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31 de agosto de 2016

Notícias: Nanotecnologia avança nos automóveis

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Simpósio levou público especializado ao auditório do IPT

    Simpósio levou público especializado ao auditório do IPT

    As partículas nanométricas só são visíveis com a ajuda de poderosos microscópios. Imperceptível a sua presença pelos usuários, embora os resultados de sua aplicação influenciem de maneira positiva o desempenho obtido por inúmeros produtos presentes no cotidiano das pessoas. Isso vem acontecendo nos automóveis, nos quais a cada dia são usados mais recursos originados pela pesquisa e desenvolvimento de especialistas com elevado preparo.

    As novidades estão presentes em várias aplicações, entre as quais a substituição de outros materiais por plásticos aparece com destaque. Os veículos também estão se beneficiando com o surgimento de novos materiais metálicos, em sistemas de soldagem, lubrificantes, combustíveis, pneus, sensores para controles de diversos movimentos, novos retardantes de chamas e outras aplicações. A criatividade é o limite.

    Plástico Moderno, Almeida: materiais plásticos são cada vez mais aplicados

    Almeida: materiais plásticos são cada vez mais aplicados

    A presença da nanotecnologia nos carros foi tema de simpósio promovido pela SAE Brasil, entidade voltada para gerar conhecimento voltado para o segmento de mobilidade. O encontro foi realizado em junho no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na capital paulista. No evento, Gustavo Almeida, coordenador de tecnologia da escola Senai Mario Amato, falou sobre como o desenvolvimento de novos materiais plásticos com a ajuda das partículas nano vem sendo utilizado pelas montadoras.

    Almeida lembrou que hoje no Brasil os polímeros correspondem a, em média, de 10% a 15% do peso dos automóveis, ou seja, de 110 a 120 kg por unidade. Nos Estados Unidos, Europa e Japão, esse percentual já está entre 25% e 30%. “Os plásticos estão presentes nas carrocerias, em revestimentos internos, nos motores, em tanques de combustíveis”, exemplificou. Dessa forma, é possível alcançar redução de peso, fundamental em momento de energia cara, maior resistência em caso de colisões, liberdade de estilo e outras vantagens.

    As nanopartículas colaboram com o melhor desempenho das várias resinas utilizadas. O polipropileno, o plástico mais usado no ramo, é um exemplo. Os nanocompósitos de PP são aproveitados em várias partes externas do automóvel, como nos para-choques, por exemplo, pois apresentam excelente resistência química e ao impacto. “Eles permitem a moldagem com design diferenciado e na cor original do veículo sem a necessidade de pintura”.

    Poliamidas e PPE somados a aditivos têm sido cada vez mais utilizados nas confecções de peças laterais, como os para-lamas dianteiros. As formulações de PC + ABS e PC + PET, quando enriquecidas com cargas, permitem a manufatura de peças para interior, como colunas, alojamentos de airbags e outras. Materiais enriquecidos também estão sendo aproveitados nos sistemas de iluminação. “Eles apresentam alto desempenho óptico e permitem aos projetistas a adoção de designs diferenciados, importantes para dar identidade às marcas dos automóveis”. São os casos do PEI (polieterimida), usados na produção de carcaças de faróis, e do PC (policarbonato), no revestimento das lentes.

    Os compósitos também marcam presença a cada dia maior nas unidades de potência. A cada dia, nos motores, são encaixadas peças feitas com materiais como PEEK + fibras. “Eles apresentam grande resistência mecânica e térmica, e permitem 50% de redução da massa em relação ao aço”. Um mercado com grande potencial é o da troca do vidro por policarbonato, 40% mais leve. “A substituição já vem acontecendo nos vidros laterais e traseiros. Nos frontais, o vidro ainda é insubstituível, mas pesquisadores estão investindo para no futuro o plástico conquistar esse nicho de mercado”.


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