Embalagens

24 de janeiro de 2010

Notícias – Fabricante aposta no PP como embalagem hospitalar

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico Moderno, Notícias - Fabricante aposta no PP como embalagem hospitalar

    Planta exclusiva para soluções parenterais em sistema fechado absorveu R$ 70 milhões

    Com o mote de ser a única fabricante no Brasil a contar com planta exclusiva para soluções parenterais de grande volume (SPGV´s) em sistema fechado, a Segmenta, empresa que desenvolve, fabrica e comercializa produtos voltados para o setor hospitalar, aposta no polipropileno (PP) como via de acesso para sua consolidação nesse mercado, que hoje, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Soluções Parenterais (Abrasp), consome 40 milhões de unidades ao mês, das quais 60% são frascos de polietileno (PE) ou PP, e 40%, bolsas de policloreto de vinila (PVC) ou PP.

    A escolha da Segmenta se sustenta em alguns diferenciais dessa resina perante o PE e o PVC. As embalagens de PP garantem total transparência e a possibilidade de serem esterilizadas a 121ºC. Outros pontos fortes se referem ao fato de não interagirem com medicamentos aditivados e não serem tóxicas. De acordo com Eduardo Rocha, gerente de marketing e novos negócios da Segmenta, os produtos contam ainda com alça rotatória com giro de 360º e bico rígido, que garante a segurança do profissional, além de possuírem pontos de conexão e infusão facilmente identificáveis. Os frascos feitos em sistema fechado para grandes volumes (acima de 100 ml) de soluções parenterais da Segmenta compõem a Linha Max, e as bolsas, a Linha Med Flex. Essas soluções são substâncias aplicadas diretamente na corrente sanguínea, como água, glicose e soluções de cloreto de sódio a 0,9%, entre outras.

    Com capacidade nominal de 10 milhões de unidades/mês de SPGV´s, a companhia produziu cerca de 7 milhões de unidades/mês em 2009. Apesar da ociosidade, houve um salto significativo, pois no ano anterior o índice foi bem inferior: 2 milhões de unidades/mês. Em faturamento, esse avanço representou R$ 120 milhões. Para Rocha, a expectativa é de que opere em sua plena capacidade ainda neste ano.

    Montada em Ribeirão Preto-SP, ao lado da antiga fábrica da Glicolabor, hoje desativada, a planta da Segmenta conta com 6,5 mil m² de área construída. Essa infraestrutura absorveu investimentos de R$ 70 milhões, a fim de oferecer ao mercado um padrão internacional, com tecnologia de ponta. “A gente não adaptou a unidade de sistema aberto para o fechado como fizeram as outras empresas, nós investimos numa planta exclusiva”, ratifica Rocha. Em 2008, a Resolução RDC 31, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proibiu a fabricação de frascos e bolsas em sistema aberto para a utilização de soluções parenterais em serviços de saúde, a fim de minimizar a ocorrência de quaisquer contaminações. Para Luiz Moreira de Castro, presidente da Abrasp, com a entrada do sistema fechado no mercado, estima-se uma drástica redução nos índices de infecção hospitalar no Brasil, além de incrementos financeiros para o setor. “O custo e consequentemente o valor de venda do sistema fechado é maior do que o aberto”, atesta Castro. Em tempo: das 13 companhias do ramo, antes da mudança, 12 se adequaram às exigências.

    Antevendo essa nova regulamentação, já em 2007, a Segmenta foi criada com a proposta de ser reconhecida como uma das mais importantes provedoras de produtos hospitalares do país. O primeiro passo se deu com as linhas de soluções parenterais em sistema fechado. Hoje a empresa detém participação nesse setor entre 12% e 15%, mas quer ir além. O desafio atual é o de ampliar seu portfólio de saneantes e antissépticos para, em seguida, diversificar o negócio com equipos, bombas e afins. Prova dessa postura se viu em 2009, quando a companhia promoveu uma série de lançamentos, tais como a linha de antissépticos Alcoolabor, que tem o álcool etílico a 70% como princípio ativo; a Laborhex, para antissepsia da pele no pré-operatório; e o detergente enzimático Bio Enzin 4.

     

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