Máquinas e Equipamentos

29 de janeiro de 2014

Notícias: Indústria nacional abre filial nos Estados Unidos

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Planta tem capacidade para produzir duas máquinas por mês

    Planta tem capacidade para produzir duas máquinas por mês

    A Rotoline, fabricante de máquinas para rotomoldagem de Chapecó-SC, encerrará o ano com crescimento. No entanto, a notícia mais importante não é esta; em dezembro, a primeira filial norte-americana da empresa completa três meses. Isso mesmo, a indústria nacional alçou voo e, em setembro, inaugurou fábrica na cidade de Kent, no estado de Ohio.

    Em área de 10 mil m², a planta tem capacidade instalada para produzir duas máquinas por mês, e seu portfólio tem como focos as linhas shuttle e carrossel. A ideia inicial é atender os mercados norte-americano e canadense, porém, também pretende fazer negócios com outros continentes, como o asiático, o europeu e o africano. Tudo a seu tempo, dando um passo de cada vez.

    Os planos são ousados. A Rotoline anseia ser líder mundial entre os fabricantes de máquinas para rotomoldagem. Fôlego para tanto não falta. A marca já é conhecida nos cinco continentes. Mesmo em mercados maduros e dinâmicos, a fabricante possui uma presença sólida. Nos Estados Unidos e no Canadá, são mais de cinquenta máquinas instaladas – todas produzidas no Brasil. Com sede local, a Rotoline se tornará mais competitiva, afinal, operará com os custos compatíveis à região (preços dos fretes serão menores, por exemplo) e terá mais agilidade na entrega dos pedidos.

    A nova fábrica também dará um certo alento à companhia, na medida em que a manterá menos dependente da taxa cambial. A flutuação do dólar tem sido deletéria para as indústrias brasileiras que possuem uma política de exportação como a Rotoline. Apesar da experiência e da boa reputação da companhia, com a valorização do real perante o dólar, houve uma redução das exportações.

    Sob a gerência de Raphaeli De Luccas, a unidade estadunidense, onde 80% da produção é terceirizada, atuará aos moldes da brasileira. “Inicialmente não vemos muita diferença em termos de filosofia e linha de trabalho, uma vez que o produto é o mesmo: as máquinas para rotomoldagem”, comenta Washington R. De Luccas, diretor-geral da Rotoline. As diferenças se atêm às questões culturais, afinal, os fornecedores e a mão de obra são locais (o quadro de funcionários prevê entre doze e vinte profissionais). Obviamente, há de se considerar as particularidades da região, como moeda e legislação. Mas estes dois itens não serão empecilhos para a Rotoline, na avaliação do diretor. “Temos muito boa receptividade e reputação no mercado exterior”, comenta.

    De Chapecó – A fábrica brasileira ocupa área de 14 mil m², e conta com 85 funcionários. Com capacidade para produzir quatro máquinas por mês, a unidade opera com 30% de terceirização. Apesar de não revelar números, De Luccas aponta um “crescimento importante” neste ano. Boa parte desse saldo positivo resulta dos financiamentos via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o Finame-PSI (Programa de Sustentação do Investimento).

    Os juros baixos e as taxas fixas têm favorecido os investimentos. Segundo De Luccas, mais do que o aumento das vendas, o programa, a médio prazo, trará incrementos significativos na atualização de sua linha de produção. “Contribui na aquisição de novas máquinas para nosso processo produtivo”, comenta.

    O portfólio traz linhas completas de rotomoldadoras, com modelos shuttle, rock and roll e carrossel. Um destaque são as máquinas open flame rock and roll – indicadas para a produção de peças cilíndricas, como tanques. O fabricante sugere este tipo de tecnologia em operações nas quais as distâncias entre os queimadores e o molde podem ser mais próximas e constantes, o que permitiria reduzir o consumo de gás. O catálogo de produtos tem também modelos desenvolvidos para o uso em laboratórios.

    A fabricante se associou à norte-americana Reduction Engineering, o que facilita sua penetração no mercado internacional, e conta ainda com licença para a fabricação no Brasil da linha de moinhos da marca. “A parceria nos coloca como referência em moinhos de micronização”, finaliza De Luccas.



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