Plástico

22 de dezembro de 2012

Notícias – Importação de acabados e alto custo produtivo oprimem a transformação

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A produção brasileira da indústria de transformação de plásticos fecha este ano com um volume da ordem de 6,45 milhões de toneladas contra 6,5 milhões no ano passado, uma retração de 0,9%, segundo divulgação da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Os dois primeiros trimestres de 2012 foram os mais críticos para o setor, na avaliação do presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho. Na comparação com 2011, o processamento de plásticos no país despencou 3,2% no primeiro semestre deste ano. Recuperou-se no terceiro trimestre, mas desacelerou nos últimos três meses do ano. O desempenho de segmentos como o de embalagens ainda foi positivo no período (crescimento de 1%), mas só os laminados encolheram 8,1%.

    O resultado financeiro foi melhor, com desempenho positivo, entre outros fatores, por conta de aumentos de preços, valor agregado aos produtos. Com alta de 4,5%, a produção de transformados plásticos fecha o ano com R$ 53,22 bilhões, contra R$ 50,92 no ano passado.

    O quadro muda de figura com relação à balança comercial, com um déficit crescente e preocupante. Passou de US$ 1,36 bilhão, em 2010, para US$ 1,87 bilhão, em 2011 (equivalente a R$ 3,03 bilhões), com estimativas de avançar para US$ 2,21 bilhões (ou R$ 4,6 bilhões). Em peso, o déficit comercial se avulta igualmente, atingindo -468,8 mil toneladas neste ano, contra -391,8 mil toneladas em 2011, -306,0 mil t em 2010, -189,1 t em 2009 e -155,3 mil t em 2008.

    As exportações de transformados plásticos declinaram 15%, recuando de 267,8 mil toneladas em 2011 para 228,5 mil t neste ano, enquanto as importações expandiram, nesse período, de 660 mil toneladas para 697 mil t. O tombo nas exportações também atingiu iguais 15% em dólares, de 1,51 bilhão em 2011 para 1,29 bilhão em 2012. As importações aumentaram 4%, passando de 3,39 bilhões no ano passado para 3,51 bilhões neste ano.

    Com um índice de produtividade decrescente (caiu 3% em 2011 e 2% neste ano), a indústria brasileira de plásticos perde competitividade dentro e fora do país. “Nosso coeficiente de exportação está diminuindo e tivemos queda produtiva, estamos perdendo nossa condição de competir no nosso próprio mercado. O crescimento da demanda está sendo capturado pelas importações”, lamentou Roriz.

    Com altos custos produtivos e queda no desempenho, a indústria de transformação investiu menos na aquisição de máquinas neste ano. Os recursos encolheram 19%. Foram R$ 2,31 bilhões em 2011 contra R$ 1,89 bilhão neste ano. Os juros caíram, é fato. Mas os empresários de médio e pequeno porte, segundo informou Roriz, suportam elevada taxa de capital de giro e ainda não conseguiram se beneficiar dessa queda. Além disso, insumos como energia elétrica representam altos custos para a produção e o transformador está pagando mais pela resina sem o equivalente repasse aos produtos finais. Ademais, as importações avançam assustadoramente. “Investimentos só ocorrem se os empresários enxergam a mínima possibilidade de retorno”, justificou.

    As expectativas para 2013 evidenciam uma luz no fim do túnel. Para Roriz, a queda nos juros foi um marco em 2012. A desoneração da folha de pagamento também favoreceu o setor, mas seus reflexos positivos só foram sentidos nos últimos meses do ano. Por se tratar de um setor de mão de obra intensiva, a medida beneficiou mais de 80% das empresas. Roriz também elogiou a ampliação das linhas de financiamento disponíveis. “As perspectivas para 2013 começam favoráveis com a taxa de juros baixa, o Plano Brasil Maior também favorece a inovação e os investimentos, e o câmbio, que tirou a competitividade por muito tempo, aponta bastante favorável para 2013”, prognosticou.

    Mesmo com esse quadro alentador para o próximo ano, a entidade projeta queda de 1,5% na produtividade do setor e apenas 1% de aumento na produção em toneladas de transformados plásticos. Até porque não há previsão de mudanças bruscas na balança comercial do setor: as importações tendem a subir 13% e as exportações, parcos 3%. Com essas projeções, o nível de investimento prossegue no mesmo patamar.

    E perante todo esse quadro, a projeção de uma queda de 1,5% na produtividade até pode ser considerada um resultado positivo. O tombo poderia ser muito maior sem os reflexos favoráveis das ações governamentais de impulso à economia e à indústria mencionadas pelo presidente da entidade.

    M.A.S.R.

    Novo controlador de temperatura agrega mais tecnologia e leveza

    Tradicional fabricante de porta-moldes, a Polimold anuncia o lançamento do controlador de temperatura Polimold MS (de Mini Smart), com tecnologia aprimorada e 60% menor que os controladores convencionais, sinônimo de maior leveza. Além de agregar todos os recursos do modelo anterior, o MS incorpora ainda outros atributos. Entre esses, o fabricante destaca: o sistema modular, que facilita a manutenção e oferece maior agilidade na substituição; os seus componentes eletrônicos modernos; a configuração feita diretamente no painel, sem necessidade de desmontagem do módulo; o novo sistema de segurança no visor, que alarma caso a temperatura sofra alguma alteração de mais ou menos 20oC em relação à pré-programação; e a visualização da corrente elétrica de cada zona de temperatura com um simples toque.


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