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7 de agosto de 2014

Notícias: SAE discute avanços em materiais automotivos

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    O desenvolvimento de projetos inovadores voltados para viabilizar o uso de materiais avançados e nobres é a solução para tornar os veículos nacionais mais leves e competitivos. Foi essa a conclusão unânime dos palestrantes do 5º Simpósio SAE Brasil de Novos Materiais e Nanotecnologia, realizado no dia 3 de junho, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo.

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    “Abordamos as necessidades das montadoras em reduzir seus custos, aumentar a segurança e o desempenho dos veículos baseados nas regras do Inovar-Auto, que tem sido um grande desafio para a indústria nacional”, explica Marco Colosio, diretor do simpósio. Para ele, o aparecimento das aplicações das nanoformas na indústria automobilística não deixa dúvidas de que o investimento em desenvolvimento tecnológico é primordial. “O Brasil tem muitas necessidades de melhorias em seus veículos, como as de redução de massa e de consumo de combustível impostas pelo novo regime automotivo”.

    Na programação do evento, o painel dedicado aos materiais poliméricos e compósitos foi dos mais concorridos. No painel, estiveram presentes representantes de empresas de grande porte. A Sabic, uma das principais fabricantes de petroquímicos do mundo, tem entre seus objetivos investir com consistência na pesquisa e desenvolvimento de materiais com elevada carga de tecnologia.

    Cesar Marelli, engenheiro de desenvolvimento e aplicação da empresa, destacou a substituição de metais pelo plástico em peças estruturais, como tampas traseiras dos veículos e outras, como estratégia capaz de proporcionar aos automóveis designs mais avançados e redução de peso. “Substituir uma estrutura metálica por polipropileno pode reduzir o peso da peça em 30%, com o mesmo custo e desempenho igual ou até melhor”, disse. O representante da Sabic também defendeu a substituição dos vidros instalados nos carros por placas de policarbonato.

    O engenheiro reconheceu que essas substituições não ocorrem com rapidez, em especial nos modelos de veículos já lançados no mercado. O ideal, para ele, é que o uso dos materiais inovadores seja aprovado durante o lançamento de um novo modelo. Dessa forma, fica mais fácil criar um conceito do conjunto de peças a utilizar a matéria-prima.

    A Sabó, empresa de origem brasileira com mais de sete décadas de atuação, é nome bastante conhecido no desenvolvimento de soluções em vedações para a indústria brasileira. Hoje atua em mais de quarenta países, com plantas no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Áustria, China e Hungria. Roberto Kenji Hayashi, gerente de desenvolvimento de produtos e novas tecnologias, falou sobre o desafio de inserir partículas nanotecnológicas na confecção de peças. Entre as dificuldades, definir a demanda, a tecnologia adequada aos projetos, competências e recursos para o seu desenvolvimento, além do controle de processos e resultados.

    Posição parecida apresentou Nelson Pacheco da Fonseca, diretor da Truck Bus, fabricante de artefatos de borracha desenvolvidos para peças usadas em vedações ou para combater a vibração presente em determinadas regiões dos veículos. O dirigente destacou a nanotecnologia como fator essencial para estabelecer novo patamar tecnológico do setor. Entre os resultados compensadores obtidos com as nanopartículas, ele apontou a melhoria na adesão entre o metal e a borracha.

    A DSM Engineering Plastics é fornecedora global de soluções de termoplásticos de engenharia de alto desempenho. Um ponto forte no seu campo de atuação é o de desenvolvimento de formulações de poliamidas de alta temperatura. As matérias-primas obtidas são indicadas, por exemplo, para substituir metais em peças que necessitem de elevada resistência mecânica.

    Paula Kruger, engenheira de aplicação e desenvolvimento, falou sobre peças possíveis de serem feitas com os produtos da empresa. São os casos de peças para conjuntos de transmissão, engrenagens, buchas, suportes e outras. Entre os materiais oferecidos, destacou o Stanyl, material desenvolvido pela empresa para peças que demandem alta rigidez, baixo coeficiente de atrito e resistência ao desgaste em temperaturas acima de 200ºC.

    A engenheira reforçou a necessidade de esses materiais serem incluídos na etapa de projeto dos conjuntos que equiparão os novos modelos de automóveis. Para as montadoras, é difícil validar o uso de polímeros especiais em conjuntos que já equipam os veículos existentes.

    Anderson Maróstica, gerente técnico da Lanxess, gigante da indústria química que dispensa maiores apresentações, destacou a produção de peças híbridas, fabricadas a partir da junção do plástico com o metal, como tendência com significativo potencial de crescimento no mercado automotivo. Entre as vantagens da prática se encontram redução de peso e custo e ótimo desempenho. Um exemplo se encontra na produção de estruturas de tetos dos automóveis feitos de alumínio e materiais poliméricos. Outra peça bastante comentada pelo palestrante foi o pedal do freio, em alguns casos já fabricado com poliamida.


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