Notícias

22 de março de 2009

Notícias – Showroom tem máquina para pronta entrega

Mais artigos por »
Publicado por: Fernando C. de Castro
+(reset)-
Compartilhe esta página

     

    Plástico Moderno, Milton Cemin, diretor regional, Notícias - Showroom tem máquina para pronta entrega

    Cemin ressalta facilidades como o cliente testar o equipamento

    Apesar de o Rio Grande do Sul contar com fabricantes de injetoras para termoplásticos, a região desperta o interesse de empresas de outros estados em busca de alternativas para disputar o mercado local. Esse é o caso da Debmaq. A empresa montou um showroom no mês de abril de 2008, em Caxias do Sul, e procura manter no estoque pelo menos uma máquina em condições de pronta entrega na região.

    Desde que passou a operar na serra gaúcha em meados do ano passado, 42 injetoras da Debmaq já foram vendidas no Rio Grande do Sul, segundo informa o diretor regional da empresa, Milton Cemin. Trinta e nove unidades estão em operação em Caxias do Sul, duas na Grande Porto Alegre, e uma outra perto de Bento Gonçalves.

    De acordo com Cemin, o showroom oferece diversas opções de periféricos como ferramentas de troca de moldes, chillers, moinhos e peças de eposição. A vantagem dessa modalidade de promoção de para quem não tem fábrica por perto é a possibilidade de o cliente poder testar a máquina. Para Cemin, o transformador gosta de ver o que vai comprar e de acionar os mecanismos.

    Plástico Moderno, Notícias - Showroom tem máquina para pronta entrega

    Injetora de 260 t de força de fechamento exposta à venda

    Trata-se de uma questão da cultura local. Segundo Cemin, os transformadores de Caxias do Sul não gostam de comprar por catálogo, pois preferem conferir o desempenho do equipamento com os seus moldes instalados e costumam visitar fábricas onde existam equipamentos semelhantes. Uma das principais preocupações é saber se a abertura da injetora suporta o molde a ser incorporado ao equipamento. “A pior coisa que tem é comprar uma máquina e ver que não está adequada ao molde. Se vier embarcada num navio sem qualquer assistência o comprador não tem para quem reclamar”, adverte Cemin.

    O esquema de reposição no showroom de Caxias do Sul funciona de acordo com o critério de entrada e saída. Sempre que uma máquina é vendida, a distribuidora em Camanducaia, interior de Minas Gerais, providencia a reposição. A ideia é ter sempre pelo menos uma injetora na vitrine. Em geral, são vendidas no local máquinas com forças de fechamento entre 120 e 260 toneladas, mas Cemin já comercializou uma de 380.

    Com o sucesso obtido, a Debmaq montou equipe de assistência técnica local que atende às ocorrências com agilidade. Um centro de distribuição em São Paulo é capaz de enviar peças de reposição por Sedex. Boa parte das peças e componentes é encontrada no comércio da cidade. Normalmente o socorro realizado no mesmo dia, ou no máximo em 24 horas. Futuramente, a intenção da Debmaq é expandir os showrooms para Manaus, Joinville, Curitiba, interior de Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

    Embalagens plásticas avançam

    A produção física da indústria de embalagem plástica cresceu 0,59%, em 2008, em relação ao ano anterior. Esse segmento e o das embalagens de papel – com aumento de 2,06% – foram os únicos setores com índices positivos. No geral, o mercado nacionalde embalagens teve queda de 0,61% e gerou receita de R$ 36,6 bilhões, em 2008. Esses são os resultados de estudo macroeconômico, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado por Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da mesma instituição.

    No caso das embalagens de plástico,em 2008, os sacos e as sacolas representaram o segmento com maior declínio na produção. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve variação negativa de 10,98%. As perdas maiores se deram no primeiro e no quarto semestres do ano passado. Outra categoria de produtos que contribuiu para o índice atual foi a dos garrafões, garrafas, frascos e afins, cuja produção ficou 6,32% menor do que em 2007. Por outro lado, para sustentar o índice positivo, o setor das embalagens para alimentos ou bebidas registrou, no período, aumento de 3,38%.

    A receita líquida do mercado de embalagens apresentou curva ascendente nos últimos quatro anos. Em 2004, o valor das vendas foi de cerca de R$ 28 milhões ante os mais de R$ 36 milhões de 2008. Desse total, é de praxe o material plástico configurar a fatia de maior expressão. No ano passado, as embalagens plásticas somaram R$ 13.806 milhões, o equivalente a 37,64%. Em seguida, vieram as de papel-cartão e de papelão ondulado, que somaram receita de R$ 10.271 milhões (28% do total). A pesquisa verificou também a existência de 1.776 plantas produtivas de embalagens, com trinta ou mais empregados. Quadros notou que a indústria do plástico está em quase todas as regiões. “Esse setor é o mais disseminado”, observou. No geral, metade da produção de embalagens está concentrada no estado de São Paulo (48,85%).

    Como ocorreu em outras áreas da indústria brasileira, no ano passado, houve demissões no mercado de embalagens, apesar de ter começado 2008 com a taxa de emprego em alta, com pico em outubro, quando existiam 202 mil empregos formais no setor. A derrocada se deu dois meses depois, em dezembro, mês que registrou redução líquida de 3.692 postos de trabalho. “Tivemos reflexos da crise mundial, somados ao fato de que em dezembro sempre há uma queda no mundo industrial”, comentou Quadros. Uma característica positiva do mercado de embalagens se refere à sua formalidade. Poucos são os empregos informais. E, nesse quesito, outra vez, o setor do plástico liderou, pois mais de 50% dos empregos formais pertencem ao segmento.

    Apesar de a indústria de embalagens plásticas se destacar na geração de postos de trabalho e na produção, ela perde para os produtos metálicos no quesito exportação. O volume de embalagens de plástico exportado foi de pouco mais de US$ 160 mil, enquanto a indústria de metálicos registrou cerca de US$ 251 mil. Mas, como observou Quadros, a receita da indústria plástica no mercado externo avança ano a ano. Em 2008, o crescimento foi de 22,42%. No caso das importações, esse segmento representa quase US$ 300 mil ante o total do mercado (madeira, vidro, metálicas, papel/papelão, ondulado/papel-cartão e plástico), de cerca de US$ 500 mil.

    Futuro adverso – O desempenho das indústrias de bens de consumo repercute no das embalagens, de forma direta. No ano passado, a desaceleração do mercado se deu como reflexo da fraca atuação dos setores de alimentos, bebidas, fumo, vestuário e acessórios, calçados e artigos de couro, sabões, sabonete, detergente e produtos de limpeza, e perfumaria e cosméticos. A exceção se deu entre os fármacos – o segmento foi o único com crescimento em 2008, em comparação ao ano anterior.

    O estudo constatou desânimo e descontentamento geral dos industriais. Mais da metade do setor enfrenta restrição de demanda. Além disso, a utilização da capacidade instalada também foi baixa, no ano passado. Em janeiro deste ano, o índice registrado chegou a 80,7%. No mesmo mês de referência, de 2008, a indústria operou com 87,2% de sua capacidade.

    Segundo estimativa de Quadros, o cenário deve permanecer conturbado, pois está previsto que a produção de embalagens em 2009 siga estagnada, ou seja, sem crescimento. Ele também não descarta a possibilidade de a produção decair 2%. “Essas previsões são iniciais, isso quer dizer que poderemos ter mudanças ao longo do ano”, ressaltou o coordenador. Neste primeiro trimestre, as perspectivas são de queda, e a recuperação só viria a partir do quarto trimestre. Quadros explicou que, no ano passado, na economia brasileira prevaleceu a teoria do descolamento, a qual supõe a autonomia do país em relação às grandes potências, como Japão e Estados Unidos. No entanto, essa teoria tem sido desmentida, pois os números observados pelo estudo comprovaram que o Brasil não está tão imune a essas economias.

    Em dezembro de 2008, a produção de embalagens caiu cerca de 10%. No entanto, Quadros disse que não se trata de um bom parâmetro. “O que aconteceu não é o padrão, foi um choque que não tende a se repetir”, comentou. Situação de crise semelhante ocorreu em 2003. O ano em questão estava às voltas com o retorno da inflação e o novo governo, o que freou a economia de forma vertiginosa. “Há mais ou menos seis anos, não se via retração parecida no setor de embalagens”, apontou Quadros. Segundo o coordenador do estudo, hoje, as condições são mais favoráveis, sobretudo porque a inflação diminuiu, há mais empregos formais e o poder de compra do consumidor aumentou.

    Na avaliação de Quadros, para sobreviver em meio a essa nebulosidade, um caminho seria o de reduzir os custos de produção. “Como não conseguimos controlar a macroeconomia, vamos olhar para dentro, o micro, e arrumar nossa casa, revendo os processos que vinham sendo feitos, com base na diminuição dos custos”, finalizou.

    Renata Pachione

    Encontros regionais reforçam os compósitos

    A Associação Brasileira de Materiais Compósitos iniciou, em março, seu Programa Nacional de encontros regionais. O primeiro deles foi realizado em Porto Alegre, e o próximo está agendado para os dias 15 e 16 de abril, em Joinville. Com o propósito de disseminar as novas tecnologias para a fabricação de peças em compósitos e enfatizar seu uso cada vez mais intenso nos mercados brasileiro e internacional, a atividade ocorrerá nos principais polos industriais do país: Goiânia, Natal/Fortaleza, Belo Horizonte e Campinas.

    Coibir a falta de informações sobre esse setor é um dos principais objetivos da iniciativa. Por isso, os encontros pretendem reunir arquitetos, engenheiros, designers e técnicos especializados, a fim de lhes oferecer a oportunidade de conhecer melhor as aplicações do compósito, em diversos setores industriais, sobretudo nas áreas de Construção Civil, Transporte e Energia Eólica, os mais importantes redutos do material.

    No ano passado, o setor apresentou produção de 190 mil toneladas e faturamento de R$ 2,2 bilhões. Alguns fatores sustentaram esses números, como o uso crescente dos compósitos e o melhor entendimento do mercado acerca de seus benefícios, como a alta resistência, flexibilidade de design e projeto, durabilidade e custo competitivo.

    Investimento – Um exemplo de que o mercado está ativo se nota no recente investimento da Ara Ashland, joint venture entre a brasileira Ara Química e a norte-americana Ashland, em sua planta de Araçariguama-SP. A companhia está construindo um reator piloto, a fim de desenvolver produtos e nacionalizar as resinas fabricadas nos Estados Unidos, com mais flexibilidade e rapidez. O equipamento deve entrar em operação daqui a dois meses e permitirá a fabricação de pequenos lotes de resina, de forma totalmente informatizada. Para o gerente-comercial da Ara Ashland, Rodrigo Oliveira, a construção do reator prova a confiança da empresa no mercado de compósito.

    O seu portfólio conta com mais de cinquenta tipos de resinas, de ortoftálicas e isoftálicas a acrílicas e éster vinílicas. No ano passado, lançou a família de produtos à base de soja Envirez, hoje em fase de pré-marketing. Essa linha apresenta as mesmas características dos termofixos derivados da nafta e pode ser transformada em moldes abertos ou fechados. Outros lançamentos de 2008 se referem à resina acrílica Modar, que retarda a propagação de chamas, e a Arotool, desenvolvida para a fabricação de moldes.

    R. P.

    Techmer abre escritório no Brasil e corta distribuidor

    A norte-americana Techmer PM acaba de inaugurar escritório em São Paulo. Fornecedora de aditivos concentrados e masterbatches, a companhia busca, com a iniciativa, reforçar sua presença no país, fortalecer a relação com clientes da região e pôr em prática seu plano de crescimento estratégico no Brasil. Dessa forma, passa a suprir o mercado brasileiro, diretamente, abolindo a figura do distribuidor local. Antes contava com a parceria da Mash Plásticos.

    A nova infraestrutura possibilitará à empresa dar assistência direta aos clientes, que poderão entrar em contato com a equipe por meio de ligações domésticas e ainda enviar correspondências e amostras para o endereço local, sem intermediários. A abertura do escritório se soma a outras ações de aproximação com o mercado brasileiro. A empresa irá participar pela primeira vez da Brasilplast, a ser realizada em maio, e marcou presença na feira NT&TT – Feira Internacional de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, que ocorreu em março.

    Líder na produção de masters de cor e de aditivos para as indústrias de plástico e fibras, a empresa desenvolve e produz concentrados de cor e de aditivos para aplicações de alto desempenho, que exigem qualidade, suporte técnico e soluções rápidas dos problemas.

    R. P.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *