Plástico

1 de julho de 2011

Notícias – Evento propõe fomento para a indústria gaúcha

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Com a iniciativa pioneira, em termos de unidade sindical de empresários, as três entidades representativas da indústria do plástico do Rio Grande do Sul, o Sindicato da Indústria do Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), o Sindicato da Indústria do Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), com sede em Caxias do Sul, e o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Vale dos Vinhedos (Simplavi), com sede em Bento Gonçalves, realizaram o I Seminário da Indústria do Plástico no RS, em São Leopoldo, cidade próxima das sedes das três entidades gaúchas. Na abertura do evento, em 13 de junho último, os três presidentes das entidades, Alfredo Schmitt, do Sinplast, Orlando Marin, do Sinplás, e Emílio Ristow, do Simplavi, assinalaram necessidade de atuação conjunta do setor no estado para encaminhar melhor uma lista de reivindicações aos governos estadual e federal.

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    O presidente do Sinplast, Alfredo Schmitt, assinalou necessidade de união no setor

    Os sindicatos de transformadores de termoplásticos do sul do país lutam pelo reconhecimento político da importância econômica do segmento. Existe uma dificuldade do governo gaúcho, independentemente das cores partidárias, em entender o alcance econômico e a dimensão tecnológica da cadeia produtiva do plástico, ou por falta de visão, ou por falta de vontade política, ou por conta das duas coisas juntas.

    Por meio do seminário, os empresários do setor esperam abrir um novo canal de comunicação em busca de formas de financiamento para as empresas, além de lutar pela isonomia tributária, uma vez que o Rio Grande do Sul é a unidade da federação que mais castiga os transformadores de termoplásticos, principalmente quanto à cobrança do ICMS, que conforme o tipo de atividade pode chegar a 17%, contra 12% de Santa Catarina, por exemplo, estado vizinho e que transforma mais resina do que Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais juntos.

    A primeira palestrante do evento foi a consultora Solange Stumpf, da Maxiquim. Ela abordou o tema matérias-primas e inovação e destacou que as principais matérias-primas renováveis são o amido de mandioca, algas, beterraba, milho, resíduos e subprodutos industriais, como glicerina (indústria de biodiesel). Com relação ao etanol, Solange observou que o Brasil já está com um déficit de produção, sendo que o principal mercado do produto é o setor de combustíveis.

    Mesmo assim, os biopolímeros estão fora da cadeia econômica porque não são produzidos em escala e as resinas tradicionais continuarão ditando as regras do mercado. Em relação aos biodegradáveis, a palestrante apontou os polímeros de amido (PA), os polilactatos (PLA) e os polihidroxialcanoatos (PHAs), observando que os biodegradáveis são aplicados em embalagens, na agricultura, fibras e tecidos, e nos segmentos médico-hospitalar.

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    Orlando Marin, presidente do Sinplás, participou da abertura do seminário

    Solange Stumpf afirmou ainda que o nível de oferta dos biopolímeros é restrito porque existe muita tecnologia para ser desenvolvida na matéria-prima. Atualmente, o abastecimento no Brasil é fornecido pela planta industrial da Braskem de Triunfo com 200 mil toneladas, porém a operação industrial da Dow Química, possivelmente no interior de Minas Gerais, deverá aumentar a oferta.

    Sobre o cenário para os próximos anos, Solange acredita que ocorrerá um investimento na expansão da capacidade nacional, com a conclusão dos projetos em curso, além do início da implantação de algumas iniciativas em análises pelas principais empresas que atuam nesse restrito setor. A consultora da Maxiquim prevê que o mercado continuará dinâmico, com uma diversidade interessante de alternativas de novas matérias-primas, bem como uma intensificação do debate ambiental e a consequente produção maior de matérias-primas renováveis.

    Também sócio da Maxiquim, o engenheiro químico Otávio Carvalho fez uma leitura do cenário da petroquímica no país, que permanecerá dependente do petróleo. Ele exemplificou que de 2009 para cá houve um descolamento dos preços do gás natural por conta da disparada do preço do petróleo, mas que o Brasil não participa ainda da rota de matéria-prima via gás de plataforma. Carvalho destacou que o shale gas (gás de xisto), cuja produção cresceu de 14% para 45%, foi o responsável pelo renascimento da indústria petroquímica norte-americana, que estava em crise, com unidades sendo transferidas para outros países em busca de matérias-primas mais abundantes.

    No que toca os preços dos produtos petroquímicos no Brasil, Carvalho registrou que o butadieno teve grande crescimento porque só tem a nafta como fonte de produção, acrescentando que o estireno, o propeno e o benzeno registram variações de preços menores. Por outro lado, a circulação global de matérias-primas tornou o Oriente Médio a fonte principal de eteno a um custo de US$ 200,00 a tonelada, com fortes vendas nos países asiáticos.


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