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31 de agosto de 2007

Notícias – Ferramenteiros se reúnem em evento

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A aquisição de moldes não é uma operação que se compare à compra de produtos distribuídos no varejo. Ela ocorre por meio de uma relação de confiança entre comprador e ferramentaria, exige sintonia entre as partes interessadas e muita conversa para que o projeto e a execução da ferramenta agradem os dois lados. Dentro deste cenário, durante uma exposição, é difícil para os ferramenteiros fecharem negócios. O ambiente, no entanto, é bastante favorável para que eles se apresentem aos prováveis compradores ou estreitem os relacionamentos com os clientes mais fiéis, práticas que favorecem o fechamento de futuros negócios.

    Esse foi o espírito dos participantes da segunda edição da Intertooling, feira voltada para o setor realizada entre os dias 24 e 27 de julho no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. O evento foi organizado pela Messe Brasil Feiras e Promoções e contou com a presença de vários representantes do pulverizado setor de fabricantes de moldes para termoplásticos, que, no Brasil, estima-se contar com de 2 mil a 3 mil empresas. Também estiveram presentes fornecedores de componentes e prestadores de serviços ligados ao ramo.

    Plástico Moderno, Notícias - Ferramenteiros se reúnem em evento

    Prototipagem rápida esteve em destaque

    Algumas ferramentarias aproveitaram o momento para apresentar ao mercado estratégias mercadológicas um tanto ousadas. Foi o caso da gaúcha NTC, ligada ao grupo Luiz Participações e Administração de Bens. A empresa, situada em Caxias do Sul-RS conta com 250 funcionários e, além de ferramentaria, também é transformadora de peças injetadas. “Somos uma ferramentaria que faz tryouts dentro de nossa própria casa”, conta Roberto Pilot, gerente-comercial da empresa. Cerca de 80% dos moldes produzidos são para terceiros. Os 20% restantes atendem produção própria: o grupo é dono da Plastrela, empresa localizada no município de Estrela-RS especializada na transformação de plásticos flexíveis.

    Numa época em que a chegada de moldes asiáticos causa arrepios entre os especialistas brasileiros, a NTC aproveita as armas utilizadas pelos chineses para ganhar mercado no Brasil. O segredo é simples: a empresa conta com seis fábricas licenciadas e homologadas na região de Shenzen, na China, e está fechando contrato para abrir mais duas plantas em território chinês. “Toda a inteligência do projeto, assim como a montagem final são desenvolvidas em nossa matriz localizada em Caxias do Sul”, diz.

    Segundo Pilot, realizar parte do processo na China torna o preço do molde tão competitivo quanto os importados. “O custo de produção no país asiático é 25% inferior ao nacional e temos a vantagem de oferecer assistência técnica no Brasil”, alega. O retorno da iniciativa tem valido a pena. “No ano passado fizemos 19 moldes na China e, neste ano, apenas no primeiro quadrimestre já são 39 projetos”, orgulha-se. Como essa tática foi colocada em prática? “A empresa pertence a uma família de descendentes de chineses, o que ajudou muito”, revela.

    Plástico Moderno, Roberto Pilot, gerente-comercial, Notícias - Ferramenteiros se reúnem em evento

    Pilot anunciou criação denovas fábricas

    As novidades não pararam por aí. O grupo gaúcho está investindo R$ 20 milhões em duas novas unidades em Aparecida do Taboado-MS, dedicadas à transformação de plásticos. Uma será filial da NTC e outra da Plastrela. “Queremos que as novas fábricas abasteçam os mercados do Centro-Oeste e Sudeste. Vamos produzir peças para a indústria automotiva, de eletrodomésticos e de outros segmentos, além de produtos próprios, em especial para a suinocultura”, revela Pilot.

    A NTC de Mato Grosso do Sul contará, no início de suas atividades, com cinco injetoras, com forças de fechamento de 100 toneladas a 1.300 toneladas de força. “A nova planta da Plastrela tem como maior atração a única extrusora de oito cores instalada no Brasil”, garante Pilot.

    Outra empresa gaúcha que marcou presença no evento foi a Belga Matrizes, também sediada em Caxias do Sul. “Estamos há 28 anos no mercado e somos pioneiros no Brasil na produção de ferramentas de injeção de grande porte. Somos a única empresa totalmente nacional com estrutura para produzir moldes de até 40 toneladas”, garante Mari Lucia Scolaro, responsável pelo departamento de vendas da ferramentaria.

    A estrutura da Belga conta com parque industrial com capacidade produtiva de 20 mil horas/mês de trabalho.

    Plástico Moderno, Mari Lucia Scolaro, responsável pelo departamento de vendas da ferramentaria, Notícias - Ferramenteiros se reúnem em evento

    De acordo com Mari, vendas estão aquecidas desde abril

    A unidade industrial da empresa conta com várias máquinas CNC dotadas com características de elevada velocidade, caso de fresadoras de cinco eixos. “Um dos nossos marcos foi o de ter construído o molde de injeção bicolor da lanterna do Honda Civic, um dos mais complexos construídos no Brasil”, revela.  Mari Lucia explica que a participação da empresa no evento foi institucional. “O objetivo principal é o de manter o bom relacionamento com os clientes”, diz. Sobre o atual momento das vendas, não tem do que se queixar. “Depois de um início de ano um pouco tumultuado, quando muitos projetos se encontravam parados, as vendas aqueceram a partir de abril. Hoje temos encomendas que vão ocupar nossa fábrica até o final do ano”, revela.

    Consolidar-se no mercado. Por isso a Indústria Brasileira de Moldes (IBM), ferramentaria criada há dois anos e meio na cidade de Joinville-SC, resolveu montar um estande na exposição. “Somos uma empresa nova, mas formada por profissionais com muitos anos de experiência no ramo”, conta Carlos Zanandrea, diretor-comercial. Para reforçar sua afirmação, ele lembra que já trabalha com moldes há mais de 25 anos.

    A IBM conta com 52 funcionários e tem duas unidades, uma voltada para a produção de moldes para injeção de termoplásticos, outra para injeção de alumínio. A unidade especializada em plásticos tem 30 pessoas. “Em nossa equipe temos 16 profissionais com curso superior, seis com pós-graduação e dois estão fazendo mestrado”, orgulha-se Zanandrea.


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