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29 de agosto de 2009

NPE 2009 – Economia de energia vira “bandeira” da feira de Chicago

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Tudo parecia conspirar contra a última NPE, a segunda maior feira do mundo da indústria do plástico e da borracha, realizada de 22 a 26 de junho em Chicago, nos Estados Unidos. Recessão global, crise na indústria, gripe suína, enfim um verdadeiro complô internacional para contaminar de pessimismo os imensos e bem organizados pavilhões do McCormick Place. Mas o cenário não foi assim tão apocalíptico. Boa parte dos 1.851 expositores, praticamente o mesmo número da feira anterior em 2006, conseguiu encontrar motivos para justificar a participação no respeitado evento. E isso mesmo diante de corredores mais vazios do que o normal (houve queda de 30% no número de visitantes em comparação à última edição), da ausência de alguns expositores tradicionais e do fato de muitas empresas terem economizado energia na exposição, não colocando para operar suas máquinas.

    A avaliação de muitos expositores, fruto de consulta pós-feira feita pela organizadora, a SPI, a Plastics Industry Trade Association, foi a de que o momento crítico provocou uma filtragem qualitativa dos visitantes. A impressão coletada em depoimentos de algumas empresas é reiterada por uma “tese” da SPI, segundo a qual os 44 mil visitantes registrados (provenientes de 101 países), número 30% menor do que o da feira anterior, não refletem redução significativa do número de empresas representadas, apenas 17% inferior ao da NPE 2006. “Isso indica que houve uma triagem nas empresas e só viajaram colaboradores com maior poder de decisão, diminuindo o número de visitantes que estão lá mais para dar uma simples olhada nos estandes”, afirmou o presidente da SPI, William Carteaux.

    Mas há também explicações mais objetivas para a satisfação de parte dos expositores. O governo americano, dias antes da feira, como resultado de um lobby da indústria do plástico, criou um pacote de estímulos federais válido até o final do ano para facilitar a aquisição de bens de capital, cujo principal incentivo é um bônus de depreciação, que reduz pela metade os impostos básicos cobrados nas transações internas no país. Essas medidas, segundo o comentário de muitos expositores, criaram impactos imediatos na feira. Aliado a facilidades ofertadas pelos expositores, em alguns casos aconteceram reduções de até 60% no preço de certas máquinas. Não por menos nos últimos dias do evento era comum ver placas de “sold” (vendida) em equipamentos expostos.

    Economia de energia – O cenário mundial criou algumas características únicas à NPE 2009, facilmente percebidas por quem caminhava pelos 93 mil metros quadrados de área de exposição do McCormick Place. A primeira delas, mais evidente, eram os corredores bem mais vazios do que o notado em outras edições, o que já foi explicado pelos próprios números apresentados pela organização. Uma segunda, a título de ilustração, era a quantidade de dispositivos com álcool-gel para sanitização das mãos dos visitantes, espalhados por toda a feira como medida preventiva à contaminação da gripe A. Afinal de contas, o estado de Illinois, onde fica a bela Chicago, é um dos mais afetados pela pandemia nos Estados Unidos.

    Plástico Moderno, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago

    Injetora Duo Pico: consumo similar ao das elétricas

    Mas houve também uma característica técnica comum em grande parte dos expositores da 26ª edição da feira. Como não poderia deixar de ser em época recessiva, o discurso mais em evidência nos estandes era a adoção de recursos tecnológicos para economia de energia – insumo por sinal em taxas altas recordes nos Estados Unidos. De longe este era o principal benefício citado por fabricantes de máquinas e equipamentos. Mas da mesma forma fazia parte da divulgação de produtores de resinas, aditivos e de processos, os quais mostravam meios de se chegar a produtos finais (peças automotivas principalmente) mais leves ou compactos com as vantagens consequentes de redução de gasto de combustível e de custo de transporte. Uma outra faceta dessa tendência era a possibilidade da indústria do plástico cooperar com fontes alternativas de energia na produção de peças especiais para energia solar ou eólica.

    No campo das máquinas, era vasto o repertório de empresas destacando a redução de energia. Isso em praticamente

    Plástico Moderno,  Franz Hinterreiter, gerente de vendas da matriz da Engel, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago


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