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4 de junho de 2007

Notícias – Presidentes da Abief e da Afipol renovam o mandato

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Reconduzidos à presidência de duas das mais importantes entidades representativas das indústrias da terceira geração, os empresários Rogério Mani e Eli Kattan continuarão à frente, respectivamente, da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) e da Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol) por mais um mandato de dois anos.

    Plástico Moderno, Notícias - Presidentes da Abief e da Afipol renovam o mandatoEm cerimônia de posse conjunta, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em abril último, prestigiada pelo veterano Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), os dois empresários deram posse às novas diretorias das entidades e reiteraram compromissos em defesa da maior competitividade nacional e internacional da terceira geração.

    Ao completar 34 anos de fundação, a Afipol reúne hoje 40 empresas associadas e responde por mais de 80% da produção de ráfia transformada em sacarias, contentores flexíveis, telas, cordas, redes de pesca e de proteção e fibras.

    Entre as prioridades para o segundo mandato, o empresário Eli Kattan pretende trabalhar pelo aumento das exportações e pela maior competitividade do setor perante as cotações internacionais. Em 2006, as exportações de sacarias de ráfia cresceram 29% em relação ao ano anterior.

    No mercado interno, Kattan acredita que 2007 representará um ano de retomada de crescimento de negócios no setor agrícola. “O aumento de áreas plantadas deverá contribuir também para o maior consumo de sacarias de ráfia e acreditamos que poderemos crescer 10% em produção e volume de negócios efetivados”, afirmou.

    As perspectivas de crescimento dos negócios em 2007 se baseiam no desempenho das sacarias de ráfia para acondicionar açúcar. “A previsão é de que haja um aumento significativo na safra de cana-de-açúcar, e que novas usinas sejam instaladas no País. Além disso, também estamos prevendo aumento nas vendas para o setor de fertilizantes, diretamente influenciado pelo aumento da safra de grãos”, considerou Kattan.
    Outra missão a ser encampada nesse segundo mandato será a busca por inovações. “A inovação é a grande mola propulsora dos negócios e pretendemos aproximar nosso setor de tecnologias e ferramentas inovadoras que possam gerar oportunidades para a expansão do mercado de fibras poliolefínicas no Brasil”, citando recentes tecnologias de solda, em substituição às costuras convencionais.

    Considerada uma das entidades mais sólidas da indústria do plástico, a Abief hoje reúne 200 empresas em todo o País. Segundo estimativas, esse setor deverá responder, em 2006, por faturamento superior a US$ 3 bilhões. A produção de flexíveis, ao redor de 678 mil toneladas, atende principalmente as indústrias de biscoitos (29,6 mil toneladas), fumo (14,9 mil toneladas), café (14,7 mil toneladas), balas e doces (13,2 mil toneladas), rações (12,5 mil toneladas), higiene pessoal (10,3 mil toneladas), chocolate (8,2 mil toneladas), massas alimentícias (7,9 mil toneladas), carnes processadas (7,6 mil toneladas) e snacks (7 mil toneladas).

    No entender do empresário Rogério Mani, a transformação nacional precisa criar uma agenda positiva comum em defesa de uma política interna mais equânime e sustentável ao desenvolvimento dos negócios. “Precisamos compartilhar com a Abiplast e demais entidades da terceira geração todas as nossas demandas porque não conseguiremos crescer sem inovação e sem uma permanente atualização tecnológica”, considerou.
    “Se não fizermos um esforço conjunto, promovendo a maior integração e o fortalecimento de nossas entidades, todos os nossos investimentos vão se voltar para as exportações porque é preocupante a quantidade de embalagens flexíveis importadas da China, Chile, Argentina e do México, desde filmes stretch até laminados, nos últimos dezoito meses”, ponderou o empresário.

    Outro ponto a atacar, segundo Mani, são as exportações de transformados flexíveis. As indústrias de embalagens flexíveis hoje exportam sacolas plásticas, bobinas de filmes stretch e shrink e flexíveis diferenciados, como bags valvulados, em volume correspondente a cerca de 12% da produção.
    Na opinião do presidente da Abief, contudo, o desempenho das exportações do setor está bem aquém das expectativas setoriais. “Pretendemos que 30% da produção possa ser destinada às exportações”, afirmou. Mas esses percentuais somente deverão ser alcançados com a desoneração das exportações, questão também inclusa entre os pleitos do setor, mas dependente, segundo Mani, da maior integração da terceira geração com toda a cadeia petroquímica.

    Afipol faz manual para big bags

    Com produção estimada de 8,8 milhões de unidades, os contentores flexíveis (Flexible Intermediate Bulk Container – FIBC), também conhecidos como big bags, foram alvo da elaboração de manual de segurança pela Afipol.
    A publicação, coordenada por um dos diretores da Associação, Noritaka Yano, discorre sobre as vantagens do uso desses contentores, considerados sistemas efetivos e econômicos de embalagem e transporte de pós, flocos, grãos, entre outros materiais sólidos e secos. Também ensina como armazenar, empilhar, manusear, encher, suspender, deslocar e esvaziar contentores, adotando-se condutas de segurança.

    Um dos capítulos iniciais faz uma retrospectiva sobre a utilização desses sistemas no mundo.

    O manual também informa quantos e quem são os atuais fabricantes brasileiros de contentores flexíveis, num total de 21 empresas, bem como relaciona os fabricantes de tecidos poliolefínicos de polipropileno para a sua produção.

    Com distribuição gratuita entre os associados, pode ser solicitado por demais interessados diretamente à Afipol: afipol@afipol.com.br

    Empresa inova processo para reciclagem do PET

    A Erema aprofundou o desenvolvimento de seu processo para a reciclagem de flocos de PET pós-consumo e anunciou a habilidade para atender aos limites de viscosidade intrínseca (IV) e requisitos de pureza de todos os fabricantes mundiais de bebidas dos quais tem conhecimento.

    A tecnologia, denominada Vacurema Multi-KT, é derivada do processo modular patenteado Vacurema e permite que flocos de garrafas PET com IV ao redor de 0,76 sejam utilizados na produção de pellets com filtração do fundido e IV próximo ao do observado em material virgem, de 0,82, ou superior. O feito é atingido sem processos químicos ou auxílio da tecnologia convencional de pós-condensação em estado sólido (SSP). Ao mesmo tempo em que garante a elevação do IV, o novo processo também melhora consideravelmente a pureza do fundido filtrado.

    Ao contrário de outros métodos de reciclagem de PET, o processo Vacurema preconiza secagem intensiva e aumento do IV de flocos com paredes finas sob alto vácuo antes do processo de extrusão. Segundo a Erema, essa medida economiza mais de 30% da demanda energética de processos em que a elevação de IV é feita após a extrusão do PET.

     M. Azevedo

    Plastificante recebe aval para alimentos

    A alemã Lanxess comemora a aprovação do FDA (Food and Drug Administration) para o seu plastificante universal éster fenil-alquilsulfônico (marca Mesamol II) para contato com alimentos de base aquosa. O produto é indicado e compatível com polímeros como poliuretano (PU), borracha nitrílica (NBR) e policloreto de vinila (PVC). “Agora podemos oferecer soluções plastificantes para aplicações em especialidades como brinquedos”, declarou Michael Gauss, chefe da unidade de negócio Functional Chemicals.
    De acordo com o fabricante, o produto é particularmente útil para a indústria de processamento de plásticos, pois apresenta característica de gelificação (temperaturas de processamento mais baixas) mais rápida em comparação a plastificantes comuns, o que diminui consideravelmente os tempos de produção e processamento, reduzindo os custos de produção
    .
    Outra vantagem do plastificante fica por conta da excelente resistência à saponificação, o que resulta em prolongamento da vida útil do PVC. Além disso, os filmes de PVC fabricados com esse aditivo apresentam excelentes propriedades de selagem com calor, bem como ótimas características para receber impressão e resistência ao intemperismo.

    O produto pode ser usado em diversas aplicações, entre as quais: brinquedos, luvas, filme para colchão de água, bóias de piscinas, botas de borracha, selantes e compostos moldados para a indústria de construção, entre outros.                                                                        M. A. S. R.

    Novo elastômero atende o segmento de adesivos

    Petroflex, primeira indústria petroquímica do País e maior produtora de borracha sintética da América Latina, anunciou a criação de um novo elastômero desenvolvido para atender às exigências da indústria de adesivos de contato.

    O Novad, como foi chamado, é um polímero de butadieno e estireno obtido por polimerização em emulsão (ESBR). As macromoléculas produzidas por esse tipo de reação possuem grande uso na formulação de adesivos. Os produtos gerados são dependentes da temperatura. Caso a polimerização transcorra a frio (na faixa entre 5ºC e 15ºC), nota-se que a distribuição de massa molar do polímero resultante é mais estreita, e há maior teor do isômero trans. Estes fatos contribuem para melhorar as propriedades mecânicas do elastômero produzido a frio, que tende a ser linear, com boa resistência à tração e alto alongamento.

    O novo produto da Petroflex, entretanto, é produzido em polimerização a quente, entre 45ºC e 65ºC, e como os SBRs desse tipo, possui cadeias com ramificações e reticuladas. Conseqüentemente, sua resistência à tração é moderada, e o alongamento, baixo. A massa molar, em comparação a SBRs produzidos a frio, também é menor, e a polidispersão, ao contrário, cresce. Por esses motivos, o Novad é mais indicado ao uso na indústria de adesivos: a fração de cadeias de baixa massa molar confere boa característica de adesão, enquanto a fração de alta fornece resistência ao cisalhamento e ajuda na coesão.

    A empresa destaca a versatilidade do novo material, que permite melhorar o custo/benefício de formulações de adesivos produzidas com polímeros tradicionais. Com o novo elastômero, é possível controlar o tempo em aberto e a viscosidade do produto final com maior precisão, dada a ótima solubilidade da borracha em diversos tipos de solventes e suas misturas. Além disso, o Novad possui alta compatibilidade com diversos tackfiers (resinas promotoras de adesão) e bom comportamento na incorporação de cargas. Embora possa ser empregado em diversas aplicações e segmentos de mercado, o elastômero é especialmente adequado às atividades de preparação e montagem na indústria calçadista.                M. Azevedo

    Mercado ganha nova opção em embalagem

    A Scholle Packaging anuncia o lançamento da embalagem Jerribox, desenhada para operar em equipamento de envase contínuo de embalagens rígidas. Segundo o fabricante, o produto constitui alternativa funcional a contêineres rígidos, aumentando a eficiência e a qualidade da embalagem e diminuindo o refugo e os custos da cadeia de suprimentos.

    A Jerribox consiste de dois componentes principais: o cartucho e a caixa. Capaz de embalar ampla gama de produtos, impede vazamentos graças a um bocal para fluxo de produto que não provoca gorgolejos. Além disso, a nova embalagem dispõe de maior estabilidade, oferece a possibilidade de impressão, e ajuda a reduzir o impacto ambiental. Também estão disponíveis embalagens com fechamento inviolável. O fechamento das embalagens possui características que evidenciam adulteração. As tampas dispõem de um revestimento interno soldado ao bico por ultra-som para garantir máxima proteção. A nova embalagem também é compatível com tampas bloqueadoras, que se quebram se forem violadas.

    Os tamanhos padrões da Jerribox vão de 10 a 20 litros, porém é possível obter outros tamanhos, sob encomenda, de acordo com as necessidades do cliente.

    Seu uso permite envasar produtos líquidos, pastosos ou pó de diversos mercados, entre os quais químicos, alimentos e bebidas.

    De acordo com o fabricante, a Jerribox foi concebida para ser totalmente intercambiável com o produto para embalagem rígida tradicional na linha de enchimento. Sediada nos Estados Unidos, a Scholle fornece soluções de embalagem para os mercados varejista e industrial.

    O uso da Jerribox, no entanto, requer maquinário próprio, constituído de um elevador de embalagem, uma unidade seladora e um braço robótico pick and insert (o braço apanha a embalagem e a coloca no lugar). A máquina foi desenhada para se integrar facilmente ao equipamento de envase de embalagens rígidas existentes. A empresa oferece três soluções em maquinário: manual, semi-automática e totalmente automática.

     M. A. S. R.

     

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