Ferramentaria Moderna

4 de junho de 2012

Notícias – Ferramentarias se reúnem no sul em prol do crescimento do setor

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Com o objetivo de discutir estratégias de desenvolvimento para o segmento, e debater a concorrência internacional, melhoria na gestão das empresas, sustentabilidade do negócio e estudo da legislação, foi realizado, em maio, o 5º Encontro Nacional de Ferramentarias, no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul-RS. O evento, organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer) e Virfebras, organização virtual de ferramentarias do Brasil, reuniu 200 empresários do setor, além do coordenador do evento, Gelson Oliveira; do presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Orlando Marin; do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Getúlio Fonseca; do presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Getúlio Paulo Zluhan; e do presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), Carlos Heinen.

    Plástico, Getúlio Fonseca, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Ferramentarias se reúnem  no sul em prol do crescimento do setor

    Getúlio Fonseca: ressaltou a necessidade de o BNDES facilitar os financiamentos

    De acordo com Christian Dihlmann, presidente da Abinfer, esse encontro foi mais um passo no crescimento institucional do setor ferramenteiro, que precisa melhorar sua representação nos poderes Executivo e Legislativo. “Estamos trabalhando para que possamos ser ouvidos pelas autoridades e termos uma representatividade própria para esse segmento da indústria, ressaltou Dihlmann, lembrando que já se avançou em alguns aspectos, como a criação de uma bancada parlamentar de apoio aos ferramenteiros no Congresso Nacional. “Nossas reuniões em Brasília já contaram com a participação de diversos parlamentares”, destacou.

    O dirigente da entidade observou que alguns temas pontuais precisam ser enfrentados pela Abinfer ainda este ano. Ele citou a regulamentação do comércio exterior de moldes com a necessidade de instituição da obrigatoriedade de um responsável técnico para os produtos importados. “É preciso que haja uma competição isonômica com a indústria nacional que tem esse custo”, argumentou.

    Dihlmann manifestou preocupação também com o novo regime automotivo que vai entrar em vigor em 2013 no país. “A lei já está aprovada, mas precisamos estar atentos na sua regulamentação”, disse o industrial. “Para tanto, precisamos apresentar sugestões voltadas para uma agenda propositiva e assim inserir melhor nossa atividade nesse importante segmento econômico.”

    Sobre o desempenho atual da indústria ferramenteira no Brasil, Dihlmann disse que o setor está encolhendo, porque está

    Plástico, Christian Dihlmann, presidente da Abinfer,  Ferramentarias se reúnem  no sul em prol do crescimento do setor

    Christian Dihlmann: aumento das importações fez a indústria nacional encolher

    ocorrendo um grande aumento das importações. A alteração cambial recente traz um otimismo para a fábrica nacional. “Passamos a ser mais competitivos”, advertiu.

    O custo das matérias-primas preocupa a indústria nacional na comparação com os concorrentes internacionais. Conforme Dihlmann, o aço tipo PV20 usado pelas fábricas custa no Brasil US$ 5,00 o kg, enquanto na Alemanha é US$ 2,50; e na China, US$ 1,20. Esses valores acabam impactando no preço final do produto.

    Quanto à eficiência do setor ferramenteiro, Dihlmann aponta que tem vários nichos de mercado em que a nossa indústria é top. “Precisamos evoluir em alguns segmentos como moldes para micropeças, precisão, área hospitalar, bi-injeção, tri-injeção”, indicou.

    Em relação aos números de importações, o dirigente diz que os dados mais recentes são de 2009, que apontam para compras internacionais na ordem de US$ 500 milhões. Ele observa que os números não são confiáveis, pois existem “moldes novos que ingressam no país como usados, além de subfaturamentos nos valores declarados das aquisições do exterior”.

    Os maiores desafios para a indústria ferramenteira no Brasil, segundo a liderança da Abinfer, são a preparação de mão de obra para atuar com maior eficiência no processo industrial, a busca de melhores condições tributárias e fiscais para a competição com outros países e a melhor preparação dos nossos gestores. “Não se pode botar toda a culpa no governo, precisamos ser mais ousados e produtivos”, finalizou Dihlmann.

    As indústrias automobilística, de embalagens, construção civil, linhas branca e marrom da indústria eletroeletrônica são os maiores clientes do setor ferramenteiro. A recente redução do IPI para automóveis, anunciada pelo governo federal, motiva o setor, pois a redução das vendas dos carros estava afetando o volume de negócios.


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