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9 de julho de 2008

Notícias – Recicladora implanta novo sistema de gestão

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Publicado por: Renata Pachione
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    A Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos S.A. entrou em operação, oficialmente, em junho, na cidade de Taubaté-SP, com a proposta de pôr em prática um conceito inovador de responsabilidade sócio-ambiental. Idealizada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), a empresa conta com 31 acionistas – fabricantes de defensivos agrícolas – e se propõe a fabricar produtos, por meio da reciclagem e transformação de embalagens vazias de fitossanitários.

    Com capacidade para processar 4,5 mil toneladas anuais de plásticos, inicialmente para a produção de resina pós-consumo, a nova recicladora absorveu investimento de R$ 8 milhões. A idéia é consolidar um modelo de gestão para sistema de destinação de embalagens vazias e, dessa forma, fechar o ciclo das embalagens pós-consumo dentro desse mercado, promovendo sua auto-sustentabilidade. Com a resina que resulta da reciclagem, são produzidos artigos como conduítes, embalagens para óleo lubrificante, sacos plásticos para descarte de lixo e caixas de passagem de fios elétricos. A conclusão da fábrica está prevista para 2011, quando terá recebido mais R$ 20 milhões, mas até 2009 já terá condições de fabricar embalagens plásticas, para uso na própria indústria de defensivos agrícolas.

    Plástico Moderno, João Cesar Rando, presidente do Inpev, Notícias - Recicladora implanta novo sistema de gestão

    Rando se orgulha de destinar 96% das embalagens pós-uso

    De acordo com o diretor-presidente da empresa e também presidente do Inpev, João Cesar Rando, o Brasil se tornou líder mundial em sistemas dessa natureza. “Hoje é a realização de um sonho e de uma visão que se iniciou há seis anos com a criação do Inpev”, afirma, se referindo à inauguração da unidade. Um dos motivos de orgulho de Rando é o fato de, no ano passado, o país ter promovido a destinação final de 96% do volume total comercializado no mercado de embalagens vazias de defensivos agrícolas.

    A título de comparação, os Estados Unidos dão conta de cerca de 20% de suas embalagens. Os índices de outros países são um pouco mais animadores: a Alemanha registra 60%; Austrália, 50%; e a França, 45%. Conforme Rando explica, de 2002 a 2006, o sistema implantado pelo Inpev deixou de emitir 98 mil toneladas de gás carbônico ao ambiente.

    Em consonância com o conceito que prega, a Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos foi planejada para não gerar impacto ambiental. Entre outros recursos, possui uma moderna estação de tratamento de efluentes e de reaproveitamento da água da chuva e promove o uso racional da luz solar. A empresa inicia suas operações com 40 funcionários e planeja dobrar o quadro até 2011.

    O sistema – O Inpev é uma entidade sem fins lucrativos responsável pelo gerenciamento de 375 unidades de recebimento de embalagens vazias. Criado para representar o fabricante de defensivos agrícolas no que diz respeito à destinação final (reciclagem ou incineração) das embalagens devolvidas pelos agricultores, o Inpev põe em prática as determinações da Lei Federal 9.974/2000 e do Decreto 4.074/2002, segundo os quais, cada elo da cadeia produtiva agrícola deve ter responsabilidades específicas para garantir o bom funcionamento do Sistema de Destinação de Embalagens Vazias.

    Esse sistema começa no ato da venda, quando o usuário é informado sobre o descarte apropriado da embalagem; os itens abordados incluem desde o procedimento de lavagem até a devolução da embalagem vazia. Ainda com o objetivo de facilitar a adesão, o endereço da unidade de recebimento mais próxima do cliente é indicado na nota fiscal. Às centrais de recebimento cabe o trabalho de inspeção e classificação das embalagens entre lavadas e não-lavadas e a emissão do recibo confirmando a entrega das mesmas, para em seguida ser feita a separação do produto por tipo de resina. A etapa final trata do transporte dessas embalagens, pelo Inpev, para a incineradora ou para suas recicladoras parceiras.

     

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