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3 de julho de 2007

Notícias – Nova linha de EPDM suporta até 160°C

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    O grupo DSM, com matriz e linhas de produção em Geleen, na Holanda, e uma segunda planta industrial em Triunfo, no Rio Grande do Sul, anunciou a introdução no mercado de uma nova geração de borracha EPDM (etileno-propileno-dieno) com metalocenos incorporados à estrutura química, por ocasião das IX Jornadas Latino-Americanas de Tecnologia da Borracha, evento realizado em Porto Alegre, de 13 a 15 de junho último.

    Plástico Moderno, Marcos de Oliveira, diretor-comercial da DSM no Brasil, Notícias - Nova linha de EPDM suporta até 160°C

    Oliveira vê revolução nos segmentos de alta temperatura

    O uso da tecnologia metalocênica em catálise de borracha não chega a ser uma novidade. No entanto, o que parece diferenciar o polímero da DSM dos demais é sua alta capacidade de produzir barreira térmica e suportar até 160ºC de temperatura.

    Segundo Herman Dikland, gerente-corporativo da DSM mundial, a tecnologia resultou da compra de patentes da Nova Chemicals, a qual engloba um novo sistema de catálise, denominado Advanced Catalyst Enhanced (ACE), capaz de gerar o monômero VNB, que pode ser adicionado em teores altíssimos durante o processo catálise-polimerização, diminuindo drasticamente a incidência de peróxido na cura da borracha.
    O diretor-comercial da DSM no Brasil, Marcos de Oliveira, aponta os produtos com os quais o novo EPDM poderá interagir, como mangueiras para radiadores automotivos, cabos elétricos de grande isolamento, como os utilizados em plataformas marítimas, e como aditivo de óleo lubrificante na proporção de 1% dissolvido, correias para esteiras mineradoras e automotivas, perfis automotivos, todas as borrachas de porta, mangueiras, correias em V, selos de isolamento entre outros. “A tecnologia atual de cura do EPDM permite resistência térmica de até 145 graus centígrados. Esses 15 graus fazem uma diferença imensa. É uma revolução para segmentos de alta temperatura”, resume Oliveira.

    Outra aplicação está relacionada com as indústrias da construção civil dos Estados Unidos e da Europa. Elas usam EPDM como impermeabilizante de pisos e lajes de concreto em lugar de asfalto. Segundo o executivo da DSM, é um mercado fortíssimo. Somente uma empresa fabricante de manta impermeabilizante norte-americana emprega 40 mil toneladas por ano da borracha em seus produtos. Para se ter idéia do tamanho do negócio, levando-se em conta todas as aplicações, a América do Sul não consome mais do que 50 mil toneladas de EPDM/ano.
    Mais uma vantagem é a economia de peróxido durante a cura, um produto considerado caro dentro da planilha de custos de borrachas. Pelo novo processo estão abertos caminhos para o surgimento de uma blenda EPDM/SBR. A empresa conhece a rota correta para processar o produto, o que dependeria apenas das necessidades ditadas pelo mercado transformador, declara Oliveira. A DSM produz 40 mil toneladas por ano de EPDM na planta gaúcha, sendo que 25 mil correspondem às vendas na América do Sul. A produção do novo polímero ocorrerá na unidade de Geleen.

    A jornada latino-americana da borracha debateu mais de 30 temas relacionados com o desenvolvimento de elastômeros. Os assuntos com mais pontos de interesse estiveram relacionados com o aperfeiçoamento de blendas de borrachas sintéticas e termoplásticas, melhoria de propriedades físico-químicas, ensaios de viscosidade, entre outros. Foram apresentadas experiências realizadas no Brasil, Argentina, Colômbia, Venezuela, Espanha e França, entre as quais se destacaram os estudos de João Cláudio Sanches Pocos, Moisés Werlang e Maria Madalena de Camargo, denominado Modificação de Polipropileno com Elastômeros Termoplásticos à Base de Estireno. Segundo a pesquisa, o PP é um polímero com propriedades mecânicas e térmicas bastante interessantes, com um porém: “Sua resistência ao impacto, particularmente em amostras entalhadas, não é suficiente para que seja considerado um plástico de engenharia.”

    Plástico Moderno, Notícias - Nova linha de EPDM suporta até 160°CBorracha melhora PP – Apre­goam os pesquisadores a possibilidade considerável de melhora das propriedades do PP por meio da presença de uma fase elastomérica dispersa. Uma análise comparativa das diversas formas de reforçar o polipropileno foi realizada e, conforme os estudos, o aprimoramento dessas características pode ocorrer com a colocação da olefínica nos elastômeros na forma de aditivo durante a polimerização, diretamente no reator, ou em fase posterior como mistura na extrusão.
    A pesquisa aponta o copolímero etileno-propileno (EPR), o terpolímero etileno-propileno-dieno (EPDM) e os copolímeros em bloco de estireno como os mais interessantes.

    “A natureza da fase elastomérica, bem como outros fatores como o tamanho das regiões de dispersão, são alguns dos pontos importantes a definir a eficiência da modificação da resistência ao impacto.”

    Ainda de acordo com o estudo, a compatibilização do PP e dos elastômeros em alguns casos é facilitada por enxertia ou por adição de agentes de compatibilização, que funcionam como elementos interfaciais capazes de interações específicas ou reações químicas com os componentes da blenda. A pesquisa mostra alternativas de blendas, tais como o poliestireno-bloco-polibutadieno-bloco-poliestireno (SBS) e o poliestireno-bloco-poli (eteno-co-buteno-1)-bloco-poliestireno (SEBS), os quais apresentam melhor re­­sistência química e tem­peratura de serviço superior à dos elastômeros à base de butadieno usados como modificadores. “Isso torna esses elastômeros promissores no sentido de propiciar às blendas com eles realizadas um campo de aplicação mais amplo do que as blendas de PP com elastômeros convencionais”, resumem os pesquisadores. Segundo eles, as blendas de PP com SBS e SEBS têm sido estudadas desde 1982.


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