Aditivos e Masterbatches

12 de fevereiro de 2012

Notícias – Mercado italiano aposta em Masterbatches verdes

Mais artigos por »
Publicado por: Anelise Sanches de Roma
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Não é de hoje que a Itália ocupa uma posição de destaque no mercado mundial da chamada “química verde”, estimulando a expansão de uma cultura industrial particularmente sensível à preservação do meio ambiente. Em 2007, por exemplo, Catia Bastioli recebeu o título de “Inventor Europeu do Ano” graças à criação do Mater-bi, um tipo de bioplástico totalmente biodegradável produzido com amido de milho, trigo e batata.

    Mais recentemente, a empresa italiana Bio-on consagrou-se como uma das grandes revelações de 2011. Minerv, um dos seus principais produtos, é um polihidroxialcanoato (PHA) obtido por meio da fermentação bacteriana do açúcar e capaz de biodegradar-se na água em menos de 40 dias.

    O crescente incentivo das instituições europeias à sustentabilidade econômica e ambiental alavanca o desenvolvimento

    Plástico, Notícias - Mercado italiano aposta em Masterbatches verdes

    Catia (esq.) e Ferrari: apoio à inovação tecnológica

    de bioplásticos obtidos de matérias-primas renováveis. O que antes era um incipiente nicho de mercado, baseado em dispersos projetos piloto, hoje é considerado por muitos especialistas como um negócio cada vez mais maduro e pronto para superar aquele das resinas convencionais.

    Graças a uma maior capacitação tecnológica e um sistema integrado vertical ou alianças com o setor agrícola, o segmento da “química verde” é sempre mais competitivo e a ideia de transformar a cadeia de produção dos plásticos em uma realidade sustentável já é considerada algo tangível.

    Vilões ou amigos? – Atualmente, a variedade de materiais desenhados com uma matriz polimérica compostável e biodegradável é significativa. O desenvolvimento de biopolímeros – sobretudo aqueles realizados com um carboidrato derivado de plantios comerciais de larga escala – é uma realidade consolidada, mas o grande entrave do setor produtivo que privilegia o uso exclusivo de polímeros naturais são os aditivos convencionais. Um novo composto polimérico desenvolvido com matéria-prima renovável pode perder grande parte de seu valor agregado se o mesmo conter concentrados de colorantes e aditivos tradicionais ou a mistura de ambos.

    Em geral, os principais “inimigos” da manufatura de materiais plásticos ecologicamente mais amigáveis são aditivos como pigmentos e corantes, compostos tensoativos para estabilizar polímeros em emulsão, lubrificantes para reduzir a fricção e facilitar a sua manuseabilidade, plastificantes para aumentar a sua flexibilidade, além de estabilizantes, agentes antiestáticos, nucleantes e modificadores de impacto, entre outros.

    Nos últimos anos, no entanto, cresce a demanda por produtos ecologicamente corretos e por esse motivo algumas empresas de masterbatches começaram a apostar na busca de soluções inovadoras, oferecendo aos transformadores concentrados de cores e aditivos que respeitem o critério de sustentabilidade.

    Internacionalmente, por exemplo, com as linhas Renol-compostable e Cesa-compostable, a renomada indústria Clariant foi uma das pioneiras, em 2010, no lançamento de concentrados de cores e aditivos compostáveis para aplicações nos biopolímeros.

    Outra multinacional que investiu no setor foi a norte-americana PolyOne, empresa que colocou no mercado o On Color Bio e o OnCap, ambos produtos que respeitam os rigorosos critérios de compostabilidade de normativas como EN 13432 (União Europeia), ASTM D6400 (EUA), BPS Greenpla (Japão) e DIN Certco (Alemanha).

    A Behn Meyer Polymers Manufacturing também desenvolveu um masterbatch ecológico chamado Eco-Degradant PD04 para aplicações em filmes de poliolefinas para embalagens, enquanto no Brasil o número de exemplos de empresas que investem em concentrados de cores e aditivos biodegradáveis também começa a crescer.

    O futuro – Os masterbatches são onipresentes em todos os processos da indústria de plásticos e, de acordo com as previsões da consultoria Global Industries Analysts Inc. (GIA), esse mercado movimentará cerca de US$ 8,25 bilhões até 2017. Segundo o documento intitulado “Masterbatch: A Global Strategic Business Report”, o futuro crescimento do setor dependerá, em grande parte, de economias em desenvolvimento como aquelas das regiões da Ásia-Pacífico, América Latina, Europa Oriental e do leste africano.

    De acordo com os analistas da GIA, com o aumento de investimentos estrangeiros e a multiplicação de novas plantas industriais em nações como a China e a Índia, o continente asiático deverá representar um arranque prometedor para o segmento de masterbatches.

    O mesmo estudo também revela que as táticas de fusões e aquisições de pequenas e médias empresas por parte de grandes conglomerados não evitaram a baixa demanda mundial por masterbatches nos últimos anos.

    Obviamente, a estabilidade do setor depende diretamente da saúde financeira de utilizadores finais como as indústrias automotiva, de construção, embalagens, utensílios domésticos e as indústrias eletroeletrônicas – segmentos que enfrentaram dificuldades no último biênio.

    Problemas estruturais nos sistemas financeiros de diversos


    Página 1 de 3123

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *