Embalagens

29 de setembro de 2007

Notícias – Tecnologia laser mira embalagens de bebidas

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Publicado por: Rose de Moraes
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    As tecnologias de corte e gravação a laser estão mais acessíveis às aplicações plásticas. Assim, com o auxílio desses sistemas, ficou mais simples, preciso e sofisticado decorar, datar, codificar, personalizar, ou apenas cortar. Fabricantes de componentes plásticos eletrônicos e automotivos constituem segmentos que há um bom tempo se beneficiam das marcações a laser. Transformadores de chapas acrílicas e outras peças de policarbonato e de polipropileno também podem ser considerados habituais usuários desses sistemas, que conquistam a cada dia novos mercados.

    Um dos atuais alvos são os fabricantes de embalagens para bebidas produzidas em grandes escalas, e que começaram a recorrer ao laser para gravar registros referentes a lotes, datas de fabricação, prazos de validade, entre outras informações, e caracteres obrigatórios em produtos de alto consumo, substituindo as marcações e impressões antes feitas por meio de tintas. Embora o mercado brasileiro ainda careça de maior oferta de canhões, como são chamados os tubos nos quais a energia é gerada, vários fabricantes de equipamentos estão mais atentos às oportunidades abertas principalmente no setor de embalagens de produtos alimentícios, cosméticos e farmacêuticos, e passaram a prover as máquinas de maiores recursos para cortar e gravar substratos plásticos, tornando-as economicamente mais viáveis aos compradores e confiáveis sob o ponto de vista técnico.

    Solução composta – Em busca de oportunidades nos mercados interno e externo, a Automatisa, de Florianópolis-SC, fabricou mais de 180 equipamentos para corte e gravação a laser para suprir as demandas de vários setores. A empresa desenvolve soluções originais, compondo máquinas com itens nacionais e importados de parceiros asiáticos.

    Um equipamento de corte e gravação a laser concebido com soluções compostas é a Assia. Trata-se de versão brasileira aprimorada de tecnologia chinesa, principalmente utilizada para corte, e provida de canhão em vidro ou metal, com potências desde 60 W até 100 W. Tomando-se por referência o acrílico (PMMA), essas máquinas chegam a cortar peças e chapas com até 8 mm de espessura e alcançam produtividade de até 9 metros/minuto, contando também com sistema plotter e área útil de trabalho de 1.000 mm (largura) x 600 mm (comprimento).

    Segundo Marcos Lichtblau, diretor da Automatisa, vários componentes instalados na versão brasileira da Assia deixaram a máquina mais robusta e versátil. “Acrescentamos nessa máquina um dispositivo especial para preparação de ar comprimido, composto de filtro, regulador, separador de água e óleo, e substituímos vários componentes mecânicos por outros, visando a oferecer maior robustez ao equipamento”, informou.
    Apesar de importar fontes de vários fornecedores internacionais, a Automatisa desenvolve toda a engenharia mecânica, eletrônica e os softwares de controle dos equipamentos para corte e gravação a laser.

    Outra máquina fabricada pela Automatisa com sucesso de vendas é a Futura. Exposta ao público da Serigrafia Sign 2007, feira que reuniu mais de uma centena de fornecedores para as áreas de sinalização, comunicação visual e serigrafia, realizada de 11 a 14 de julho, em São Paulo, pelo grupo Sertec, no Expo Center Norte, essa máquina foi conferida por centenas de profissionais que visitaram o estande desse fabricante. Considerada uma solução versátil para a gravação de substratos plásticos, a Futura opera à velocidade de marcação de 1.000 mm por segundo, contando com tecnologia de CO2 para gerar a fonte de laser, e dois softwares, um deles para controle do equipamento e outro para permitir contornos com maior precisão. Pode, ainda, ser montada com várias opções de potência, desde 30 Watts, 60 Watts e 80 Watts, e com diferentes lentes focais, para ficar mais de acordo com as necessidades de cada tipo de aplicação.

    Além de oferecer várias opções aos usuários quanto às áreas de trabalho, delimitadas às dimensões de 70 mm x 70 mm, 100 mm x 100 mm, 190 mm x 190 mm ou 290 mm x 290 mm, outra preocupação do fabricante, de cunho ambiental e de preservação da saúde no trabalho, foi acrescentar ao projeto tubos de exaustão para aspirar os gases gerados pela gravação dos substratos plásticos.

    “A Futura propicia qualquer tipo de marcação em materiais plásticos, como desenhos, letras, textos, logomarcas, códigos de barra, de forma muito rápida e precisa e incorpora lentes em dimensões até 300 mm x 300 mm”, acrescentou Lichtblau.
    Especialmente para cortar a laser, outra máquina que vem sendo muito requisitada pelo setor para processar chapas acrílicas é a Brasa, segundo Lichtblau. O equipamento dispõe de potências mais elevadas, desde 60 W até 400 W, e permite cortar peças com comprimentos de até 2 m, larguras de até 1,20 m e espessuras até 30 mm, e com alta precisão, decorrente do comando por servomotores.

    As máquinas para gravação a laser também podem ser montadas com dispositivos mais sofisticados de visão artificial, para ler e identificar, entre outros, contornos de desenhos para gravação por meio de scanners.Entre as novidades com visão artificial da Automatisa se destacam as máquinas da linha Acrila com sistema óptico especial, abrangendo conjunto de espelhos, lentes e profundidade de foco, que permitem realizar cortes com maior qualidade em chapas mais espessas. Fabricadas em dois modelos, ambos acionados por servomotores e fusos, essas máquinas podem cortar acrílico de até 30 mm de espessura, tomando-se por referência os equipamentos que operam à potência de 100 W. A Automatisa colocou em teste novo projeto de máquina com capacidade para corte de materiais plásticos com espessuras até 40 mm.


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