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30 de agosto de 2009

NPE 2009 – Demanda da sustentabilidade seduz os principais desenvolvimentos

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    A área da NPE mais visivelmente afetada pela crise sem dúvida foi a de materiais, ou seja, a de resinas, compostos, aditivos e transformados. Bastava ao visitante chegar aos pavilhões reservados a esses segmentos para perceber espaços vazios, estandes de grandes grupos de tamanhos desproporcionalmente pequenos ou até mesmo

    Plástico, NPE 2009 - Demanda da sustentabilidade seduz os principais desenvolvimentos

    Akido: novos grades Ultem, resistentes a chamas e fumaças, permitem uso em fibras e compostos

    a ausência de expositores tradicionais, que costumam fazer bastante barulho em feiras internacionais.

    Mas houve exceções nesse cenário um pouco desolador, dentre os quais os mais merecedores de atenção foram aqueles em que o tema “sustentabilidade dos materiais” se fez presente. A maior delas foi a exposição do grupo Sabic, a Saudi Basic Industries Corporation, a quinta maior petroquímica do mundo (faturamento de US$ 33,7 bilhões), especializada na produção de polietileno, polipropileno e plásticos de engenharia, além de glicóis, metanol e fertilizante. Seu grande estande logo na entrada do pavilhão oeste do McCormick Place chamava a atenção pela quantidade de pôsteres e objetos feitos com novos grades (ou nem tão novos assim) de sua extensa linha de termoplásticos.

    Plástico Moderno, NPE 2009 - Demanda da sustentabilidade seduz os principais desenvolvimentos

    Para a empresa, entre os vários materiais apresentados, o destaque era um telefone celular da Motorola, o Moto W233, considerado o primeiro modelo certificado com o selo carbon-neutral (neutro em emissões de carbono). O celular é o resultado de uma parceria entre a Sabic e a fabricante japonesa de eletroeletrônicos, que utiliza um grade customizado da resina de policarbonato Lexan EXL 8414 feita com até 25% de plástico reciclado pós-consumo (PCR), principalmente proveniente de garrafas de água. Além disso, a resina demanda 20% menos energia para processar, ao mesmo tempo em que confere alta resistência ao impacto, a altas temperaturas e às intempéries. “Este é o primeiro celular do mundo a usar resina com plástico de pós-consumo reciclado”, afirmou a gerente de comunicação de marketing, Akiko Nishimoto.

    O novo celular é 100% reciclável. Segundo estimativa da Sabic, um milhão de celulares produzidos com a Lexan EXL 8414 vão evitar que milhões de garrafas de água (equivalentes a oito vezes a altura do Empire State de Nova York) sejam descartadas em aterros. Apesar de a resina ser customizada para a Motorola, segundo a Sabic nada impede que outros codesenvolvimentos similares sejam feitos para outras aplicações em bens de consumo eletrônicos. A expectativa é de que equipamentos como notebooks, câmeras digitais e jogos eletrônicos sejam as próximas “bolas da vez”.

    Aliás, codesenvolvimentos de cunho ambientalista, em outras áreas, foram temas de mais apresentações da Sabic. Para a fabricante de carpetes Interface Americas, por exemplo, a Sabic criou uma solução para a linha de carpetes com fibras recicladas: a resina de PBT Valox iQ 2205HV, que possui até 65% de PET reciclado de garrafas. O uso do plástico reciclado, segundo cálculo ambiental da Sabic, reduz de 55% a 75% das emissões de dióxido de carbono empregado para se chegar a uma resina de PBT.

    Plástico, NPE 2009 - Demanda da sustentabilidade seduz os principais desenvolvimentos

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    Além de ser ambientalmente correta, a nova resina também permite dispersão muito eficiente dos pigmentos para colorir o polímero, diminuindo o uso de corantes ao mesmo tempo em que gera boa qualidade de cor. “A nova resina cria ainda grande resistência ao rasgo e prolonga a vida útil do carpete”, afirmou Akiko.

    A Sabic ainda mostrou grades de PEAD bimodal para aplicação em tubos. São as resinas Sabic PE 100 e Sabic PE HD que, depois de muito aplicadas na Europa, tiveram seu lançamento no mercado americano na NPE. Os materiais, segundo Akiko, são apropriados para tubos de alta pressão em água potável, gás, petróleo, mineração e sistemas de esgoto de larga escala.

    Foi ainda um destaque do grande grupo saudita a nova família da resina de polieteramida Ultem, de alta resistência à chama, fumaça e toxicidade, que agora pode ser aplicada em várias alternativas na produção de compostos, fibras e espumas. As novas possibilidades da tecnologia incluem a fabricação de peças retardantes à chama, interiores ultraleves de aeronaves, equipamentos de comunicação e vários outros produtos finais de alto desempenho, como vestimentas de bombeiros expostas no estande.


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