Economia

29 de setembro de 2007

Notícias – Faturamento de máquinas para plástico sobe pouco

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Publicado por: Simone Ferro
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    O faturamento nominal das indústrias de máquinas para o processamento de resinas plásticas aumentou 4% no primeiro semestre de 2007 em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de pouco mais de R$ 300 milhões para cerca de R$ 312 milhões. O índice ficou aquém dos 10% registrados pelo setor de bens de capital mecânico, cujo faturamento nominal ficou em R$ 28,9 bilhões de janeiro a junho de 2007, de acordo com o balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), no dia 19 de julho, na sede da entidade, em São Paulo.

    Além de divulgar os números do setor, o encontro com a imprensa marcou a despedida do então presidente Newton de Mello. No dia 20, tomou posse a nova diretoria da Abimaq, cuja presidência está a cargo de Luiz Aubert Neto (ver boxe nesta matéria). O consumo aparente aumentou 3,6% de janeiro a junho, alcançando quase R$ 665 milhões. O valor se refere ao faturamento, descontadas as exportações e somadas as importações, ou seja, o que o mercado brasileiro demandou de máquinas para o processamento de plásticos no período analisado.

    Na avaliação de Newton de Mello, dois fatores comprometeram o desempenho do mercado de plásticos: as importações de máquinas asiáticas, em especial de injetoras, e a entrada de produtos manufaturados da China, que prejudicaram a produção nacional e, conseqüentemente, frearam os investimentos na ampliação das capacidades instaladas.
    O mesmo ocorreu com o setor têxtil. “A elevação das importações de tecidos prejudicou a demanda nacional de máquinas para esse segmento.” As exportações brasileiras de máquinas para plástico caíram 2% no mesmo período, enquanto as importações tiveram alta de 9,8%, saltando de mais de US$ 181 milhões para quase US$ 200 milhões.

    Plástico Moderno, Notícias - Faturamento de máquinas para plástico sobe pouco

    Os pedidos em carteira caíram 5,3% e o nível de utilização da capacidade instalada passou de 89,34% para 86,64%, baixa de 3%. O número de empregados foi reduzido em 3,1%. Os índices da Abimaq apontam ainda a recuperação do consumo aparente a partir de março. Em abril, tornou a cair para se elevar novamente em maio e junho.

    Os principais destinos das exportações foram: Argentina, México, Colômbia e Estados Unidos. Já as importações vêm da Alemanha, Itália, Estados Unidos e Japão. A China ocupa a quinta posição. Porém, entre 2005 e 2006, o volume importado daquele país aumentou mais de 56%.

    Restrição chinesa – Depois de tentar, sem resultados, mover ação antidumping contra as importações chinesas, a Abimaq pleiteia a restrição voluntária por parte do governo chinês às exportações de injetoras para o Brasil. A entidade alega que esse comércio pode minar a indústria nacional. “O ministro do comércio exterior da China tem poder para convocar os fabricantes de máquinas e determinar a redução das exportações para o Brasil”, diz Mello.

    A Abimaq também não obteve resposta ao pleito de ampliação das alíquotas de importação de 14% para 35%. “O objetivo não é impedir o livre comércio ou fechar o mercado nacional, o que seria um retrocesso, porém precisamos eliminar as importações fraudulentas ou subfaturadas que, na maioria dos casos, são de equipamentos com similar nacional.” O escritório da Abimaq na China, inaugurado em 2006, auxilia a entidade nessas questões.

    Combater a concorrência predatória, como classifica a Abimaq, também está na pauta da nova diretoria. De acordo com o presidente eleito, as injetoras chinesas são vendidas no Brasil a US$ 5 o quilo. Somos a favor da importação de máquinas desde que isso traga inovação tecnológica para o setor. Também queremos igualdade com relação aos tributos, afirma Aubert. Segundo ele, a máquina brasileira nova tem até 38% de impostos.

    Entre as ações previstas pela nova diretoria estão a criação de novos grupos de trabalho, como o de Inovação Tecnológica. “Faremos parcerias estratégicas com os centros de excelência nessa área, tais como o IPT, ITA, FAPESP, universidades federais e instituições internacionais.”
    O Grupo de Mercados terá o objetivo de estimular o comércio exterior e transformar a Abimaq numa “agência” fomentadora de negócios para os associados, com foco especial nos países da América do Sul. “A região deverá ser vista como uma extensão do nosso mercado.”

    Aubert anunciou ainda ações mais agressivas na América do Norte, Europa e Ásia. Outra iniciativa será a criação de um banco de dados, reunindo informações relevantes sobre o mercado nacional e internacional e que seja acessível a todos os associados.

     

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