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17 de maio de 2009

Notícias – Joinville reforça o seu mercado ferramenteiro

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Os três principais centros do país para projetos e produção de moldes, matrizes e ferramentas direcionadas à indústria de transformação de termoplásticos são a região do ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema), no estado de São Paulo, o nordeste de Santa Catarina e a região serrana do Rio Grande do Sul, nessa ordem. São Paulo reúne mil empresas e oito mil trabalhadores. Em Santa Catarina, são 450 razões sociais e três mil e seiscentos trabalhadores. O Rio Grande do Sul engloba 380 companhias e três mil trabalhadores.

    O faturamento mundial da indústria de moldes e matrizes gira em torno de US$ 25 bilhões/ano. Os Estados Unidos são o maior fornecedor mundial de moldes com faturamento superior a US$ 5 bilhões/ano, seguidos por Alemanha e Japão. Entretanto, nos últimos anos há uma forte concorrência crescente de países como França, Itália, Península Ibérica e principalmente dos Tigres Asiáticos (China, Coréia, Taiwan e Cingapura).

    Plástico Moderno, Carina Casanova, consultora da Associação Comercial e Industrial de Joinville (ACIJ) e responsável pela organização das atividades do núcleo, Notícias - Joinville reforça o seu mercado ferramenteiro

    Carina: meta do núcleo é melhorar o desempenho de seus associados

    A indústria de transformação no eixo Joinville–Caxias do Sul continua mais produtiva do que nunca. O parque de ferramentas, moldes e matrizes sempre foi um ponto forte nessas localidades. Os empresários do sul conhecem bem o mercado no qual atuam. Qualificam as peças como produtos de alto valor agregado, contam com mão-de-obra especializada com elevado nível de automação, os quais exigem equipamentos de padrão tecnológico de ponta. Em Joinville, os empreendedores se deram conta há mais tempo sobre a necessidade de se organizarem para defender seus interesses e melhorar cada vez mais os padrões dos produtos e serviços. Eles criaram há alguns anos o Núcleo Setorial de Usinagem e Ferramentaria da Câmara de Indústria e Comércio de Joinville (CIC), com foco na modernização dos serviços, ampliação do acesso a mercados, melhoria da gestão e consequentemente o aumento da lucratividade.

    Desta forma é feito o acompanhamento de viabilidade do Núcleo. “Acreditamos que o objetivo de qualquer núcleo setorial é o aumento da competitividade das empresas participantes. Se isso ocorre, o núcleo está cumprindo sua missão”, sublinha a consultora da Associação Comercial e Industrial de Joinville (ACIJ) e responsável pela organização das atividades do núcleo, Carina Casanova. A precisão do diagnóstico também levou o Núcleo a estabelecer com precisão seus objetivos e as estratégias para alcançá-los.

    Segundo Christian Dihlmann, diretor da BR Tooling, o objetivo principal do núcleo é promover o desenvolvimento sustentável das empresas integrantes do Núcleo Setorial de Usinagem e Ferramentaria, traduzido no aumento da lucratividade, com foco na modernização dos serviços, ampliação do acesso a mercados, à tecnologia e melhoria na gestão.

    Ele foi presidente do núcleo de Joinville e fundador da entidade. Ele continua a se colocar como grande entusiasta da iniciativa. Para Dihlmann, os ferramenteiros são gente de chão de fábrica, excelentes técnicos e “péssimos planejadores”, principalmente na área de formação de custos e preços. Ele acredita que com as iniciativas do núcleo, os empresários de matrizarias começam a ingressar no primeiro mundo da gestão empresarial, e sonha em criar uma cooperativa para testes de moldes.

    A ideia é, futuramente, reunir 80 ferramentarias para comprar injetoras, desumidificadores, secadores, pontes rolantes, aquecedor, sistema de refrigeração, sistemas de troca rápida, sistemas de câmara quente e controladores de temperatura como forma de criar uma padronização única de testes num ambiente coletivo para acelerar o tempo de testes dos moldes.

    Com relação às ações do núcleo, Dihlmann afirma que os números falam por si. O levantamento, feito com dez empresas, compara a situação das mesmas no início de 2007 e sua evolução, com uma segunda etapa realizada no primeiro trimestre de 2008. Os números falam por si: o faturamento cresceu 30,6%; e o número de horas trabalhadas aumentou 21,9%.

    Plástico Moderno, Notícias - Joinville reforça o seu mercado ferramenteiro

    Dihimann propõe a criação de normas técnicas no setor

    O quadro de funcionários foi ampliado em 20,7%, os investimentos realizados subiram 28,9%, o custo da mão-de-obra em relação ao número de horas trabalhadas caiu 10,5%, o custo/hora de referência do setor aumentou 30,6%, e a produtividade, de modo geral, expandiu 5,1%.

    Dihlmann explica que a indústria automotiva é a menina dos olhos das indústrias de moldes, ferramentas e matrizes. Um automóvel demanda 400 moldes de injeção e 50 ferramentas de estamparia. Cada novo modelo de carro exige a produção de 120 moldes por conta das alterações de design de para-choques, frisos e protetores, grades frontais, lanternas (dianteiras e traseiras), espelhos retrovisores, painéis de instrumentos, lateral interna da porta, dutos de ar e ventiladores, tampas e coberturas técnicas, entre outros componentes.

    O empresário acrescenta que a demanda por clientes de moldes no Brasil ainda é reprimida, pois o país importa muitos itens que poderiam ser produzidos dentro do parque nacional sem qualquer problema. Para modificar esse quadro, ele quer alterar a legislação. Uma das propostas é criar normas do tipo ABNT para definir exatamente o que seja molde, matriz e ferramenta. Outra proposta é delimitar parâmetros de qualidade, tipos de aço e demais especificidades. Segundo ele, 40% dos moldes e ferramentas ainda vêm da China.

    O núcleo promoveu uma série de iniciativas no sentido de aperfeiçoar a qualidade dos moldes de Joinville. Carina Casanova, consultora da CIC, enumera uma lista de ações realizadas nos últimos anos a fim de tornar mais eficiente o segmento de moldes e matrizes. Faz parte do conjunto de medidas, a realização de palestras sobre orçamento e gestão financeira.


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