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4 de junho de 2014

Notícias: A sustentabilidade pode ser traduzida em números

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Publicado por: Renata Pachione
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    A conta, muitas vezes, não fecha. Conseguir equilibrar a produtividade, a rentabilidade e o menor dano ambiental possível é um intrincado desafio para as empresas. Por isso, a Fundação Espaço Eco (FEE) foi criada com o mote de ser um centro de excelência em educação e gestão para a sustentabilidade. Sem se restringir à teoria, a fundação leva seu discurso à prática, mensurando os conceitos propostos com seus estudos e análises. “Nosso slogan é a sustentabilidade que se mede”, afirma Fernando Feitoza, gerente de educação para sustentabilidade da fundação.

    Plástico Moderno, Feitoza inclui preço competitivo na ecoeficiência

    Feitoza inclui preço competitivo na ecoeficiência

    A ideia é operar com metodologias científicas. Por isso, os resultados obtidos ficam longe do “achismo”. As informações são quantitativas e mensuráveis. Para tanto, a fundação utiliza a análise de ecoeficiência, uma metodologia que compara indicadores ambientais (como o consumo de energia e da água) aos índices econômicos, tais como preço e gastos com manutenção de equipamentos. Certificada pelo TÜV Rheinland (instituto para inspeção técnica e certificação), esta análise foi pensada para gerar informações para a tomada de decisões.

    Um diferencial, no entanto, fica por conta da aplicação de duas metodologias exclusivas da FEE: Seebalance (ou análise de socioecoeficiência) e AgBalance (uma evolução da socioecoeficiência), que, em linhas gerais, avaliam também os aspectos sociais do que está sendo pesquisado. Na prática, se observa, por exemplo, o índice dos acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, remunerações e treinamento. “A socioecoeficiência torna a dimensão social mais importante, é uma evolução do conceito de ecoeficiência”, comenta Feitoza.

    A fundação também aplica outras ferramentas já conhecidas pelo mercado, como a análise do ciclo de vida, pegada hídrica, pegada de carbono e pegada energética e o Total Cost Ownership (TCO).

    De acordo com o executivo, todas as ações propostas convergem para uma mudança no ambiente produtivo, a fim de auxiliar as empresas a criar um novo modelo de gestão. Uma das preocupações é o respeito à realidade do negócio. “A gente entende as limitações de cada empresa”, diz. Para ele, a questão é bastante complexa e engloba muitas variáveis, porém as soluções já existem, e muitas vezes, só esbarram na sua viabilidade econômica.

    Até por isso, é preciso conscientizar a sociedade que a  sustentabilidade precisa deixar de ser vista como custo e, sim, como um investimento capaz de alavancar os resultados e a rentabilidade das companhias. Aliás, a questão financeira é intrínseca às análises. “Você não é ecoeficiente se não tem um preço competitivo”, argumenta Feitoza.

    Curso – Em linha com sua missão, a FEE desenvolveu para as pequenas e médias empresas o Programa Gestão Sustentável – Ecoeficiência aplicada na cadeia de valor. Com a proposta de assegurar maior competitividade e rentabilidade ao negócio, as aulas oferecem às empresas recursos para que consigam eleger as questões críticas de seu empreendimento e iniciem uma transformação a partir desse ponto – sem mudanças drásticas ou a necessidade de altos investimentos. O curso é estruturado em quatro módulos, e inclui palestras, dinâmicas e atividades práticas, visando aos aspectos sociais, econômicos e ambientais.

    Sem fins lucrativos, a FEE foi criada pela Basf em 2005, em parceria com a Giz (agência de cooperação alemã para o desenvolvimento sustentável). Desde então, cerca de 260 pessoas de 644 entidades, distribuídas por 77 municípios, foram beneficiadas diretamente com as atividades de educação socioambiental promovidas no local.

    A fundação opera como uma espécie de consultoria, e possui uma gestão autônoma. Segundo Feitoza, atende inclusive indústrias concorrentes da alemã Basf. O seu objetivo suplanta os interesses particulares de uma única empresa. Aqui se fala de gerar condições capazes de atender às necessidades atuais da sociedade sem comprometer as gerações futuras.

    Está situada em São Bernardo do Campo-SP, em uma área de cerca de 300 mil m² considerada Reserva da Bios­fera do Cinturão Verde do Estado de São Paulo pela Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.



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