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3 de julho de 2007

Notícias – Plástico na região do ABC ganha novo fôlego

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    O Arranjo Produtivo Local (APL) do Plástico do Grande ABC paulista, lançado em março, já contabiliza 38 empresas participantes. A presença com estande na Brasilplast, expondo produtos de algumas das integrantes do arranjo, rendeu 4 das 38 adesões. Com isso, o grupo está muito perto de chegar aos 42 participantes, aproximando-se rapidamente da meta de reunir 60 empresas no projeto.

    Os APLs reúnem micro e pequenas empresas instaladas na mesma região. O objetivo é aumentar sua competitividade e o acesso ao mercado, desenvolver uma cultura de colaboração entre as participantes e elevar sua região de atuação ao status de pólo de desenvolvimento da atividade em questão, no caso do APL do Grande ABC, a transformação de plásticos. O comitê gestor do APL do Plástico do Grande ABC é composto pela Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, pelo Sebrae-SP, pela International Finance Corporation (IFC), pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Suzano Petroquímica.

    As empresas que aderirem ao arranjo serão submetidas a diagnósticos de sua situação quanto aos processos produtivos e aos métodos de gestão. Detectadas fraquezas, serão tomadas medidas para reduzi-las e aumentar as vendas das participantes. Uma das ações tomadas pelo APL do Plástico foi a participação na Brasilplast, com a intenção de divulgar o projeto e suas empresas, bem como gerar novos negócios para elas. De acordo com as informações de Joelton Gomes Santos, coordenador do APL do Grande ABC, muitas empresas de injeção da Argentina e Chile estiveram no estande do Anhembi interessadas em comprar produtos transformados brasileiros, pois suas fábricas locais possuem baixa competitividade diante dos produtos brasileiros – uma oportunidade de negócio nos moldes sobre os quais o projeto se propõe a prospectar.

    O coordenador destacou como um dos pontos de maior interesse do arranjo o desenvolvimento da cultura associativa entre as empresas integrantes, que nada mais é que a união de forças para atender clientes que, individualmente, as empresas não seriam capazes. A idéia é que o empresário deixe de ver os concorrentes da região apenas como tal, e passe a vislumbrar as parcerias com esses competidores como uma das possibilidades de crescimento.

    Em 2006, a cadeia produtiva do plástico faturou R$ 37,5 bilhões no Brasil. A região do Grande ABC paulista, composta por sete municípios, contribuiu com 6,3% do total, ou R$ 2,4 bilhões. São mais de 500 empresas, 94% delas micro e pequenas. Segundo Joelton Santos, levantamentos da Abiplast mostram que 14% dos transformadores brasileiros produzem componentes técnicos. No ABC paulista, entretanto, o panorama é diferente: 38% das empresas daquela região produzem componentes técnicos. Esse fato e a presença de empresas das três gerações da cadeia petroquímica reforçam sua aptidão para se tornar um grande pólo de desenvolvimento, transformação e serviços em plásticos.

    Plástico Moderno, Joelton Gomes Santos, coordenador do APL do Grande ABC, Notícias - Plástico na região do ABC ganha novo fôlego

    Santos quer incentivar a associação entre empresas

    Na região do Grande ABC, as aplicações em pet food (alimentação animal) ocupam 1% do mercado, mas crescem a taxas superiores a 20% ao ano. A indústria automobilística, especialidade dos transformadores locais, ocupa 45% do mercado, mas cresce, no máximo, 4% ao ano. “As máquinas e os processos para pet food são quase os mesmos para a indústria automobilística, mas falta o conhecimento de mercado”, explica Santos. Outro exemplo: a indústria de cosméticos cresce 14% ao ano, e há um pólo de cosméticos instalado em Diadema. “Por que não se aproximar desses mercados e crescer junto com eles?”, questiona o coordenador.
    Mesmo nas aplicações de utilidades domésticas, em que há reclamações constantes sobre a invasão chinesa, o transformador local tem algo a oferecer, pois Santos recebeu estrangeiros na Brasilplast, entre eles americanos e europeus, interessados em alguns dos produtos, principalmente do segmento de utilidades domésticas.

    O comitê gestor do APL do Plástico já definiu empresas de consultoria que realizarão diagnósticos de chão de fábrica e de todas as áreas de gestão, exceto marketing.

    Uma proposta adequada para a área de marketing é esperada, e tão logo seja aprovada, serão fechados os pacotes de consultorias e iniciadas as avaliações. Essa etapa de diagnósticos deve durar cerca de três meses, e, após sua conclusão, ocorrerão comparações entre as empresas analisadas, e ações para chegar a soluções para os problemas detectados. O “sonho” do comitê gestor é que em dois ou três anos a região do Grande ABC seja vista como um centro de referência mundial em plásticos. Resta aguardar os resultados.

    Prosseguindo com as ações para ampliar a penetração das empresas do arranjo no mercado, o APL financiará 50% dos custos de uma missão de 20 empresários que visitarão a K, maior feira de negócios da cadeia do plástico, a ser realizada em Düsseldorf, na Alemanha, em outubro.

     

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