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12 de março de 2007

Notícias – Novidades suprem a produção laboratorial

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A Polimate anuncia o lançamento da miniinjetora Haake MiniJet, de sua representada Thermo Electron, especialmente desenhada para permitir o preparo rápido e fácil de corpos-de- prova, com tempo, esforço e consumo de material reduzidos. O equipamento opera com sistema de pistão, assegurando economia de material e é capaz de injetar quantidades mínimas, cerca de 5 g, para a produção de diferentes tipos de corpos-de-prova.

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    Miniextrusora processa quantidades mínimas de resina

    Segundo informa a Polimate, o consumo de material pode ser reduzido drasticamente em comparação com unidades convencionais de injeção.O ganho é possível graças ao volume reduzido do cilindro e transporte quase completo do material ao molde. Injeta com pressão de até 1.200 bar, possibilitando processar materiais de alta viscosidade.

    O equipamento possui desenho vertical, fácil alimentação para pós ou pellets no cilindro e projeto simples para troca de molde. Além disso, assegura uma preparação consistente e reprodutível dos corpos-de-prova graças ao controle microprocessado. É possível controlar e monitorar todos os parâmetros de processamento, tais como: temperatura (cilindro e molde separados), pressão, duração da injeção e pressão pós-injeção.
    Além da miniinjetora, a Polimate também traz para o mercado a nova miniextrusora Haake MiniLab, do mesmo fabricante, destinada a operações com pequenos volumes de amostras (cerca de 7 cc). Segundo o representante brasileiro, o equipamento dispõe de alta tecnologia e é ideal para processar materiais de alto valor agregado, tais como nanocompósitos ou biopolímeros.

    O sistema é baseado em uma extrusora cônica de rosca dupla com canal de retorno integrado. Graças a esse canal e à válvula integrada de bypass, que possibilitam a recirculação do fundido, o tempo de residência pode ser bem definido. O canal de retorno possui integrados dois sensores de pressão que proporcionam a medição simultânea da viscosidade (relativa).

    A miniextrusora oferece dupla opção de operação: co ou contra-rotante. Dispõe, ainda, de tela de cristal líquido para display digital e gráfico e pode ser controlada manualmente ou por software. A empresa disponibiliza dois tipos de alimentadores. Um sistema pneumático acompanha o instrumento como padrão, mas é possível adquirir alimentador forçado como opcional. Para o caso de testes com materiais sensíveis, o fabricante oferece a purga com gás inerte. Também é possível acoplar uma matriz de fita ou redonda para a produção de pequenas fitas.

    Abimaq e Sebrae firmam convênio

    Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e o Sebrae decidiram unir sua atuação nacional de grande capilaridade no segmento industrial e firmaram convênio de cooperação técnica e financeira. Com o acordo, as duas instituições planejam desenvolver uma série de ações voltadas para as micro e pequenas empresas nas duas pontas do setor de bens de capital: a do fabricante e a do usuário. Entre as iniciativas, está a construção de um ambiente virtual compartilhado de acesso restrito a esses públicos, a qualificação de recursos humanos e estratégias geográficas, com base na abrangência nacional da Abimaq e do sistema Sebrae.

    O projeto demandará recursos de R$ 2,77 milhões das duas instituições e prevê duração de dois anos, informou o presidente da Abimaq, Newton de Mello. Na opinião dele, sua execução permitirá um melhor posicionamento das mais de 2.500 empresas de pequeno porte da indústria de máquinas e equipamentos do País, responsáveis por 70% do setor.

    Para o Sebrae, o acordo abrirá portas aos pequenos empreendedores. Entre os benefícios, deve propiciar oficinas tecnológicas hoje promovidas pela Abimaq para arranjos produtivos apoiados pelo Sebrae. “É mais um esforço que fazemos para levar inovação e mais produtividade às micro e pequenas empresas”, comemorou o presidente da instituição, Paulo Okamoto.

    Além de novos conteúdos, o ambiente tecnológico virtual contará com a ampliação do Datamaq, banco de dados da Abimaq que reúne 3.500 empresas e 398 mil equipamentos registrados, que terá seu sistema de busca reforçado, permitindo múltiplos cruzamentos de informações sobre fabricantes, tipos de equipamentos, regiões, segmentos de atuação etc. Além disso, outros 15 subsetores serão adicionados aos 39 atuais (devem ser incluídos cosmética, jóias e bijuterias, couros e calçados e outros).
    O pequeno empreendedor ainda contará com mais opções no serviço da Abimaq “Instalações para Pequenos Negócios”, que identifica as soluções e os equipamentos necessários para a montagem de um pequeno empreendimento. A Associação pretende incluir novos tipos de negócios de grande demanda aos já 289 disponíveis.

    Outra iniciativa da Abimaq vai capacitar os gestores do Sebrae na metodologia de suas Clínicas de Gestão, que auxiliam o industrial em problemas pontuais de processos relativos à modernização. A metodologia consiste no desenvolvimento de treinamentos práticos, que ganharão a capilaridade do Sebrae no País. A intenção é de implantar, de início, três projetos pilotos em regiões selecionadas de acordo com o interesse dos parceiros, entre as nove sedes da Abimaq no País e os Arranjos Produtivos Locais (APLs) do Sebrae. O projeto prevê, ainda, o desenvolvimento de estudos de mercado de quatro segmentos.

    O Sebrae vislumbra potencializar o número de consultas ao setor em 5% no primeiro ano e 8% no segundo. A Abimaq espera conhecer melhor as necessidades das micro e pequenas empresas e direcionar produtos para satisfazê-las, entre outros resultados.                                  M. A. S. R

    EUA produzem poliuretana derivada de óleo de soja

    Na onda do álcool motor e do biodiesel, os Estados Unidos também investem em novas tecnologias baseadas em matérias-primas renováveis.

    Espumas de poliuretana produzidas com polióis derivados de óleo de soja já estão no mercado norte-americano, por iniciativa de ao menos duas empresas locais: Urethane Soy Systems Co. (Volga, Dakota do Sul), produtora do poliol SoyOyl, e Biobased Insulation (Rogers, Arkansas), que, além de empregar poliol de soja, revoluciona ao empregar água para espumar suas resinas de células fechadas. Utilizáveis em proporções entre 5% e 85% da fração poliólica das poliuretanas, os novos insumos oferecem, segundo os fabricantes, polímeros superiores aos obtidos com polióis de origem exclusivamente petrolífera, incluindo superioridade em resistência à água, estabilidade contra termooxidação e isolamento elétrico.

    Óleos de soja, constituídos tipicamente de triglicerídios, contendo ácido esteárico (15%), ácido oléico (25%), ácido linoléico (51%) e ácido linolênico (9%), podem ser convertidos em polióis com índices de hidroxila entre 80 e 100 mg KOH/g por epoxidação ou hidroformilação, gerando resinas com propriedades distintas. Combinados com metileno difenil diisocianato (MDI), polióis obtidos por hidroformilação geram poliuretanas com tempos de geleificação de alguns minutos (ideais para moldagem por injeção RRIM). Polióis produzidos por epoxidação do óleo, por sua vez, originam poliuretanas com tempos de geleificação prolongados, de cerca de uma hora.

    O potencial de mercado para os novos polióis é espantoso. O consumo mundial de polióis é estimado em 5 milhões de t anuais, um terço dos quais empregados nos EUA. Quase 4 milhões de t destes polióis vão para a produção de poliuretanas, sendo estas últimas determinantes para sustentar a taxa de crescimento mundial da demanda de polióis, da ordem de 5% a 8% ao ano.                                                           Michael Nothenberg

    Resina para tanques é certificada pela UL

    O fabricante de resinas termofixas Ara Ashland, de Araçariguama-SP, obteve do órgão internacional Underwriters Laboratories (UL) a certificação para o grade de resina isoftálica de alto peso molecular Aropol*7241T, indicado para a produção de tanques de combustível. A empresa paulista é a primeira representante brasileira do setor de compósitos a receber o aval da renomada entidade. A aprovação se estende também ao compósito – a resina reforçada com fibras de vidro fornecidas pelos dois produtores nacionais do reforço (Owens Corning e Saint-Gobain Vetrotex).

    A resina isoftálica já contava com certificações internacionais para a aplicação em tanques de combustíveis, pois o produto é tradicionalmente processado por clientes americanos, europeus e asiáticos da Ashland.

    As condições de uso da resina no País, porém, são mais rigorosas pela presença de álcool na composição da gasolina. “Por isso, decidimos submeter a Arapol*7241T às exigências da norma NBR 13785 da ABNT-UL 1746”, disse Rodrigo de Oliveira, gerente-comercial da Ara Ashland.
    O compósito elaborado com esse grade atende à fabricação de jaquetas que envolvem os tanques primários de aço de combustível. Além de resistir ao ataque químico provocado pelo combustível que eventualmente vaza do tanque de aço, a jaqueta de compósito deve também resistir à corrosão provocada pelo solo, que pode ser tão intensa quanto o ataque da gasolina ou do álcool armazenado.

    Os testes de corpos-de-prova passaram pelo crivo dos dois maiores fabricantes brasileiros de tanques de combustível e, segundo o fabricante da resina, o material atendeu às exigências dos processos de qualidade comuns nas rotinas de ambos. Entre os testes mais críticos, o compósito entra em contato com elementos altamente corrosivos presentes nos combustíveis, como o tolueno, o metanol e o etanol. “Foi nessa fase dos ensaios que ocorreu a reprovação das resinas dos outros fabricantes nacionais”, afirmou Julian Pascual, da área de vendas para as indústrias química e petroquímica da UL.                                          M. A. S. R.



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