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4 de junho de 2012

Notícias – Projeto busca desenvolver sucessores nas indústrias

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Como parte da programação das comemorações dos seus 30 anos de criação, o Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast) está promovendo a 1ª edição do Projeto Herdar. O evento objetiva contribuir para o desenvolvimento de sucessores das indústrias da terceira geração do segmento plástico no estado, além de incentivar a criação de uma rede de relacionamento entre sucessores de diferentes organizações, bem como promover o conhecimento sobre temas voltados à sociedade, família e empresa.

    O Projeto Herdar é uma iniciativa conjunta do Sinplast, Instituto Sucessor, Centro Sinplast de Inovação e Governança (CSIG) e Comitê Sinplast de Gestão Empresarial. Desenvolvido em cinco módulos, iniciado no final de maio e com encerramento em 27 de setembro, o curso pretende trabalhar as particularidades das empresas familiares, compreender os seus desafios no mercado competitivo, entender como cada integrante familiar pode contribuir para o

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    Gustavo Eggers, coordenador do projeto e do CSIG

    negócio e promover o conhecimento.

    De acordo com Gustavo Eggers, coordenador do projeto e do CSIG, a ideia de realização do evento surgiu dos encontros trimestrais que o grupo de jovens empresários da entidade promove. “Nosso sindicato é formado por empresas 80% familiares. A grande maioria está na 1ª passando para a 2ª geração, por isso são fundamentais temas dessa importância”, afirma o empresário.

    Eggers ressalta que o segmento plástico no Rio Grande do Sul é relativamente novo, com cerca de 50 anos de atuação, necessitando de um maior preparo para que os jovens possam assumir o comando das empresas. Ele destaca que essa renovação também permitirá que o sindicato tenha novos dirigentes para as próximas gestões, com preparo para enfrentar os novos desafios que surgem no mundo dos negócios.

    O industrial acrescenta que já no dia do lançamento do curso metade das 15 vagas oferecidas foram preenchidas. “A ideia é executar o projeto de maneira flexível, para permitir que todos participem dos encontros e possam conhecer novas experiências e adquirir conhecimentos nesta área”, disse Eggers.

    Os módulos do Projeto Herdar abordarão temas como a empresa familiar, governança familiar, acordo de acionistas, governança corporativa e profissionalização da empresa familiar. Na sua metodologia, serão usadas vivências com integração, filmes, jogos de empresa, grupos de discussão, simulações, análise de casos e leituras de artigos e livros.

    Palestrante de três módulos, Magda Geyer Ehlers, consultora de empresa familiar e sócia-fundadora da Geyer Ehlers (empresa especializada em reorganização societária e planejamento de sucessão) e do Instituto Sucessor (centro de capacitação, especializado no desenvolvimento da família empresária), destaca que o tema da sucessão é difícil de ser tratado pelas organizações e pessoas, pois trata da finitude, demandando muita emoção e energia para ser enfrentado, pois os sucessores se sentem invadindo o espaço dos pais, construído com muito esforço, trabalho e sucesso.

    Magda diz que é preciso capacitar as pessoas para a discussão desse tema, já que a herança material é um privilégio, mas tem ônus. Segundo ela, a administração de uma herança é muito maior do que trabalhar numa empresa, com o herdeiro tendo que superar alguns estereótipos como o de bon-vivant, o de viver cercado de regalias, não precisar se preocupar em ganhar dinheiro e de ter tudo “de mão beijada”.

    A consultora observa que ser filho de empresário é um peso, uma responsabilidade, pois todos têm uma altíssima expectativa em relação ao herdeiro. Muitas vezes o fracasso da perpetuação das empresas familiares é atribuído a ele, quando em muitos casos eles pegaram uma organização já com dificuldades anteriores.

    Plástico, Magda Geyer Ehlers, consultora de empresa familiar e sócia-fundadora da Geyer Ehlers e

    Magda Geyer Ehlers: na sucessão das empresas, apenas 5% chega à terceira geração

    Citando dados divulgados pela Family Business Network Brazil (FBN), Magda informa que apenas 30% das empresas chegam à segunda geração e um percentual muito menor (5%) atinge a 3ª geração. “Casos como o do grupo Gerdau, que está na 6ª geração, são uma grande exceção”, observa.

    Entre os desafios que os herdeiros vão enfrentar, a fundadora do Instituto Sucessor aponta a dificuldade de fundadores e sucessores de compreender a complexidade do sistema em que estão envolvidos, a falta de um planejamento sucessório, o medo de abrir mão do poder e a rivalidade entre irmãos. Cita também as divergências, indiferenças entre primos, atrair talentos de


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