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23 de outubro de 2009

Notícias – Tubos de PVC têm tecnologia inédita

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Todas as obras de infraestrutura previstas a partir de 2009, envolvendo instalações de redes de adução e distribuição de água bruta ou potável e redes de esgotos, poderão contar com o fornecimento nacional de nova tecnologia em tubos e conexões, mais leves, resistentes e duráveis, para atender a futuras expansões ou mesmo renovar ligações que se deterioraram com o passar do tempo.

    A tecnologia, ainda inédita no Brasil, é responsável pela fabricação de tubos de PVC expandido por extrusão biorientada. Prevendo uso enterrado, os novos tubos suportam pressões até 1,6 MPa, e foram apresentados em pré-lançamento pela Amanco Brasil na XX Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan), realizada de 12 a 14 de agosto, no pavilhão amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo, sob a responsabilidade da Associação dos Engenheiros da Sabesp (Aesabesp).

    O processo de biorientação de tubos de PVC nos sentidos longitudinal e circunferencial já é conhecido em várias partes do mundo como nos Estados Unidos, Canadá e Europa. A própria Amanco, fabricante de materiais e inovações em produtos para os setores de saneamento e de infraestrutura, já mantém unidade fabril para a produção desse tipo de tubo na Colômbia e, agora, também passa a ofertar essa tecnologia ao mercado brasileiro, ao iniciar produção em escala piloto dos novos tubos em sua fábrica de Sumaré, no interior paulista.

    Pertencentes à linha Amanco Biax, esses tubos estarão disponíveis em cinco diferentes bitolas, em diâmetros de 100 mm, 150 mm, 200 mm, 250 mm e 300 mm, e com espessuras de camada de parede de 3,3 mm, 4,7 mm, 6,2 mm, 7,6 mm e 9 mm, respectivamente.

    As características físicas e mecânicas dos novos tubos são consideradas superiores às dos tubos convencionais de PVC. Isso ocorre graças ao processo de fabricação, que abrange algumas etapas, inseridas dentro de uma única e contínua linha de produção. Numa primeira etapa, o tubo é extrudado com uma sobre-espessura, a qual será expandida nos dois sentidos – circunferencial e longitudinal –, de forma mecânica, e com o auxílio de temperatura (calor), o que provocará a reorientação das moléculas do composto de PVC. Sequencialmente, são realizados o resfriamento, a medição e o corte no comprimento especificado, acoplando-se depois uma junta elástica nas extremidades do tubo.

    “A grande vantagem do processo de biorientação tubular é transformar um tubo de PVC com diâmetro de 100 mm, e espessura de camada de parede de 10 mm, num tubo com diâmetro de 200 mm e espessura de camada de parede de 5 mm, de forma contínua”, explicou o engenheiro Jorge Neves Moll, responsável pelo marketing da área de produtos para infraestrutura da Amanco Brasil.

    Com a utilização da nova tecnologia, vários ganhos podem ser obtidos, pois o fabricante dobra as dimensões da bitola do tubo e reduz à metade a espessura da camada de parede, produzindo tubos mais leves, e bem mais resistentes ao impacto.

    “O conceito de fabricação dos tubos Biax proporciona aumentar significativamente sob todos os aspectos a resistência mecânica, a resistência à tração e à tenacidade, como a resistência ao impacto e à propagação de fissuras e também a ductilidade”, informou Moll.

    “A estrutura do tubo biorientado é lamelar, formada em camadas; por isso, na eventual ocorrência de uma fissura, essa não será transmitida de uma camada para outra”, acrescentou o especialista. Sob o aspecto qualidade, quando comparados com os tubos de PVC convencionais, os tubos Biax apresentam resistência dobrada à tração, superam em mais de cem por cento os níveis de tenacidade e também apresentam elasticidade superior, tornando-se bem mais seguros para as aplicações de saneamento e de infraestrutura, podendo suportar o bombeamento de cargas cíclicas tal qual se caracterizam as cargas provenientes de esgotos.

    Quanto à durabilidade, afirma Moll: “A resistência à ruptura dos materiais plásticos é dependente do tempo e da temperatura. Por isso, torna-se necessário definir um tempo de vida útil no qual o material deverá apresentar resistência e manter suas características. No caso de tubulações plásticas, escolhemos um período de cinquenta anos, entretanto, os vários fatores de segurança incorporados ao projeto indicam que, na prática, essa vida útil será muitas vezes maior”, considerou.

    Depois de muitos anos de pesquisas, uma das principais conclusões tomadas pela engenharia de projetos de saneamento e de infraestrutura, segundo destacou Moll, é a de que os grandes responsáveis pelo rompimento das tubulações enterradas não são as pressões propriamente recebidas pelos tubos, mas sim os impactos causados por cargas pontuais.

    “Cerca de 80% das manutenções geradas nas redes de água são causadas por rompimentos que ocorrem em ramais prediais, em geral feitos de polietileno. Por isso, é muito importante instalar materiais de mais alta tenacidade para diminuir as perdas de água, observadas em vários sistemas de abastecimento e de distribuição existentes no país”, completou Moll.

    Novos tubos corrugados – Também expondo com grande destaque na Fenasan, a Tigre promoveu o lançamento da linha de tubos de PVC corrugados para instalação em redes de esgotos. Com produção iniciada na fábrica de Rio Claro-SP, mas contando com a perspectiva de expansão para outras unidades fabris, esses tubos de PVC corrugados apresentam níveis de resistência dobrada – 5.000 Pa – em comparação com os tubos de PVC convencionais e rígidos – 2.500 Pa.


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