Plástico

3 de maio de 2011

Notícias – Mercado varejista de resinas prevê crescimento de 4,2%

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A perspectiva deste ano para as empresas responsáveis pela distribuição de resinas é otimista. A estimativa é de que o volume de vendas do setor cresça 4,2%, chegando a 531 mil toneladas. A venda das resinas de polietileno e de polipropileno deve crescer no mesmo ritmo e alcançar a casa das 448 mil toneladas (84,3% do total). O poliestireno pode crescer 1,9%, chegando à casa das 44 mil toneladas (8,3%). O PVC deve ter avanço considerável, na casa de 13,5%. As vendas da matéria-prima, no entanto, são pouco significativas e devem ficar na casa de quatro mil toneladas no ano (0,8%). As especialidades devem crescer 6,8%, com as vendas chegando a 35 mil toneladas (6,6%).

    Quando o assunto é faturamento, a expectativa é ainda melhor. Espera-se em 2011 uma arrecadação de R$ 2,8 bilhões, valor 15,8% superior à de 2010. “O fato se explica pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional”, revela Solange Stumpf, coordenadora de um estudo executado pela MaxiQuim Assessoria de Mercado sob a encomenda da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast).

    “Após a crise de 2009, esperamos a recuperação do setor”, avalia Laercio Gonçalves, presidente da Adirplast. O ano passado já havia sido positivo. O setor fechou 2010 com vendas de 509 mil toneladas, com crescimento de 8,4% em relação a 2009, quando foram comercializadas 467 mil toneladas. No período, as vendas de polietileno corresponderam a 56,3% do volume total, contra 56,3% verificados em 2009. As de polipropileno saltaram de 25,6% em 2009 para 28,2% no ano passado. Ainda comparando os resultados do biênio 2009/10, as vendas de especialidades cresceram em volume de 5,3% para 6,3% e as de poliestireno e de PVC se mantiveram estáveis, nas casas de 8,5% e 0,7%, respectivamente.

    O faturamento bruto do setor em 2010 ficou na casa dos R$ 2,46 bilhões, 10% superior ao de 2009. Em valor, as vendas do polietileno se mantiveram estáveis, chegaram a 57,9% do total do faturamento. As de polipropileno representaram 26%, contra 27,1% em 2009. As especialidades subiram de 5,4% em 2009 para 8,3% no ano passado. Os negócios com poliestireno e PVC se mantiveram estáveis, nas casas de 7,2% e 0,6% respectivamente.

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    Uma tendência do mercado ganhou força no ano passado. O mercado aquecido e o dólar fraco incentivaram as importações e os distribuidores viram aumentar a participação dos produtos estrangeiros em seus negócios. Em 2010, a venda de importados chegou a 17,5% do volume total negociado pelas empresas do ramo, contra 6,8% em 2009 e 2,2% em 2008. As especialidades corresponderam a 30,7% do volume dos importados, seguidas pelo polipropileno (23,2%), polietileno (16%) e PVC (11,8%).

    Entre as regiões, a Sudeste lidera as vendas com 320 mil toneladas, 63% do volume total comercializado, contra 65% verificados em 2009. Em seguida vem a Sul, com 137 mil toneladas, 27% do total. No ano anterior, o Sul havia consumido 117 mil toneladas, 25% das vendas. Em torno de 52% do total do volume comercializado é destinado ao segmento de embalagens. O processo de transformação mais usado pelos compradores é o de extrusão (44% do volume), seguido pelo de injeção (36%) e sopro (14%). O número de funcionários do setor caiu de 1,2 mil em 2009 para 1,1 mil em 2010.

    Plástico Moderno, Notícias - Mercado varejista de resinas prevê crescimento de 4,2%

    Plástico Moderno, Notícias - Mercado varejista de resinas prevê crescimento de 4,2%O consumo aparente de resinas plásticas no Brasil foi de 5,6 milhões de toneladas em 2010, valor 19% superior ao de 2009, que havia ficado na casa dos 4,7 milhões de toneladas. A fatia dos distribuidores nesse volume ficou em 11,3% no ano passado, contra 12,2% em 2009. Em 2010, foram comercializados 70,6% do volume de maneira direta com os fabricantes. Outros 18,1% foram importados diretamente do exterior, sem a participação dos distribuidores nacionais. Em 2009, as vendas diretas dos fabricantes haviam ficado em 71% e as importações diretas em 16,8%.

    Gás de xisto – Os problemas políticos do Oriente Médio influíram no aumento significativo do valor do petróleo no início de 2011, com reflexos nos preços das resinas plásticas. O preço do barril chegou a bater na casa dos US$ 120,00 e depois arrefeceu um pouco. “Em médio ou longo prazo, o perfil do mercado de resinas deve sofrer uma transformação”, avalia Solange. A consultora se refere à descoberta de extensas reservas de gás de xisto no território norte-americano.

    “Nos próximos anos, o Oriente Médio ainda será o principal exportador de matéria-prima para a fabricação de resinas, mas a descoberta deve valorizar a presença dos Estados Unidos nesse mercado dentro de alguns anos. Estão previstos muitos investimentos nessa tecnologia”, acredita.



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