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17 de fevereiro de 2008

Notícias – Vitopel injeta US$ 50 mi em nova fábrica de BOPP

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Disposta a intensificar o seu poder de fogo para enfrentar os desafios impostos pela nova realidade competitiva mundial, a Vitopel, maior fabricante de filmes de polipropileno biorientado (BOPP) da América Latina e terceira maior do mundo, toca projetos ambiciosos de crescimento. Como primeiro passo, seus controladores levaram para a cadeira da presidência o executivo José Ricardo Roriz Coelho, profissional com 25 anos de atuação no setor petroquímico e ex-presidente da Suzano Petroquímica e atual presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp), reeleito para o triênio 2007/2010. Em suas mãos, confiaram planos de implementar nova fase de crescimento e consolidação. A intenção é aproximar-se da líder mundial no ramo (a americana ExxonMobil).

    O passo em direção a esses objetivos começa ainda neste ano, com a injeção de US$ 50 milhões na construção de uma nova fábrica, de 45 mil toneladas anuais. Com esse empreendimento, a capacidade produtiva da Vitopel vai beirar as 200 mil toneladas anuais, o que a colocará muito próxima da primeira do ranking mundial.

    A empresa totaliza atualmente 150 mil toneladas anuais e conta com nove linhas de produção de filmes flexíveis, distribuídas em três unidades industriais: uma em Totoral, na Argentina, e duas no Brasil. Naquele país, a fábrica dispõe de três linhas e capacidade média de 32 mil toneladas anuais. As outras duas se situam em Mauá-SP, que triplicou sua produção em 2001 com a instalação de uma nova linha, atingindo 43 mil toneladas/ano, e em Votorantim-SP (ex-Votocel, adquirida do grupo Votorantim, em 2005), onde sua produção atinge 75 mil toneladas/ano. “Essa unidade conta com a linha mais veloz do mundo”, ressalta Roriz.

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    Filmes se transformam em embalagens e rótulos

    De sua produção, 64% segue para os segmentos de embalagens, 20% para rótulos e etiquetas, e o restante para os setores de gráfica e de comunicação visual. Os filmes de BOPP têm atingido elevados índices de crescimento nos últimos anos, entre outros motivos, porque agregam valor ao produto final. São encontrados nas embalagens para balas e doces, sorvetes, chocolates, biscoitos, sopa desidratada, suco em pó, snacks, rótulos, laminação de papéis, entre diversos outros itens.

    Um diferencial da produtora é possuir a única planta piloto e centro de pesquisa e desenvolvimento de filmes de BOPP da América Latina, o que lhe propicia avanços constantes e soluções em filmes flexíveis para as mais diversas demandas do mercado.

    Os projetos de crescimento da empresa também contemplam a aplicação de US$ 5 milhões na compra de uma nova linha de produção para filmes metalizados, outro mercado em franca ascensão, na opinião de Roriz. Segundo ele, essa tecnologia reverte em produtos mais resistentes, com menor espessura e maior barreira, sinônimo de melhor conservação dos alimentos.

    Essas características constituem, a propósito, as principais tendências mundiais no mercado de embalagens, na visão do empreendedor. “O setor está para embalagens mais leves, finas e com maior performance; além de transparência, fundamental para a visualização dos produtos, e barreira, condição preponderante para a conservação dos alimentos.”

    Os planos incluem expandir também o portfólio. Roriz revela a intenção de incrementar a produção com novos materiais como termoencolhíveis, filmes stretch, co-extrudados para carnes e embutidos, além de outros desenvolvimentos em maturação, a fim de conquistar novos mercados. “É inadmissível que 100% do mercado de carne embalada seja abastecido com filme importado”, diz o presidente, que enxerga o Brasil como futuro maior produtor de grãos e pecuária do mundo e vislumbra negócios promissores para as embalagens de alto valor agregado na exportação desses produtos.

    “A nova unidade adicionará ao parque industrial da Vitopel o que há de mais moderno em tecnologia de produção de filmes flexíveis e dará suporte à liderança da empresa na América Latina”, declara Roriz. O consumo dessa região cresce em ritmo acelerado. No ano passado, alcançou cerca de 11%, ultrapassando o desempenho brasileiro, da ordem de 10%.

    A Vitopel ainda estuda o local da nova fábrica, cogitado entre São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Amazonas. Para Roriz, São Paulo seria a melhor localização, mas a decisão será pautada pelos incentivos fiscais. “A guerra fiscal tem desequilibrado a melhor alternativa de localização.” A carga tributária é tamanha que a instalação em regiões mais distantes dos fornecedores de matérias-primas e do mercado ainda compensa. O início das operações da nova unidade é previsto para o final de 2009.

    O mercado nacional responde por 60% do consumo sul-americano de embalagens flexíveis. A demanda doméstica de BOPP gira em torno de 100 mil toneladas anuais. Segundo o executivo, o segmento avançou 15% ao ano entre 1997 e 2001, e 9% a partir de 2002. Pelas projeções, deve ir além dos 11% neste ano.

    Na opinião do presidente da Vitopel, o cenário econômico é muito favorável para os negócios da empresa, com a previsão de uma safra recorde e o mercado interno aquecido. “A eleição é outro exemplo de oportunidade para maior comercialização de filmes para comunicação visual e de uso gráfico”, pondera.

    Momento de transformação – O trocadilho vale para a indústria brasileira da terceira geração petroquímica, incitada a seguir os movimentos de consolidação da primeira e da segunda geração, caso pretenda acompanhar o novo ciclo mundial da indústria do plástico, caracterizado pela altíssima competitividade. Esse arrastão não poupa os transformadores. Grandes produtores de petróleo, os países do Oriente Médio rumam à liderança mundial em petroquímicos, com escalas gigantescas. Nesse contexto, a China se lança como o centro produtivo global de transformados plásticos.


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