Máquinas e Equipamentos

21 de agosto de 2014

Parceria binacional para reforçar extrusão de tubos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Uma extrusora de dupla rosca contrarotante para a produção simultânea de dois tubos de PVC é o primeiro fruto da Amut-Wortex, joint-venture criada em abril de 2013 para trazer ao Brasil os desenvolvimentos tecnológicos da companhia italiana, com mais de 50 anos de atuação no setor. Sua parceira na empreitada, a Wortex, é uma reconhecida produtora de equipamentos especiais de extrusão e de projetos construtivos e recuperação de roscas, com 26 de trabalho no Brasil, com sede em Campinas-SP.

    Plástico Moderno, Milani aponta painel da extrusora com cabeçote duplo, com De Filippis à direita (com cavanhaque)

    Milani aponta painel da extrusora com cabeçote duplo, com De Filippis à direita (com cavanhaque)

    Paolo De Filippis, diretor da Wortex, revelou que a aproximação com a Amut começou há três anos com foco específico na fabricação de tubos de PVC. “Esse mercado estava estagnado, durante vários anos não se produziu nenhum avanço tecnológico”, comentou. No entanto, vários países começaram a investir pesadamente em obras de infraestrutura, incluindo o saneamento básico, entre eles o Brasil. Com isso, a demanda por tubos cresceu no mundo todo. “Os fabricantes alemães de extrusoras estavam deitando e rolando nesse mercado, quase sem concorrência aqui no país”, afirmou. Vislumbrando esse panorama, a aproximação com a Amut se mostrou muito oportuna.

    Diretor comercial da Amut-Wortex, Angelo Milani ressaltou que a italiana pretendia se instalar no Brasil desde há alguns anos, mas precisava encontrar um parceiro local capaz de absorver a tecnologia e tivesse experiência no mercado. “Com a Wortex poderemos fabricar e também distribuir nossos produtos nesse mercado”, comentou.

    O equipamento foi apresentado a clientes em junho, nas instalações da joint venture em Campinas. Trata-se de linha completa de produção de tubos de PVC, com extrusora, resfriamento com aspersores, calibração e corte dos tubos na medida desejada. Segundo De Filippis, a máquina pode transformar de 600 a 700 kg/hora de PVC, gerando tubos com diâmetros de 20 a 125 mm com elevado grau de automação. Milani informou que a Amut fabrica linha extensa de extrusoras, sendo capaz de produzir tubos de PVC até 1,2 m de diâmetro, que pode chegar a 1,6 m quando se trata de polietileno. Há opções para produção de tubos multicamadas, atendendo a especificações técnicas de segmentos de mercado na área médica, automotiva e outras, bem como para lidar com polipropileno e poliamida.

    “A linha de extrusão exposta pode ser totalmente financiada pelo Finame, do BNDES”, comentou De Fillipis. Sob a denominação de BA92 Nomax /V, conta com roscas de 92 mm de diâmetro e relação L/D de 28:1, com sete zonas de termoregulagem, acionadas por motor de corrente alternada de 86 kWh. O motoredutor empregado é fabricado pela Amut, na Itália, apresentando baixa manutenção. Importado também é o puxador (não “finamizável”) e sistema de corte duplo, mas que poderá ser nacionalizado, dependendo da evolução da demanda. O sistema inclui uma bolsadeira, necessária para a produção de bolsas de acoplamento (ponta e bolsa), muito usadas no setor de saneamento.

    Com tanta informação gerada no processo – além da termoregulagem das roscas, a unidade de resfriamento tem controle automático sobre os 228 aspersores instalados ao longo de dez metros de comprimento –, o sistema inclui o controle central, efetuado pelo controlador de processo industrial Surveyor, que também pode ser comandado à distância, via internet. O sistema completo, tal qual exibido, foi avaliado em R$ 1,8 milhão, segundo Milani.

    Mercado animado – O mercado nacional para equipamentos de extrusão segue firme, segundo De Filippis. “Temos um mercado enorme porque o Brasil ainda é muito carente em infraestrutura, incluindo o setor de saneamento”, justificou. A área médica também tem apresentado aumento de demanda por tubos estreitos, como cateteres, que exigem esterilização. A Wortex produz equipamentos para a transformação de tubos, chapas e perfis, também oferece opções para confeccionar compostos de madeira plástica (WPC), estes com tecnologia Amut.

    “Somos muito conhecidos pelos serviços de projeto e recuperação de roscas, mas isso é apenas uma pequena parte do nosso negócio, que inclui sistemas completos, inclusive para reciclagem de plásticos pós-consumo”, salientou De Filippis. Ele salientou que a reciclagem de plásticos evoluiu muito nos últimos anos e deve se beneficiar dos avanços na área de lavagem do material. Atualmente, espera-se que as operações de reciclagem consumam cada vez menos água, energia e espaço físico.

    “Temos um sistema para lidar com 500 kg/h de filmes e 800 kg/h de rígidos que ocupa apenas 60 m², muito compacto”, afirmou. A unidade de transformação tem potência de 110 CV e o consumo máximo de energia na moagem é de 52 kWh. “Podemos colocar o lavado direto na extrusora Wortex, sem moer, gerando pellets com apenas 180 W/kg de material, o consumo mais baixo do mundo”, disse De Fillipis.


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