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15 de abril de 2008

Notícias – Siresp empossa novo presidente

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Após comandar por seis anos o Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp) e exercer papel fundamental no rearranjo da indústria petroquímica brasileira, José Ricardo Roriz Coelho deixa a presidência da entidade. O executivo ingressou na terceira geração: em março, ele assumiu a direção da Vitopel, maior fabricante de filmes de polipropileno biorientado (BOPP) da América Latina (ver PM 400, fevereiro de 2008, pág. 62). Vice-presidente desde 2004, Vítor Mallmann tomou a frente do sindicato, com propostas de manter as iniciativas da gestão anterior em três pontos por ele considerados cruciais para a indústria do plástico: competitividade, sustentabilidade ambiental e inovação. O mandato da atual diretoria segue até 2009.

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    Mallmann planeja avançar na questão da isonomia tributária

    Entre as primeiras medidas, ele planeja reforçar os movimentos do Siresp com respeito à questão da isonomia do ICMS no Estado de São Paulo. O setor obteve uma vitória importante com a redução da alíquota para as resinas, de 18% para 12%. “O Siresp pretende avançar nessa questão, apoiando a concessão desta isonomia tributária também para a indústria de transformação”, declara. A instituição apresentou ao Governo do Estado o programa de metas de arrecadação, investimentos e geração de empregos, condição necessária para efetivar a redução para 12% da alíquota de ICMS nas vendas internas.

    O segundo aspecto que o novo presidente pretende perseguir diz respeito à questão ambiental. Entre as medidas planejadas, Mallmann ressalta a intenção do Siresp em propor uma parceria ao governo paulista para uma possível reciclagem energética, que consiste em recuperar a energia contida nos resíduos sólidos urbanos na forma de energia elétrica ou térmica, tendo no material plástico – por seu alto poder calorífico – a fonte combustível (ver PM 395, dezembro de 2007, pág. 12). “Queremos implementar um projeto piloto, em São Paulo, de reaproveitamento dos resíduos, transformando o lixo em energia”, diz.

    No entender do novo presidente do Siresp, a competitividade da indústria do plástico vai além da produção de resinas, motivo pelo qual pretende desenvolver uma abordagem conjunta com a indústria da transformação para preservação do mercado doméstico e ampliação das atividades no mercado internacional. Para ele, a inovação é condição básica para atingir essas metas.

    Vítor Mallmann carrega na bagagem mais de vinte anos de atuação na cadeia petroquímica, onde atuou no grupo Ultra e na Petroquisa. Atualmente é diretor de relações com investidores do grupo Unipar, onde trabalha há dez anos. Também é membro dos conselhos de administração da PqU, Carbocloro, Petroflex, Politubenos e RioPol, além de vice-presidente do Sinproquim.

    Nona produtora mundial de resinas termoplásticas, a indústria brasileira suporta uma produção atual superior a 4,5 milhões de toneladas anuais, com faturamento acima de 30 bilhões de reais em 2007. As exportações do setor são da ordem de US$ 600 milhões por ano.

    Pesos pesados redefinem a área de equipamentos

    O grande movimento de rearranjo da cadeia mundial do plástico bateu às portas das indústrias de máquinas e equipamentos para processamento das resinas. Vários fabricantes de peso anunciam medidas que prometem chacoalhar o mercado global. As primeiras notícias vieram da KraussMaffei e da Toshiba, que decidiram juntar forças e formalizaram um acordo de cooperação para desenvolver projetos conjuntos. Os parceiros apostam nas inovações para suprir as expectativas da transformação perante as novas exigências do mercado globalizado.

    Ambas as companhias declaram a intenção de colaboração estreita, em âmbito mundial, e integração entre o que de melhor cada uma oferece nos vários campos de atuação. Os primeiros frutos dessa união devem chegar ao mercado ainda em 2008. A KraussMaffei acumula cerca de cem anos de experiência no desenvolvimento de máquinas para plástico e borracha e se proclama líder mundial em vendas desses equipamentos. As soluções oferecidas pela companhia incluem projetos especiais e sistemas turnkey. A Toshiba informa dominar a fabricação de equipamentos industriais, nos quais se insere uma ampla variedade de injetoras, extrusoras, máquinas com cabeçotes planos e robôs, entre outros.

    Mais um acordo, assinado no início de fevereiro deste ano, transfere a Demag Plastics Group, com mais de cinqüenta anos na área e uma das pioneiras na indústria européia de injeção para plástico, para as mãos do grupo japonês Sumitomo. Ainda mais antigo, com 120 anos de existência, este ocupa posição entre os líderes na fabricação de injetoras na Ásia e é mundialmente renomado no campo da injeção elétrica.

    A intenção dos grupos é oferecer injetoras elétricas, hidráulicas e híbridas oriundas de uma só plataforma, bem como disponibilizar soluções completas, com automação integrada. O Sumitomo planeja promover a sinergia entre as empresas, mantendo-as no âmbito de parceria, e investir nos pontos fortes de cada uma.

    A notícia mais recente envolve a tradicional fabricante de injetoras Battenfeld, sediada na Áustria, onde mantém sua unidade fabril. Insolvente, a empresa fechou as portas de sua fábrica e de suas subsidiárias espalhadas pelo mundo em 31 de março deste ano. Em primeiro de abril, o também grupo austríaco Wittmann, sediado em Viena, assumiu os negócios, ainda sujeitos às leis antitruste. Reconhecida mundialmente no campo dos periféricos para equipamentos processadores de plástico, em particular os manipuladores, a Wittmann tomou uma decisão estratégica ao incorporar a Battenfeld. Juntas, constituem a primeira empresa em âmbito global capaz de oferecer células produtivas completas para injeção de plásticos, com a integração de máquinas e periféricos.

    A união das empresas, contudo, não levará à fusão delas. Ambas continuarão a negociar seus produtos e serviços separadamente no mercado mundial, mas com atuação conjunta, oferecendo sistemas de moldagem integrados. De acordo com o diretor-geral da Wittmann, Michael Wittmann, as empresas possuem bases de clientes semelhantes, possibilitando maior oportunidade de desenvolver novas sinergias e tornar os negócios mais eficientes, além de facilitar e aprimorar produções in house.

    As linhas de produtos de cada empresa serão mantidas, porém complementares entre si. A Wittmann planeja incorporar seus periféricos, em particular as linhas de robôs, ao portfólio da Battenfeld, sob a marca Wittmann Battenfeld. “Ambas oferecerão soluções integradas aos clientes que requisitarem pacotes completos”, explica o diretor-geral. Ele informa que o corpo diretivo da fabricante de injetoras será mantido, pois considera seus membros um dos maiores ativos da empresa.

    No Brasil, ambas as companhias atuarão lado a lado, com a oferta ao mercado doméstico dos pacotes completos, com a inclusão dos periféricos desenvolvidos pela Wittmann. Na visão de seu diretor-geral, a principal vantagem para os clientes é encontrar em um só fornecedor os equipamentos e serviços necessários a todas as operações da injeção de plástico.

    Do ponto de vista estratégico, a aquisição da Battenfeld abre à Wittmann caminhos para se tornar uma das líderes mundiais do setor. A presença, agora de ambas, em diferentes países nos quais, até então, a fabricante de periféricos não participava, a habilita a penetrar em novas regiões e incrementar as vendas.

    A Wittmann iniciou suas atividades há trinta anos. No mercado brasileiro desde 2000, atua com vendas e assistência técnica, em subsidiária instalada em Campinas-SP. No ano passado, registrou um dos melhores faturamentos globais de sua história: 135 milhões de euros. Presente em 15 países, a empresa possui centros de excelência na Áustria, China, Canadá, Hungria, Alemanha, França e Estados Unidos.

    A fabricante de periféricos oferece um cardápio variado, com sistemas centrais de alimentação, granuladores, controladores de temperatura, rotâmetros, dosadores, secadores, sistemas de aplicação in mold labeling (IML) e moldes para a produção de peças com paredes finas, além de seu carro-chefe: os robôs. Só destes últimos, comercializou, no ano passado, mais de 3 mil unidades, dos diversos modelos.

    A Battenfeld fabrica uma extensa gama de injetoras: hidráulicas, com sistemas de joelhos, elétricas, verticais, multicomponentes e injeção a gás. O maior modelo, pertencente à série hidráulica, dispõe de 1.300 toneladas de força de fechamento. A menor, de 30 t, é elétrica.

    A fabricante de injetoras está presente em 16 países e ainda possui representação em mais de 50 nações. No Brasil, conta com uma subsidiária, em Osasco-SP. Seu faturamento, em 2007, alcançou 115 milhões de euros. A transação comercial envolve os ativos da Battenfeld, o corpo de funcionários e a divisão de serviços da Áustria, bem como as operações de venda e organização de serviços em todo o mundo e a divisão de serviços independente na Alemanha. Também estão incluídas as patentes e a carteira de clientes da empresa.

    Ciba expande sua rede de distribuição

    A Ciba Especialidades Químicas delegou a distribuição dos pigmentos e aditivos de sua área Coating Effects para a Makeni Chemicals. A partir de abril, os fabricantes nacionais de tintas automotivas, repintura, industrial, decorativa, madeira, pó e de impressão que atuam com volumes de pequeno e médio portes serão atendidos pela sua mais nova distribuidora, com exclusividade.

    Para o diretor-comercial e marketing da Ciba, Olivier David, trata-se de um serviço adicional, pois a Makeni faz o fracionamento dos produtos e também terá condições de estar ao lado dos clientes, atuando de forma personalizada. “Muitas vezes, a Ciba não pode atender pedidos de quantidades pequenas. Constatamos que havia um mercado potencial no qual não atuávamos”, afirma.

    O processo de escolha foi rigoroso e finaliza o projeto de ampliação da rede de distribuição da Ciba, iniciado no ano passado, em outros países sul-americanos. A companhia integrou entre seus parceiros os representantes: Vives, no Chile; Resikem, na Argentina, e Colquímicos, na Colômbia. Após a obtenção de resultados positivos nesses países, o passo final foi trazer a iniciativa para o principal mercado da região, o Brasil.

    A parceria reflete uma estratégia da Ciba. A empresa irá se concentrar mais em cinqüenta grandes clientes da região e passou para a Makeni outros duzentos, os quais percebeu não ter as melhores condições para atender. “O mercado é pulverizado e a Makeni pode estar junto a esses clientes”, atesta David.

    Especializada na distribuição de produtos químicos e petroquímicos em todo o Brasil, a Makeni possui representantes de vendas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Ceará e Goiás. A companhia oferece serviços complementares como armazenamento e transporte, além do fracionamento. Os produtos da Ciba integrados ao portfólio da Makeni são os pigmentos, preparações pigmentárias, dispersões base água, corantes especiais, pigmentos de efeito perolizado, alumínios especiais, aditivos e estabilizantes à luz, fotoiniciadores, branqueadores ópticos e antioxidantes para os mercados de tintas e vernizes e de impressão. Renata Pachione

     

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