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23 de fevereiro de 2010

Notícias – Montadora se alia à Plastivida em projeto para reciclar Isopor

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos comemora a entrada da Renault do Brasil no rol de parceiros no projeto Repensar, empreendido há alguns anos pela entidade e por um grupo de empresas (produtoras de matérias-primas, de embalagens, de beneficiamento e de transformação) com o objetivo de divulgar a reciclabilidade do poliestireno expandido (EPS) e extrudado (XPS) e seus benefícios. Mais conhecido no Brasil pela marca Isopor (marca hoje pertencente ao grupo francês Knauf-Isopor, que, em 1998, adquiriu o controle do negócio), o material amplamente usado em embalagens industriais e em artigos de consumo, entre outros, ainda constitui um produto estranho aos olhos do consumidor. Todo mundo reconhece uma embalagem de Isopor, mas quase ninguém sabe identificá-lo como plástico, e, muito menos, como material reciclável. O projeto Repensar pretende reverter essa cultura, promovendo a sua coleta e revalorização.

    E a Renault é a mais nova aliada do grupo. O seu parque industrial, localizado em São José dos Pinhais-PR, gera mensalmente cerca de quatro toneladas de Isopor, originado de embalagens que envolvem as autopeças que chegam à fábrica da montadora e que demandavam transporte em 13 caminhões. “O espaço era praticamente inutilizado com as embalagens”, afirma Douglas Vellasques de Castro, da divisão de Engenharia de Materiais América da Renault.

    Como solução, a Plastivida indicou a Santa Luzia, empresa recicladora de poliestireno, localizada em Santa Catarina, que forneceu em comodato à montadora uma máquina de degasagem (processo térmico que retira o ar do polímero e o compacta). Depois de processado, o material serve de insumo para fabricar diversos produtos, entre os quais réguas, esquadros, brinquedos, rodapés e perfis para obra civil, molduras para quadros e solados plásticos para calçados.

    A empreitada permitiu à Renault desocupar espaço na empresa e cortar custos com transporte: atualmente, os resíduos gerados em um mês são transportados em apenas um caminhão à Santa Luzia, que realiza a reciclagem. Grazielle Coutinho, responsável pela gestão de resíduos da Renault do Brasil, considera projetos do gênero muito importantes e ressalta que ao reciclar o Isopor proveniente de seu processo de fabricação, reduz o consumo de matéria-prima virgem, minimiza o impacto ambiental pela disposição de resíduos em aterros, economiza energia elétrica e ainda contribui para a geração de empregos.

    Plástico Moderno, Francisco de Assis Esmeraldo, Presidente da Plastivida, Notícias - Montadora se alia à Plastivida em projeto para reciclar isopor

    Esmeraldo: consumidor precisa saber que o material é plástico

    Sobre o Repensar – Com o objetivo de divulgar que o Isopor é plástico 100% reciclável e promover a sua revalorização, a Plastivida lançou, em 2006, o Projeto Repensar, que reúne fabricantes de matéria-prima, as indústrias transformadoras e as empresas recicladoras. Hoje o Repensar tem a parceria de grandes redes de todo o Brasil, como Carrefour, Pão de Açúcar, Extra, Wal-Mart, Magazine Luiza, Casas Bahia, Laboratórios Roche, entre outros.

    Em 2007, o Projeto Repensar destinou para reciclagem 32 toneladas de poliestireno, volume elevado para 112 toneladas em 2008. A entrada de novas empresas no Projeto deve expandir esse número em 2009. O presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, estima que a coleta e reciclagem do Projeto Repensar fique entre 165 e 170 toneladas de Isopor.

    Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o mercado brasileiro produziu, em 2008, cerca de 62,9 mil toneladas de EPS e da ordem de 20 mil toneladas de XPS: um total estimado em 82,9 mil toneladas de matéria-prima. Desse volume, há estimativas de que entre 6,8 e 7,2 mil toneladas voltaram para o processo produtivo com destino à reciclagem. “Para que esse número aumente, é importante que as pessoas saibam que o Isopor é plástico, é 100% reciclável e que tem destino certo no mercado de reciclagem brasileiro”,  completa Esmeraldo.

     

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