Máquinas e Equipamentos

12 de fevereiro de 2007

Periféricos – Apesar das vendas prostradas, os fabricantes se mantiveram ativos e melhoraram suas linhas, com lançamentos e inovações

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Periféricos - Apesar das vendas prostradas, os fabricantes se mantiveram ativos e melhoraram suas linhas, com lançamentos e inovações

    À espera de definições políticas e econômicas, o mercado de periféricos pouco avançou em faturamento. No entanto, não ficou prostrado e buscou alternativas para tornar os equipamentos mais acessíveis ao transformador. Muitas linhas foram nacionalizadas, a fim de facilitar os financiamentos e, à sua maneira, os fabricantes renovaram seus produtos, com lançamentos e novas iniciativas. Essa postura se refletiu na transformação brasileira, que hoje aceita como definitiva a automatização dos processos em suas fábricas. Produzir ao menor custo, aumentar a qualidade da peça e eliminar o refugo são reconhecidos como meio de sobrevivência e não só uma vantagem competitiva. Por isso, apesar dos percalços de 2006, ainda há demanda, pelo menos para os acessórios convencionais, como os de alimentação, dosagem e desumidificação.

    O equipamento resolve questões, muitas vezes, simples. O diretor-geral da Wittmann do Brasil, Reinaldo Carmo Milito, cita o caso de um fabricante de baldes de lixo. Esse transformador conseguiu aumentar sua produção em até 40% ao adotar um robô em sua fábrica. A operação consiste em retirar a peça da máquina e colocá-la na bancada. Por isso, um robô básico, sem opcional resolveu a questão. Em outras situações, a adoção de periféricos garante a sobrevivência do negócio. Esse é o caso da Quimiplast, de Dourados-MS, que fabrica peças plásticas injetadas e sopradas, como tampas e frascos, desde 1987. Há dois anos, a empresa decidiu investir em uma nova área: brincos para identificação de animais. Após várias análises, concluiu a necessidade de automatizar a colocação dos insertos metálicos no molde, antes da injeção do produto. A solução encontrada foi o robô Wittmann W 720 M1000 – de acionamento pneumático em dois eixos e servomotorizado em um eixo; sistema vibratório para alimentação de insertos e conjunto de garras para coleta, transporte e colocação no molde.

    Plástico Moderno, Periféricos - Apesar das vendas prostradas, os fabricantes se mantiveram ativos e melhoraram suas linhas, com lançamentos e inovações

    Aumento da escala diminuiu o preço dos manipuladores

    Antes de optar pela aquisição do robô, o sócio-administrador da Quimiplast Wilson Marchesin fez algumas tentativas manuais, mas constatou perda de dinheiro e risco ao operador. “Seria impossível fazer manualmente”, concluiu. Outro ponto a favor da automação é a rapidez do processo. Horizontal, a máquina injeta poliuretano (PU) em ciclos reduzidos de cerca de 25 segundos.

    Dessa forma, a produção mensal oscila entre 500 e 700 conjuntos de brinco. Esse volume responde à atual demanda, porém, a expectativa da Quimiplast é de fabricar 1 milhão/mês de peças.

    Esse sistema representou a primeira incursão do transformador nesse ramo de robôs. Mas nem por isso o projeto deixou de ser ousado, pois a idéia inicial era comprar dois modelos. “Estamos esperando a reação do mercado para investir no segundo”, afirma Marchesin. As intenções são boas.

    Plástico Moderno, Reinaldo Carmo Milito, diretor-geral da Wittmann do Brasil, Periféricos - Apesar das vendas prostradas, os fabricantes se mantiveram ativos e melhoraram suas linhas, com lançamentos e inovações

    Milito: projetos devem ser reativados

    Para ele, a empresa tem de se nivelar por cima, com os grandes transformadores, por isso, também planeja adquirir mais periféricos ao longo do ano. Apesar de ser de pequeno porte, a empresa possui as áreas de alimentação, dosagem e desumidificação automatizadas. “Acho que as máquinas deveriam vir da fábrica com o alimentador, pois é um acessório obrigatório”, comenta.

    À procura de uma solução para a fabricação de copos descartáveis diferenciados, que pudessem ser utilizados em aviões, a Strawplast, de Santa Catarina, também buscou o auxílio de manipuladores. A empresa precisava de um equipamento capaz de extrair a peça do molde após a injeção, sem contato com qualquer parte da máquina. De poliestireno (PS) e frágil por definição, o copo, em muitos casos, se rompe ao ser retirado da injetora. A solução foi o robô W633 Ultra High Speedy, indicado para modelos de grande porte e força de fechamento até 650 toneladas. “Com o robô, o ciclo de injeção atinge cerca de seis segundos”, explica Milito.

    O ciclo básico oscila entre 20 e 25 segundos. Para o gerente de produção e manutenção da Strawplast, Odair Ghizoni, essa iniciativa confere segurança ao processo, além de diminuir os custos com mão-de-obra e elevar a produtividade. “Operando desde o início de 2006, o robô possibilitou maior higiene e confiabilidade, pois o produto é retirado da cavidade sem quebra acidental”, exemplifica. A injetora em questão tem 550 toneladas de força de fechamento.

    Plástico Moderno, Periféricos - Apesar das vendas prostradas, os fabricantes se mantiveram ativos e melhoraram suas linhas, com lançamentos e inovações

    Para atuar em nova área, Quimiplast investiu em robôs

    A Strawplast ainda possui alguns processos manuais, no entanto, ressalta a grande parcela de processos automáticos, como alimentação e dosagem, por exemplo.
    Apesar dos benefícios comprovados, os fabricantes de periféricos têm de ir de encontro à falsa impressão de que automatizar os processos da transformação custa muito caro. Milito explica que, em dez anos, o preço dos robôs, por exemplo, foi reduzido à metade, em alguns casos, por causa do aumento da escala e dos avanços da eletrônica. A Wittmann também barateou o equipamento com a instalação de fábrica na China. Apesar de essa unidade não atender ao mercado brasileiro, alguns componentes feitos em território chinês tornam os manipuladores mais acessíveis no País.

    Além desse cenário facilitador, pelo menos, conceitualmente, a maior parte dos transformadores aposta na melhor relação custo/benefício em detrimento do menor preço. “Não optamos necessariamente pelo equipamento mais barato”, diz Ghizoni.

    Vantagens – “Ninguém discute a necessidade do periférico, como antes”, diagnostica o diretor do fabricante de periféricos Rax, Daniel Ebel. Os transformadores têm a mesma opinião. Para o sócio-proprietário da Atco Plásticos, Emilio Perocco, os periféricos sempre trazem competitividade ao transformador.


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