Máquinas e Equipamentos

10 de abril de 2007

Periféricos – Credibilidade do setor favorece as vendas dos fabricantes, agora mais otimistas na elevação do faturamento de 2007

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Periféricos - Credibilidade do setor favorece as vendas dos fabricantes, agora mais otimistas na elevação do faturamento de 2007

    Plástico Moderno, Daniel Ebel, diretor da Rax, Periféricos - Credibilidade do setor favorece as vendas dos fabricantes, agora mais otimistas na elevação do faturamento de 2007

    Ebel: convertedor aprendeu a usar o financiamento

    O ano de 2006 não deixou boas recordações para os fabricantes de periféricos, pois muitos investimentos não saíram do papel. Mas o desempenho do primeiro trimestre de 2007 deu um novo fôlego ao setor, agora animado com previsões positivas. Os fabricantes foram unânimes ao estimar crescimento a taxas superiores a 10%. As projeções não são à toa. Os equipamentos auxiliares ganharam mercado ao prometer e, sobretudo, cumprir produções controladas ao menor custo, aumento da qualidade da peça fabricada e ainda eliminação do refugo. Sim, a possibilidade de otimização dos processos, com produções limpas, sem necessariamente pagar muito mais por isso, tem funcionado como um grande apelo mercadológico e já é consenso entre os profissionais da transformação do plástico. “Ninguém discute a necessidade do periférico, como antes”, aponta o diretor da Rax, Daniel Ebel.

    A boa-nova é que o periférico perdeu o estigma de peça cara ou supérflua e ampliou sua penetração no parque industrial brasileiro. O fabricante diversificou suas linhas e disponibilizou ao convertedor, de pequeno a grande porte, acessórios para automatizar todos os tipos de processos. Dessa forma, o comprador de periféricos mudou de perfil e não se restringe mais à categoria premium.

    Plástico Moderno, Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan do Brasil, Periféricos - Credibilidade do setor favorece as vendas dos fabricantes, agora mais otimistas na elevação do faturamento de 2007

    Santos: negócios estão aquecidos antes da feira

    O BNDES/Finame também tem sua cota de contribuição no bom momento do setor. “O pessoal aprendeu a usar esse recurso”, observa Ebel.

    Apesar de não projetar o tamanho desse avanço, em relação à edição anterior da Brasilplast, ele aposta em incremento significativo dos financiamentos.

    Segundo estimativa, cerca de 20% do faturamento do setor de periféricos se dá em virtude dos financiamentos.  “Está tudo andando, mesmo antes da Brasilplast”, anuncia o vice-presidente da Piovan do Brasil, Ricardo Prado Santos.

    Esse cenário prova que feiras desse porte atraem um grande número de visitantes (leia-se: compradores em potencial), mas, em época de mundo globalizado, em que as informações ultrapassam qualquer tipo de barreira, poucos convertedores parecem aguardar o evento para decidir a compra.

    Essa postura se reflete no crescente número de consultas registrado desde o início do ano. Do outro lado, o pensamento é similar.

    Plástico Moderno, Ronaldo Cerri, diretor da Rone, Periféricos - Credibilidade do setor favorece as vendas dos fabricantes, agora mais otimistas na elevação do faturamento de 2007

    Cerri: aumentou preocupação com a segurança do periférico

    Também são raros os fabricantes que poupam os lançamentos para o evento. “O que acontece é um destaque maior para as principais novidades”, diz Santos. Ao longo das dez edições anteriores, é bem verdade, a feira se aprimorou. Na avaliação de especialistas do ramo, a Brasilplast incorporou um conceito técnico, atraindo sobretudo visitantes profissionais. Porém, mesmo assim, os negócios concretizados no evento não têm a importância que um dia tiveram, quando as exposições representavam uma das únicas alternativas de divulgação. “Não é mais aquela festa do passado”, comenta o diretor da Rone, Ronaldo Cerri.

    Esse amadurecimento do mercado de periféricos se deve a alguns segmentos. O ramo de água gelada é um deles. Projeções do diretor-comercial da Corema Sul América, Marcelo Zimmaro, dão conta de que a cada dez transformadores, pelo menos sete utilizam água à temperatura controlada.

    Os equipamentos melhoraram seu desempenho e engordam os faturamentos dos fabricantes ano a ano. As unidades de água gelada representaram um dos maiores crescimentos percentuais em vendas de 2006 da Piovan do Brasil. Em evidência na feira, o sistema foi aperfeiçoado e passou a contar com versões maiores de até 90 mil kcal/h. Outro incremento responde pela redução do consumo de energia. Haverá mais novidades no segmento. O principal produto da Mecalor, de São Paulo, por exemplo, será a unidade de água gelada. A empresa apresentará uma nova linha, com modelos de tamanho reduzido, de mil, 3 mil e 5 mil kcal/h, e incrementos na série de equipamentos de grande porte.

    Outra aposta de alguns fabricantes são os equipamentos econômicos. Por isso, acessórios compactos, como uma linha de secador/desumidificador de fabricação própria, serão os destaques da Automaq, de Diadema-SP, na Brasilplast. “Procuramos um custo competitivo, simplificando ao máximo o projeto”, comenta um dos sócios da empresa, Caio Prado. Com a mesma proposta de economia, a empresa irá apresentar um controlador de temperatura de sua representada Sterling. “É um desenvolvimento que reduziu em cerca de 20% os componentes mecânicos e eletrônicos”, exemplifica Prado.

    Mais novidades – Talvez seja ousado pronunciar a reciclagem como o mote central da participação dos periféricos nessa Brasilplast. No entanto, cada vez mais profissional, essa atividade tem exigido lançamentos dos fabricantes de equipamentos. As linhas para reciclagem do polietileno tereftalato (PET) estão em alta e não é de hoje. Há algum tempo, os sistemas de cristalização Pet-Flake representam um dos equipamentos mais vendidos de alguns fabricantes, como é o caso da Ineal Automação Industrial, de Santo André-SP. Na tentativa de maximizar os lucros, há muito interesse nesse tipo de produto. Para o vice-presidente da Piovan do Brasil, no entanto, o transformador tem de prestar atenção na qualidade do equipamento. O sistema deve garantir a perda mínima da viscosidade intrínseca no processo de cristalização e secagem. Para tanto, a entrada do material na máquina precisa ser homogênea e a fluidez do processo, constante, sem gerar pó (caso haja a produção de pó, o equipamento deve eliminá-lo).


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