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13 de janeiro de 2007

Notícias – Transformação gaúcha busca reverter queda

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    O Rio Grande do Sul foi no passado a segunda região transformadora de resinas termoplásticas do País. Hoje perde para São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

    Plástico Moderno, Jorge Cardoso, presidente do Sinplast,Notícias - Transformação gaúcha busca reverter queda

    Cardoso aposta na economia do Pais e prevê investir no mercado externo

    Processa aproximadamente 400 mil toneladas por ano, de acordo com a aferição mais recente da consultoria especializada nas estatísticas do setor petroquímico e químico, Maxiquim. Mas a mais preocupante das estatísticas se refere ao desempenho em 2006. Enquanto a transformação brasileira de termoplásticos cresceu 12%, a do Rio Grande do Sul encolheu 4,6% em vendas no mesmo exercício. O principal vilão dessa história é a paralisia da indústria de calçados, dilapidada pela invasão de produtos chineses de baixo custo e qualidade duvidosa.

    “Além de buscar novas alternativas para a aplicação de nossos produtos no País, investiremos no mercado externo”, avisa Cardoso. Ele entende que as dificuldades do segmento estão diretamente relacionadas com a estagnação econômica do conjunto da economia gaúcha, que registrou números catastróficos ao longo de 2006.  “Esperamos que as condições econômicas brasileiras e regionais voltem a melhorar, acompanhando o crescimento mundial da economia e favorecendo nosso setor”, diz o novo presidente do Sinplast.

    A principal meta da nova gestão é aumentar a participação dos transformadores gaúchos no consumo das resinas produzidas no Pólo Petroquímico de Triunfo. Atualmente, o Rio Grande do Sul processa 160 mil toneladas por ano de olefinas, 10% da produção da matriz petroquímica regional. As outras 240 mil toneladas são plásticos de engenharia e PVC, importados do exterior e de outros estados. Pelos cálculos de Cardoso, se os objetivos forem atingidos, a terceira geração local responderá por 25% dos polietilenos e polipropileno, fabricados no Rio Grande do Sul, até 2010.
    Para cumprir os desafios, a nova diretoria do Sinplast desenhou um planejamento estratégico baseado em aspectos como aumento da representatividade política do sindicato, competitividade e rentabilidade das empresas do setor. Por conta disso, foram criadas ferramentas transitórias e permanentes amparadas em comitês de gestão empresarial, gestão da qualidade, negociações coletivas, feiras e missões, novos negócios, bem como um comitê permanente para gerir o projeto Prumo, que contempla a realização de ensaios de materiais nas empresas por um laboratório itinerante a bordo de um veículo do tipo van.

    No mapa estratégico 2006-2009, como foi denominado tecnicamente o documento, a visão do Sindicato está voltada à transformação do Rio Grande do Sul como Centro de Excelência em Transformação de Plásticos, melhoria da competitividade e rentabilidade das empresas do setor, bem como buscar novos mercados, apoiar as empresas no sentido de potencializar a produção de artefatos de maior valor agregado e tomar iniciativas em favor da manutenção dos atuais mercados internos e externos.
    Da mesma forma, o documento propõe a construção de processos para que o sindicato obtenha mais capacidade de articulação com a cadeia produtiva e suas entidades, como forma de estimular parcerias com o setor público e entidades para apoio ao setor, e produzir ferramentas para otimizar a capacidade gerencial das empresas, modernizar a gestão do sindicato, e mobilizar as empresas do setor em busca de maior associativismo.

    Na análise de cenário, o planejamento estratégico do Sinplast adverte que o fluxo de investimentos no Brasil e na América Latina, dentro da primeira e segunda geração petroquímica, ocorre fora do Rio Grande do Sul e considera que o quadro é reversível por meio dessas medidas, mas principalmente pela efetivação do Geraplast (programa de desenvolvimento e competitividade da cadeia petroquímica). Trata-se de uma proposta ainda em gestação e que vinha sendo discutida com o governador derrotado nas últimas eleições do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, mas em estágio avançado, e que agora depende de uma nova negociação com a governadora eleita Yeda Crusius.

    A proposta é, na prática, uma extensão do RS competitivo, um programa que reduziu de 12% para 9% a incidência de ICMS para as embalagens flexíveis no Rio Grande do Sul. Pelo Geraplast, as vantagens do RS competitivo seriam ampliadas para a totalidade da indústria de transformação, onde alguns setores que ainda pagam 17% de ICMS passariam também para os 9%.

    Em contrapartida, os transformadores gaúchos ficam obrigados a investir R$ 300 milhões nos próximos anos em modernização do parque industrial e geração de novos empregos. O Geraplast oferece outras vantagens para quem adquirir máquinas e equipamentos fabricados dentro do estado, com isenções de alíquotas. Além disso, os transformadores teriam maiores prazos para recolhimento de ICMS com origem em outros estados.

    Na presidência do Sinplast, Jorge Cardoso irá substituir o empresário do ramo de embalagens rígidas para alimentos, Hugo Doormann. Ele deixou o cargo após três anos e ao registrar a façanha de ter contribuído decisivamente em favor da pacificação das relações políticas com os outros dois sindicatos gaúchos ligados à terceira geração petroquímica, o Simplás, de Caxias do Sul e o Sinplavi, de Bento Gonçalves. Completam a nova diretoria do Sinplast os empresários Carlos Amodeo, Írio Posselt, Geraldo Ebling Enck, Júlio Cézar Fontoura Roedel, Luiz Felipe Willig e Gustavo Eggers.

    Responsável pelo comitê de feiras setoriais e missões, Írio Posselt antecipou que existem 37 feiras do segmento ao redor do mundo e que o Sinplast irá privilegiar no máximo dez.


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