW de potência. Os sistemas de alimentação e dosagem devem acompanhar as linhas disponíveis na matriz.

    A atração na feira ficou por conta da nova série XD de desumidificação. Moretto a especifica como equipamentos de alto desempenho e baixo consumo energético – consomem até 70% menos em comparação a um sistema convencional. “Porque opera de maneira proporcional ao consumo requerido pelo processo, ao volume kg/hora”, explicou. Com capacidade até 350 m³/hora, os desumidificadores dispõem de tela do tipo touch screen, com interface homem/máquina.

    As opções em sistemas de desumidificação abrangeram diversos estandes da Brasilplast, entre os quais o da tradicional marca Plast-Equip, da Rax, com sua nova linha RD de equipamentos mais compactos – metade do tamanho dos antecessores –, porém mais eficientes. Ebel ainda ressalta no novo projeto a possibilidade de economizar cerca de 15% de energia e reduzir custos na mesma proporção.

    Plástico Moderno, Periféricos - Equipamentos emplacam mesmo com as dificuldades econômicas, por gerar ganho de produtividade

    Peneira separa até 6 t/h de pó e de grãos reprovados

    A série incorpora diversos tamanhos, com potências desde 5,2 até 25,3 kW e volumes de ar desde 175 até 750 m³/h. Indicado para qualquer resina higroscópica, o periférico pode operar como unidade autônoma ou como central de desumidificação para várias máquinas, materiais ou cores simultaneamente.

    Um desumidificador italiano com rotor especial a peneira molecular constituiu a novidade de outra empresa renomada do ramo: a Piovan. O lançamento mundial do fabricante consiste em uma exclusividade, segundo o vice-presidente da Piovan do Brasil, Ricardo Prado Santos. A maior vantagem do produto, disse, fica por conta da economia de energia, mensurada em 50%. Orgulhoso, ele anunciou que o equipamento será produzido no país.

    Dosagem precisa – Um projeto elaborado com base nos modelos volumétricos nacionais resultou na nova linha de dosadores gravimétricos lançados pela Rax, que abrem aos usuários dos primeiros a oportunidade de migrar para os últimos. “Quem já opera com o volumétrico pode adaptar o equipamento para gravimétrico, basta adquirir o módulo e o controle; essa é a vantagem de fazer parte da mesma família”, ponderou Ebel. O diferencial do gravimétrico fica por conta de sua habilidade para executar uma autocalibração a cada ciclo de operação, sinônimo de repetibilidade no processo.

    Dotada de painel touch screen e com instruções em português, a linha disponibiliza dois modelos, para três ou quatro componentes. Os equipamentos emitem relatórios lote a lote, ou por média de tempo. Ainda são dotados de dispositivo de análise de software, o que evita a interferência do fator vibração durante o funcionamento. A novidade se destina, em especial, aos segmentos de injeção e sopro. 


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