Embalagens

1 de julho de 2013

Notícias: Incentivos do governo estimulam reação do setor de embalagens

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Uma pesquisa exclusiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), o Estudo Macroeconômico da Embalagem Abre/FGV, com um balanço setorial considerado pela associação um dos termômetros da atividade industrial brasileira, foi apresentada em evento promovido pela entidade no início de março, por Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) e do Estudo. A instituição considera o estudo, rea­lizado há 16 anos pelo Ibre-FGV, uma importante ferramenta para as empresas nortearem suas ações e estimular o desenvolvimento econômico do país.

    Plástico Moderno, Plástico lidera valor de produção

    Plástico lidera valor de produção

    Os resultados da pesquisa apontam uma produção física de embalagens decrescente em 2012 (-1,19%), contrapondo a previsão inicial de crescimento de 1,6%, depois revista para queda de 1% no balanço do 1º semestre, divulgado em agosto do ano passado. De acordo com o levantamento, esses números refletem as quedas generalizadas na atividade industrial brasileira no primeiro semestre de 2012, notadamente no setor de bens de capital e nos bens de consumo duráveis. Principais usuários de embalagens, contudo, os bens de consumo semi e não duráveis alternaram ganhos e perdas de pequena grandeza.

    Segundo informações da entidade, esse desempenho instável refletiu negativamente sobre a produção de embalagens, que encolheu 4% em relação ao 1º semestre de 2011.  No segundo semestre o setor conseguiu reagir e a produção cresceu 1,6%, comparativamente ao mesmo período de 2011.

    De acordo com os resultados da pesquisa, estímulos governamentais como as desonerações tributárias e a ampliação do crédito, foram fatores determinantes na recuperação da demanda no segmento de bens de consumo duráveis. A leitura dos resultados do balanço também mostra que outros incentivos, como a queda dos juros, geração de empregos e elevação do salário real, reforçaram a expansão do consumo, contribuindo para que a indústria nacional recuperasse parte da competitividade perante os produtos importados, após a desvalorização cambial ocorrida durante o segundo trimestre de 2012.

    Nesse contexto, a indústria de embalagens plásticas conquistou o melhor desempenho em produção física. Ainda que com um índice baixo de crescimento (0,44%), esse segmento se destacou em relação à indústria de embalagens de papel, que retraiu 0,97%, e à de metal, que apresentou queda maior, de 1,13%.

    Plástico Moderno, Produção física favorece o plástico

    Produção física favorece o plástico

    Segundo o balanço divulgado, o valor da produção atingiu 46,9 bilhões de reais em 2012. A participação por setor neste faturamento também favoreceu os materiais plásticos, contemplados com 37,8%, seguido pelo de celulósicos com 34,47% (somados os setores de papelão ondulado com 18,75%, cartolina e papel-cartão com 9,50% e papel com 6,22%), metálicos com 16,79% e vidro com 4,65%.

    As previsões da Abre para o mercado de embalagens neste ano são de crescimento de até 2% na produção e elevação na receita desses fabricantes para algo em torno de R$ 48 bilhões, contra R$ 46,1 bilhões gerados no ano passado.

    Fundada há 46 anos, a entidade representa toda a cadeia produtiva e usuária do setor – fabricantes de máquinas e equipamentos, fornecedores de matérias-primas e insumos, agências de design, convertedores de embalagem, indústrias de bens de consumo, redes de varejo, instituições de ensino e entidades setoriais.



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