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15 de abril de 2008

Notícias – Itália e Brasil reforçam os laços comerciais

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Coordenada pelo Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE) e pela Associação Italiana dos Fabricantes de Máquinas e Moldes para Plásticos e Borrachas (Assocomaplast), uma comitiva brasileira da indústria de máquinas para plástico seguiu para a Itália, no final de fevereiro, e participou de encontros e seminários técnicos, em Roma e Milão, com o objetivo de estreitar as relações comerciais na área de máquinas e equipamentos dos dois países.

    Plástico Moderno, Notícias - Itália e Brasil reforçam os laços comerciais

    Simone e Pelizzon preparam o terreno para futuras parcerias

    Trata-se de um programa desenvolvido pelo ICE, denominado Made in Italy – Maquinário para a Indústria do Plástico e da Borracha, destinado a aproximar e auxiliar na realização de negócios entre as empresas italianas e brasileiras, no médio e longo prazo. Também é intenção desse projeto dar maior visibilidade ao potencial dos fabricantes de plástico de ambos os países. O programa, iniciado em 2006, deveria terminar no final deste ano, mas deve ser prorrogado até a próxima Brasilplast, agendada para a semana de 4 a 8 de maio de 2009, de acordo com informações do consultor do ICE, Emilio A. Pelizzon. O financiamento global disponibilizado pelo governo italiano soma dois milhões de euros, distribuídos em iniciativas multissetoriais, com o objetivo de intensificar as relações bilaterais. Segundo Pelizzon, a fatia destinada à indústria do plástico corresponde a 300 mil euros – já alocados até o final do projeto.

    O programa Made in Italy relativo ao setorial de plástico ganhou corpo na última Brasilplast, realizada no ano passado, com a participação de uma comitiva de 35 empresas italianas. O sucesso do evento decidiu o destino da verba para o setor de plástico. O projeto ganhou maior impulso com a adesão da Assocomaplast e decolou na megafeira alemã, a K, realizada no final do ano passado, quando representantes do setorial de máquinas para plástico brasileiro aderiram ao projeto.

    A proposta do ICE vai além de realizar rodadas de negócios e missões. A equipe prospecta possíveis parcerias e mercados, além de preparar o terreno para empresas de ambos os países. “Nossa intenção é que, quando se encontrarem, as empresas tenham um conhecimento prévio uma da outra, facilitando as negociações”, informou Pelizzon.

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    Em paralelo, a Assocomaplast seleciona empresas italianas com o perfil do projeto. “As empresas visitadas foram as que estavam mais abertas, próximas do programa, mas não implica que sejam essas empresas que façam parcerias”, frisou o consultor. De qualquer modo, a ida do grupo à Itália concretizou o acordo de cooperação entre a Abimaq e a Assocomaplast e representou um passo importante previsto no projeto do ICE. “Se confirmou o interesse em formar parcerias.”

    Na Itália – A delegação brasileira que voou para Roma e Milão em caráter exploratório contou com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e da Trevisan. Entre as empresas que demonstraram forte interesse pelo projeto, o Instituto menciona a Carnevalli, a Rulli e a Maqplas.

    Além de visitar sete empresas italianas fabricantes de máquinas para o setor, o grupo compareceu também ao Centro Europeu de Desenvolvimento e Aplicações do Plástico (Cesap), mantido pela Assocomaplast. “A solicitação de ida ao centro partiu da Abimaq, que demonstrou interesse em conhecer novas tecnologias de moldagem”, explicou Simone Maria Sanzovo Fiorelli, do grupo do ICE. Segundo ela, chamou a atenção dos brasileiros o fato de um instituto de pesquisa ser provido pela Assocomaplast.

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    A tecnologia que despertou o interesse da comitiva brasileira foi a moldagem de pós por injeção, internacionalmente conhecida como Powder Injection Molding (PIM) e divide-se em Ceramic Injection Molding (CIM), e Metal Injection Molding (MIM), envolvendo moldagem e injeção de cerâmica e metal. Trata-se de uma moldagem por injeção mista, feita de metal e plástico e cerâmica e plástico. O processo envolve, basicamente, quatro etapas: a mistura do pó com um sistema aglutinante formando uma carga injetável; a moldagem dessa carga em uma matriz com a geometria desejada da peça em uma injetora; a extração do sistema aglutinante (etapa conhecida como debinding) por meio da imersão da peça em solventes ou via térmica; e o tratamento térmico, chamado de sinterização, com a densificação e obtenção das propriedades finais da peça, como dureza e resistência mecânica.

    Ao final da missão, os representantes da Abimaq se reuniram no ICE Milão para conhecer as atividades da Financeira de Desenvolvimento e Promoção das Empresas Italianas no Exterior (Simest) e o Sace, grupo protagonista na gestão de crédito na Itália – entidades que atuam fortemente no mercado financeiro em favor da internacionalização das empresas italianas. Na opinião de Simone, a fabricação de componentes e acessórios para máquinas é muito forte e competitiva na Itália. Para ela, constitui um suporte para a fabricação de máquinas, segmento no qual a indústria brasileira é considerada deficiente. Como parte do projeto, o ICE encomendou à Trevisan uma pesquisa de mercado que deve mapear o atual parque brasileiro de máquinas para a indústria de plástico. A tabulação está quase pronta – a previsão é de estar concluída no final de abril – e deve identificar também os potenciais parceiros brasileiros e as necessidades locais. “Nessa fase, pretendemos fazer uma mesa-redonda para divulgar os resultados”, planeja Pelizzon.

    O objetivo principal do programa Made in Italy é o de formar parcerias, preparar o terreno e oferecer condições para o fechamento de acordos, ressalta Pelizzon. Animado com os resultados até o momento, ele revela que há intenção de expandir o projeto também para o setor de borracha, afinal, tanto a Abimaq como a Assocomaplast atuam nessa área.

     

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