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13 de maio de 2008

Notícias – Mercado de PU ganha filial do grupo Cannon

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Quando decidiu vender a Sandretto para o conglomerado americano Taylor’s, em 2005, o grupo Cannon restringiu sua atividade no mercado brasileiro à representação. Com forte presença no país – a empresa opera mais de 150 máquinas no território nacional –, o renomado fabricante de injetoras e linhas completas para poliuretano decidiu fincar raízes e criou a empresa Cannon do Brasil Representações Ltda., responsável pelo atendimento a todos os países da América do Sul. Oficialmente constituída em janeiro deste ano, está sob a batuta de Guido Pelizzari (ex-diretor-geral da Sandretto do Brasil e ex-presidente da Câmara Setorial de Máquinas para Plásticos da Abimaq), convidado à direção-geral.

    Nas estimativas de Pelizzari, o mercado brasileiro de poliuretano cresce a taxas da ordem de 3% a 5% acima do PIB. A formalização da nova empresa no país tem por objetivo aprimorar o atendimento aos clientes, oferecer assistência técnica aos equipamentos já instalados e ampliar o mercado. “O poliuretano exige assistência técnica comercial bastante forte. É um segmento muito técnico e específico”, pondera o diretor-geral. Um de seus técnicos trabalhou oito anos na Cannon italiana.

    Plástico Moderno, Guido Pelizzari, ex-diretor-geral da Sandretto do Brasil e ex-presidente da Câmara Setorial de Máquinas para Plásticos da Abimaq, Notícias - Mercado de PU ganha filial do grupo Cannon

    Meta ambiciosa de Pelizzari é triplicar o valor das vendas

    Toda a família de equipamentos do grupo italiano – que atende a todos os segmentos de atuação de injeção em poliuretano, à exceção do setor de solados para calçados – estará à disposição do mercado brasileiro. “A Cannon é líder mundial em vendas de máquinas para injeção de poliuretano, operando praticamente no mundo todo”, declara Pelizzari.

    A empresa tem seu principal foco voltado para os segmentos de tecnologia mais apurada, os usuários de máquinas de alta pressão. “A precisão desses equipamentos é muito superior”, ressalta o diretor. Tal tecnologia apresenta, também, maior apelo ecológico, pois dispõe de um cabeçote especial autolimpante, dispensando o uso de solventes. As máquinas de baixa pressão, ao contrário, exigem limpeza a cada ciclo de injeção. As tecnologias atendem a produções contínuas e descontínuas.

    A área de refrigeração constitui a maior fatia de mercado da Cannon (60% dos equipamentos em operação no segmento são da marca), que também registra boa presença nos setores de refrigeração (industrial e residencial); automotivo, em aplicações como assentos, revestimento de volantes, isolação térmica e acústica, entre outras; e moveleiro.

    Plástico Moderno, Notícias - Mercado de PU ganha filial do grupo Cannon

    Equipamento de alta pressão confere maior precisão à peça

    Entre os mercados potenciais, Pelizzari aponta os painéis de isolação térmica, usados na construção civil e em câmaras frigoríficas, que têm registrado crescimento acentuado no país. A microinjeção de poliuretano aplicada de forma contínua (gasketing technology) também demonstra desempenho interessante, na opinião dele. A tecnologia engloba guarnições de autopeças, peças de motores automotivos, além de quadros e armários elétricos, só para mencionar alguns exemplos.

    Na avaliação do diretor-geral, o mercado brasileiro atravessa um momento de evolução importante ao constatar o transformador preocupado em elevar a produtividade e melhorar a qualidade de seus produtos, além da busca por novos desenvolvimentos. Entre estes últimos, menciona os travesseiros de espumas viscoelásticas, que exigem uma tecnologia diferenciada.

    Os planos de vendas da empresa para o mercado nacional neste ano envolvem cifras da ordem de 1,5 milhão de euros, meta que considera apenas os equipamentos convencionais. No ano passado, as operações via representante renderam negócios próximos de 500 mil euros. “Nossa intenção é triplicar esse valor.” No mínimo, já que os projetos especiais contam à parte.

    Seminário mapeia as embalagens chinesas

    Em seminário promovido pela Bloco de Comunicação, Fernanda Cavallieri, da Ciba Expert Services, traçou um panorama do mercado de flexíveis na China. Estudo realizado pela Pira International revelou alguns pormenores da concorrência chinesa. Em 2005, a produção do setor era de 3 milhões de t/ano; e até 2010, deverá alcançar 5,7 milhões de t/ano. A projeção se baseia na taxa anual de crescimento dos flexíveis nesse país, prospectado na média em 11%.

    Assim como ocorre no Brasil, a indústria de alimentos e bebidas responde pela maior parte do consumo de flexíveis –– mais de 70% –– e, segundo Fernanda, deverá continuar na liderança. Uma curiosidade se refere aos setores de embalagens para pet food e para microondas. Essas duas áreas praticamente inexistem na China. Leia-se: representam duas grandes oportunidades de mercado aos transformadores. Um segmento com potencial se refere à produção de polietileno (PE). A maioria dos filmes flexíveis é de PE e a expectativa é de que em 2010 responda por 60% dos filmes de monocamada e multicamada, apesar de a China hoje não ser auto-suficiente nessa resina. A poliamida (PA/BOPA) é o material cujo consumo mais avança. Ao ano, a demanda aumenta cerca de 15% e deve manter esse ritmo, sobretudo porque reina em embalagens farmacêuticas, de carnes processadas e queijo. O copolímero de etileno e álcool vinílico (EVOH) também estimula investimentos. Em 2005, o consumo foi de 9 mil t e para 2010 espera-se que seja de 16 mil t. Ela aponta ainda outra tendência de consumo: incrementos na demanda de adesivos de selagem a quente.

    As embalagens com barreira têm espaço garantido na China. Para se ter uma idéia, o segmento de snacks é um dos principais usuários dos filmes flexíveis. Em 2005, consumiu cerca de 150 milhões de toneladas do produto. A expectativa é de que esse volume suba para 280 milhões de toneladas, em 2010. “É um tipo de embalagem sofisticada”, observa Fernanda. Outra área que ratifica essa característica é a de fármacos. Daqui a dois anos, esse ramo deverá consumir 111 milhões de toneladas de filme.

    Os convertedores chineses não têm tido motivos para reclamar. A maior empresa, selecionada pelo levantamento, a Guangdong Huizhou Alcan Packaging Propack Group, do grupo Alcan, cresceu em média 30%, entre 2001 e 2005. No mesmo período, outra gigante chinesa, a Anhui Huangshan Novel, aumentou suas vendas em 25%. As cinco maiores do setor apresentaram taxas anuais de crescimento sempre na casa dos dois dígitos.

    Também no seminário, o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho, fez uma análise do setor de transformação de plásticos no país. O executivo havia participado da reunião de lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo do governo, cuja proposta é de tentar aumentar os investimentos da indústria realizada na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Ele comentou, com entusiasmo, o fato de pela primeira vez o mercado do plástico ter sido inserido no programa governamental. “Vamos trazer para o jogo a pequena e a média empresa, vamos aumentar o número de indústrias que exportam”, afirma.

    Para Roriz Coelho, há um ponto crucial contra o mercado do plástico. As referências dos preços de matérias-primas para as petroquímicas brasileiras estão nos Estados Unidos e na Europa, duas regiões que para ele são pouco competitivas. Para o presidente da Vitopel, há também outra problemática: a transformação fica pressionada na cadeia produtiva, pois existe um déficit da balança comercial. No ano passado, as importações dos artefatos plásticos foram de 1,9 milhão de dólares contra cerca de 1,3 milhão de dólares das exportações. Ele reclamou ainda que as resinas brasileiras estão entre as mais caras do mundo. “Os aumentos de preço da nafta são repassados aos preços das resinas”, aponta.

    R. B. P.

    Nova fábrica em Paulínia expande a oferta de PP

    A Braskem inaugurou, em 25 de abril, sua nova fábrica de 350 mil toneladas de polipropileno, em Paulínia-SP, concluída em prazo recorde – pouco mais de um ano. O empreendimento, que emprega a tecnologia Spheripol, absorveu recursos da ordem de R$ 700 milhões e eleva a capacidade instalada da empresa para quase 1,2 milhão de toneladas da resina.

    A Petroquímica Paulínia S.A. foi concebida originalmente como uma joint venture, constituída por 60% Braskem e 40% Petrobras, mas, pelo acordo de investimentos firmado entre essas empresas, em novembro do ano passado, a produtora da segunda geração petroquímica assumiu o controle da unidade, com 100% do capital. A Petrobras, porém, passou a deter 25% do capital da Braskem.

    A unidade foi projetada para empregar propeno, insumo básico para a produção de polipropileno, proveniente de gás de refinaria, fornecido pela Petrobras, via Replan, em Paulínia; e Revap, em São José dos Campos. Para suprir as necessidades de propeno da nova fábrica, a Petrobras está investindo US$ 450 milhões em ambas refinarias.

    M. A. S. R.

    Inovações em blendas para o setor automotivo

    A Sabic Innovative Plastics anuncia o lançamento de um portfólio de materiais para revestimentos cromados, destinados, em especial, à indústria automobilística. Os novos produtos englobam blendas de policarbonato com o terpolímero acrilonitrila-butadieno-estireno (PC/ABS), otimizadas por especialistas da empresa para processos de injeção e revestimento de cromo.

    O uso de termoplásticos como su­bstitutos dos metais oferece uma relação custo-benefício vantajosa, pois evita operações de usinagem e polimento, entre outras exigências. O plástico metalizado também confere maior flexibilidade ao projeto e leveza às autopeças.

    Os polímeros ofertados pela Sabic apresentam estresse extremamente baixo e possibilitam melhor adesão ao revestimento metálico, o que facilita às montadoras a incorporação de detalhes cromados brilhantes em seus projetos. De acordo com a empresa, os grades otimizados oferecem maior facilidade de moldagem em relação às resinas similares também resistentes ao calor. Ademais, possuem um modificador de impacto especial, que garante uma adesão consistente da camada de cromo, e são formulados para baixas tensões, assegurando um revestimento uniforme.

    As blendas destinam-se a aplicações com revestimentos cromados, tais como acabamentos exteriores e interiores, estribos, capas de volantes, alças de segurança de teto e armações de espelhos, maçanetas de portas e outros itens decorativos que requeiram rigidez e resistência ao impacto.

    M. A. S. R.

     

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