Embalagens

1 de junho de 2015

Notícias: Rotulagem no molde atrai atenções

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Rami imprime rótulos em offset sobre filmes de BOPP

    Rami imprime rótulos em offset sobre filmes de BOPP

    A tecnologia in mold labeling (IML), expressão que pode ser traduzida no Brasil como “rotulando no molde”, já é bastante difundida nos países avançados. A técnica é indicada para a fabricação de embalagens, móveis e outras aplicações nas quais o uso de imagens gravadas diretamente durante o processo de injeção das peças se torna interessante. No Brasil, não existem dados oficiais, mas a procura ainda é pouco significativa. Estima-se que vinha crescendo perto de 8% ao ano depois da virada do século, pelo menos até 2013, quando a economia local vivia um período de maior aquecimento.

    A maior procura aguçou o interesse de transformadores, fornecedores de equipamentos como injetoras e robôs, entre outros, e também de um prestador de serviços cuja importância é indiscutível nesse tipo de operação. Estamos falando das gráficas especializadas na produção de rótulos, que veem na atividade uma oportunidade de negócios interessante.

    Plástico Moderno, Rizzieri: IML elimina operações adicionais e tem alta qualidade

    Rizzieri: IML elimina operações adicionais e tem alta qualidade

    A pioneira no mercado nacional nesse tipo de operação foi a Gráfica Rami, de Jundiaí-SP. No mercado desde 1979, a empresa é especializada na fabricação de rótulos e começou a trabalhar com a tecnologia IML no final dos anos 90. De acordo com José Carlos Rizzieri, diretor superintendente da gráfica, o crescimento da procura por esse tipo de encomenda tem sido constante, de forma moderada.

    O principal obstáculo para a popularização mais ágil da tecnologia é o elevado investimento necessário para que os transformadores se capacitem a produzir as peças. Os preços das peças feitas com a tecnologia não são competitivos em relação aos demais métodos.

    Vale um breve resumo do processo. A operação dura alguns segundos, em regime de rigorosa precisão. A garra de um robô instalado ao lado de uma injetora pega o rótulo, com a ajuda de ventosas. Os rótulos são levados para as cavidades do molde de injeção e lá fixados por meio de uma descarga elétrica – em torno de 15 mil a 20 mil Volts – ou de sistema de vácuo presente na ferramenta. A escolha entre a descarga elétrica ou o sistema de vácuo depende das características da peça. O ciclo prossegue. A resina é injetada e incorpora o rótulo. A peça é retirada, já decorada e pronta para ser usada de acordo com sua finalidade.

    Rizzieri, no entanto, enumera as vantagens alcançadas. Uma vez injetada, a peça não precisa sofrer operações posteriores, como a colagem de etiquetas, colocações de cintas de papelão ou gravações feitas em serigrafia. A qualidade da impressão obtida é muito superior à dos outros métodos. Uma embalagem, por exemplo, se destaca nas gôndolas das lojas e supermercados, fato hoje em dia muito valorizado em razão da elevada competitividade do mercado nas mais diversas categorias de produtos.

    “Nossos clientes são a indústria que utiliza a tecnologia em seus produtos e transformadores responsáveis pela produção de peças para terceiros”. Entre os compradores, empresas dos mais diversos segmentos. “Fornecemos rótulos para embalagens de produtos de higiene e limpeza, alimentos, indústria petroquímica e outros. Também somos bastante solicitados pela indústria de brinquedos”, comenta.

    Os rótulos são produzidos pelo processo offset. “A técnica para a fabricação desses rótulos exige vários cuidados especiais”. Os filmes utilizados, especialmente fabricados para a operação, são feitos em BOPP. “Os filmes são importados ou comprados do único fabricante brasileiro, a Vitopel”, informa.



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