Compósitos

23 de agosto de 2014

PEAK chega ao Brasil para suportar alta temperatura

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Até setembro chegará ao mercado brasileiro a nova família de compósitos VictrexPeek, obtidos da poliariletercetona termoplástica (PAEK). São materiais muito resistentes a altas temperaturas e a esforços mecânicos, capazes de substituir com vantagens metais como aço, alumínio e outros em distintas aplicações. Também são indicados para a indústria química, para fazer parte na composição de tintas e de outros produtos.

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    O lançamento é da multinacional inglesa Victrex, há quase oito anos com escritório próprio de representação comercial no Brasil. “No país, atuamos de maneira similar à que fazemos no Japão, Alemanha e em outros locais”, informa Ricardo de Arins Ehlke, gerente de negócios para a América do Sul. Os produtos da empresa são todos fabricados na Inglaterra e exportados para os quatro cantos do mundo. A empresa mantém centros de tecnologia nos Estados Unidos, Japão e China. “Existe a possibilidade de, no futuro, instalarmos um centro de tecnologia no Brasil”, diz.

    As vendas do PAEK no Brasil são consideradas satisfatórias pela empresa e o mercado promete se expandir graças a duas aplicações nas quais o polímero vem sendo bastante usado. Um desses mercados é o da exploração de petróleo no fundo do mar. O PAEK é excelente alternativa para equipamentos usados em poços profundos, como os da exploração do pré-sal, por exemplo. “Em profundidades em torno dos 5 mil metros, as condições operacionais incluem altas temperaturas, estão sujeitas à presença de gases agressivos e há forte ação da corrosão. Os artefatos feitos de metais não suportam trabalhar em períodos prolongados nessa situação”.

    Outra indústria para a qual as vendas já são boas e existe bom potencial de crescimento de negócios é a automobilística. “O PEAK vem sendo cada vez mais aproveitado em peças nas quais se necessita excelente resistência mecânica e às altas temperaturas, caso, por exemplo, de engrenagens”. As indústrias aeroespacial e eletrônica são outros nichos vistos como capazes de proporcionar boas oportunidades.

    O VictrexPeak pode ser transformado nas mesmas injetoras e extrusoras usadas para outras resinas. O material exige um único diferencial dos equipamentos. “As máquinas precisam atingir entre 360ºC e 400ºC, dependendo do tipo de peça, para processar o material”. Os moldes também precisam ser aquecidos de maneira adequada, para que o polímero flua sem causar problemas. “Além da matéria-prima em pellets ou em pó, também oferecemos tubos de parede fina já extrudados”, aponta o gerente de negócios.



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