Aditivos e Masterbatches

1 de junho de 2014

Notícias: Móveis plásticos ganham PP superior e ecoeficiente

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A Braskem programou um evento para lançar com pompa e circunstância uma evolução da sua resina de polipropileno empregada particularmente na produção de cadeiras plásticas do tipo monobloco (feitas em uma única etapa pelo processo de injeção e sem partes móveis). O encontro, realizado em São Paulo, para apresentar o novo produto aos clientes e à imprensa também contou com palestras de duas parceiras da empresa: a Evonik, que falou sobre aditivos dióxidos de titânio; e a Romi, que discorreu sobre o processo de injeção e a importância da escolha da máquina correta em acordo com a resina a ser utilizada e as especificações do produto final.

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    Agregada à família Maxio, composta por polímeros de ecoeficiência superior, a nova resina, um polipropileno homopolímero denominado KM 6150HC, demandou um ano de pesquisa. O destino para o novo produto são os móveis plásticos de alto padrão, com o objetivo particular de oferecer um material de última geração e capaz de conferir propriedades superlativas às exigências de segurança requeridas pela normatização brasileira na produção das cadeiras do tipo monobloco.

    Segundo explicou o executivo da Braskem, Jefferson Bravo, o desenvolvimento tinha por proposta desenhar um produto com maior rigidez, associada a uma resistência mecânica superior e, ainda, assegurar um índice de fluidez idêntico ao do grade antecessor, e alta repetibilidade. Segundo testemunhou Bravo, foi um trabalho árduo, mas com resultados surpreendentes. A nova resina permite incorporar menor teor de carga, sinônimo de peças mais leves e menores temperaturas de processo, que se traduzem em menos consumo energético e ciclos produtivos mais rápidos – ou seja, maior produtividade e alta repetibilidade.

    Com respeito às propriedades, em relação a sua antecedente (KM 6150), a nova KM 6150HC oferece 25% mais resistência ao impacto (Izod 40 J/m), aumento de 6% na rigidez (módulo de flexão de 1700 MPa) e uma elevação de 14% na temperatura de deflexão térmica (HDT de 122oC). Toda essa melhoria sem redução no índice de fluidez, mantido em 4,0 g/10 min.

    Na produção de cadeiras, os benefícios com o uso da nova resina se refletem em diminuição de até 12% em peso, com ganho de qualidade e desempenho; e redução do tempo de produção, por conta da maior eficiência no processo de injeção. Os testes elaborados pela petroquímica, segundo explicou Bravo, demonstraram que uma cadeira moldada com a nova resina supera em até 50% a altura exigida pelo Inmetro, após 10 quedas. O que possibilita a moldagem de peças dentro das especificações legais e com menos resina. Resultado: cadeiras mais leves, menos consumo energético, mais produtividade.

    Técnico de vendas da Evonik, representante no país da fabricante alemã e grande player global de dióxido de titânio (TiO2) Kronos, Felipe Rocha palestrou sobre as variedades do aditivo e os principais grades destinados à indústria do plástico. Ressaltou que além da pigmentação, o dióxido de titânio atribui ao plástico importantes propriedades físicas e químicas, como resistência aos raios ultravioleta e manutenção das propriedades mecânicas da sua matriz polimérica.

    Os grades específicos para o mercado de plástico, segundo ele, correspondem a um volume entre 30% e 40% da produção e o mais indicado para a aplicação em móveis destinados a uso externo, como as cadeiras, é o Kronos 2225, desenvolvido para uso nas poliolefinas. Entre os grades mais demandados, ele mencionou os 2220 e 2222, para PVC; e 2230 e 2233, para plásticos de engenharia, como policarbonato e blendas. Os mercados de masterbatches e compostos dispõem de um amplo elenco de grades.

    O engenheiro de vendas de máquinas para plástico da Romi, Fábio Muzzi, explicou detalhadamente o processo de injeção, expondo os pontos críticos do processo, a importância de o transformador empregar roscas com desenhos apropriados à resina processada, com uma unidade de injeção configurada de acordo com a aplicação. “Espessura de parede é crítica no cálculo da força de fechamento da injetora; e quanto mais fina, maior a exigência de pressão, portanto, de força de fechamento”, ressaltou.

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    Tubos de pressão – De olho no planejamento e execução das grandes obras de infraestrutura vinculadas ao PAC2 – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, a Braskem desenvolveu, no seu Centro de Tecnologia e Inovação, em Triunfo-RS, uma nova resina de polietileno endereçada ao mercado de tubos e adutoras, empreendimento que absorveu um total de R$ 16 milhões, distribuídos nos ensaios, nas plantas-piloto da empresa e na adequação da planta industrial para o início da produção.

    A petroquímica informa que utilizou um novo sistema em seu processo, que resultou em um polímero com uma performance superior. Como resultado, a fabricante estima uma durabilidade dobrada para as peças moldadas com a nova resina: de 100 anos em tubos de pressão, contra 50 anos da resina utilizada anteriormente.


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