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23 de outubro de 2009

Notícias – Feira confirma força do nordeste

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Publicado por: Plastico Moderno
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    A indústria de embalagens vem ampliando seu espaço no Nordeste no rastro de diversos segmentos industriais que chegam à região atraídos pelo seu crescimento econômico, superior ao do Brasil desde 2003. Pelos últimos dados oficiais do IBGE, em 2006, o PIB nordestino atingiu R$ 311,1 bilhões e cresceu 4,8% em comparação com o de 2005, quase um ponto acima dos 4% do PIB nacional de três anos atrás.

    É neste cenário que a IV Embala Nordeste, feira realizada de 24 a 27 de agosto passado, em Olinda, Pernambuco, e que

    Plástico, Notícias - Feira confirma força do nordeste

    Maior parte dos 310 expositores era do Sul e do Sudeste

    reuniu 310 expositores, a maioria do Sul e do Sudeste, apresentou um crescimento de 15% nos negócios em relação a 2008, levando a uma estimativa de faturamento de R$ 800 milhões em torno do mercado de embalagens – universo no qual os plásticos não perdem a vez. “Nós não sentimos a crise econômica. Ela pegou o Nordeste num bom momento de crescimento com a compra de máquinas industriais para atender à entrada de 20 milhões de novos consumidores no mercado”, afirmou André Mozetic, diretor da promotora do evento, a Greenfield Business Promotion.

    Desde a primeira edição, a Embala Nordeste agrega a NordestePlast, um espaço para o Sindicato da Indústria do Material Plástico de Pernambuco (Simpepe) reunir parte das 485 empresas do Estado. Para o tesoureiro do Simpepe, Anísio Coelho, a vinda de empresas de outras regiões para vender equipamentos e suprimentos na feira mostra que a indústria de transformação de plásticos em Pernambuco vem recuperando o dinamismo perdido na década de 90 para os incentivos fiscais e a disponibilidade de matéria-prima do Polo de Camaçari, na Bahia.

    Bons Motivos – Por trás da recuperação estão a oferta de incentivos fiscais do governo pernambucano e a perspectiva da formação de uma cadeia petroquímica atrelada à instalação da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, um investimento da Petrobras em parceria com a estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA, que irá produzir 200 mil barris de petróleo por dia entre 2011 e 2012.

    Segundo Mozetic, embora ainda em terraplenagem, a refinaria impulsiona investimentos das empresas do setor plástico que olham Pernambuco daqui a duas décadas. “Isso justifica os recursos na aquisição de novas máquinas e tecnologias para concorrer com empresas de outras regiões que estão aportando no Nordeste”, declarou. Os maiores fabricantes de máquinas extrusoras e de reciclagem de plásticos do país não perderam a aposta. Trouxeram e venderam máquinas que chegam a R$ 5 milhões a fim de atender à demanda da região, que compra praticamente todo o maquinário que precisa fora do Nordeste – 80% no mercado nacional e o restante no exterior, de acordo com o diretor da Greenfield.

    Sindicato apoia sustentabilidade

    Para quem pensa que “no Ceará não tem disso não”, uma surpresa: o Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Ceará (Sindiverde) vem dando uma lição de sustentabilidade econômica e ambiental. Com 80 empresas associadas, 70% delas do setor plástico e o restante de reciclagem de vidro, alumínio, ferro, papelão, solventes e até de óleo automotivo, o Sindiverde lançou um projeto de coleta seletiva empresarial de compra e venda de resíduos industriais entre os associados que revertem o dinheiro obtido em um projeto socioambiental na própria empresa.

    Um ano depois, o empresário adota uma escola pública municipal que atenda crianças até seis anos, criando um projeto socioambiental escolar que será mantido com a venda dos resíduos. “O projeto atinge o funcionário da indústria, os filhos deles, professores, pais e alunos”, diz José Carrero, assessor comercial do Sindiverde. As indústrias participantes também deverão receber um Selo Verde municipal como o que está em processo de aprovação na cidade de Maracanaúba, na Grande Fortaleza.

    Outros investimentos em Suape, como a Petroquímica Suape, que irá produzir ácido tereftálico purificado (PTA), resina PET e fios de poliéster (polyester oriented yarn-POY), e a italiana Mossi & Ghisolfi (M&G), que elevou sua produção de PET para 650 mil toneladas anuais, também incentivam o desenvolvimento da indústria plástica pernambucana que, segundo Coelho, hoje transforma uma média de 25 mil toneladas por mês de resinas termoplásticas. “Isso justifica o crescimento da NordestePlast e da presença de novos equipamentos com processos inovadores que agregam valor à produção estadual”, diz o tesoureiro, prevendo um faturamento de pelo menos R$ 5 milhões apenas na feira de plásticos, sem contar os negócios engatilhados.

    Paralelos à NordestePlast, foram realizados o Graphium Show – Salão de Fornecedores de Equipamentos, Produtos e Serviços da Indústria Gráfica; a Alimentécnica Expo – Feira Internacional de Equipamentos para Processamentos de Alimentos e Bebidas, e a Alquimia Expo – Feira de Tecnologia, Produtos,


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